quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Encomenda entregue!

Olás!

Há quase um mês mostrei a vocês o meu novo planner. A postagem que fiz rendeu alguns elogios (com os quais fiquei muito, muito feliz!!) e uma encomenda. Trabalhei para conseguir entregar o fichário até o início de agosto e consegui. A padronagem dos tecidos escolhida é a mesma que usei para o primeiro fichário, mas mudei a colocação das estampas nos elementos que compõem a capa. Além disso, ao longo do processo fiz alguns ajustes e aproveitei para acrescentar um porta canetas em elástico que eu não havia feito no meu. O resultado, você confere nas fotos abaixo.

Começamos com uma visão geral da capa. As bolinhas brancas no fundo cinza dão um ar leve a um fichário que também serve para organizar assuntos profissionais...


... e combinam perfeitamente com a estampa geométrica e o cinza mais escuro.


Internamente os bolsos ficaram numa cor única assim como o revestimento interno da lombada e a estampa geométrica trabalha como fundo.


As divisórias são em plástico transparente, compradas na papelaria mesmo. Conhecendo os compromissos e os hobbies da dona do fichário, optei por dez divisórias (cada conjunto é vendido com cinco) que, com suas cores azul, cinza, roxo e rosa dão um caráter mais descontraído à organização.


E finalmente o detalhe do porta canetas na lateral do fichário. 


O fichário ainda ganhou dois mimos adicionais: são duas tiras em papel liso com ilustrações em aquarela inspiradas em imagens do Pinterest que funcionam como marcadores. 



Espero que vocês tenham gostado do trabalho, porque eu adorei fazê-lo! :)

Beijos e até já!

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Acabei de Ler: A Vendedora de Livros

Olás! 

Acabei na semana passada de ler A Vendedora de Livros. Fiquei curiosa quando minha irmã disse que era um livro que andava na bolsa dela porque era tão interessante que ela aproveitava qualquer tempinho para lê-lo. Assim que ela terminou, ele veio para a minha casa e eu também o li num piscar de olhos. 


Começo dizendo que não adianta muito querer comprá-lo em site brasileiros, porque ele está disponível apenas na TAG Inéditos e ele veio na caixinha do mês de Junho para os assinantes. A personagem principal é Kitty Miller, solteira, que dorme num quarto amarelo e é dona de uma pequena livraria junto com sua amiga Frieda e de um gato de nome Aslam. Ou talvez a protagonista seja Katharyn Andersson, dona de casa que dorme num quarto verde malva, mãe de três filhos e bem casada com o arquiteto chamado Lars. Uma vida segue em paralelo com a outra, no mundo dos sonhos, que nem sempre acontecem apenas durante a noite. Às vezes, mesmo durante o dia há momentos em que a nossa heroína parece desligar do mundo real e se transportar para a outra vida. 



Quem está sonhando com quem? Qual é a vida real e qual a vida sonhada? O tempo todo A Vendedora de Livros nos joga de um mundo para outro e até o final não sabemos a resposta a essas perguntas. 

Mais que isso o livro nos leva a pensar sobre as consequências das escolhas que fazemos e é impossível não pensar no efeito borboleta. Aquela velha máxima do "se eu tivesse feito diferente"...


Título: A Vendedora de Livros
Autor: Swanson, Cynthia
Editora: Suma
Ano da edição: 2018
Idioma original: Inglês

Beijos e até já!

PS: Você não conhece a TAG? Não por isso! Você pode descobrir esse fantástico mundo clicando aqui. Se você, como eu, é apaixonado (ou deveria dizer louco) por livros, vai se deliciar!

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Bolo de maçã!

Olás! Este post é dedicado especialmente a todos aqueles que curtiram a foto no Facebook e no Instagram quando a postei uns dois meses atrás, a todos aqueles que me pediram a receita e a todos os outros que estão lendo este post 😊. Fiz essa torta de maçãs para um almoço de domingo. Fiquei incumbida de fazer a sobremesa, tinha algumas maçãs enrugadinhas demais para serem comidas cruas e uma receita que eu havia salvado no meu álbum Caderno de Receitas do Pinterest. Como eu queria preparar algo diferente mas que não desse muito trabalho, já que não curto muito aquelas receitas que, apesar do resultado ficar delicioso, precisam passar por mil etapas, pedem o uso de centenas de utensílios, sujam a cozinha e demoram uma eternidade para poderem ser comidas. 
Nessa torta o que dá mais trabalho é fatiar as maçãs. Na foto original da receita tudo era tão perfeito que eu podia tirar uma todo das minhas fatias e postá-las ao lado daquelas com a famosa legenda "expectativa X realidade". Com as maçãs murchinhas usar um fatiador tipo mandolin era impossível então foi na faquinha mesmo. Cada pedacinho saía de um tamanho, de uma espessura e de uma largura. A vozinha interior que dizia "não vai dar certo, láláralálálá" não queria se calar e eu tentei ignorá-la. Deu certo! Quando a torta saiu do forno e mais tarde, quando a desenformei, percebi que perfeccionismo no corte das maçãs é desnecessário: ela fica linda de qualquer maneira!


A foto não faz jus à torta. Foi tirada sob pressão da família que queria atacar logo o primeiro pedaço!

Para encurtar o caminho, transcrevo a receita. Mas vale a pena uma visita ao blog Aqui na Cozinha, da Patty Martins. É recheado de delícias!

BOLO DE MAÇÃ

Ingredientes
3 ovos
1/2 xícara (chá) de óleo
1 xícara (chá) de leite
2 maçãs descascadas e picadas
2 xícaras e 1/2 de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de açúcar
1 colher (chá) de canela
1 colher (sopa) de fermento em pó

Para a cobertura
3 maçãs descascadas e fatiadas finas
gotas de limão
Açúcar de confeiteiro para polvilhar

Modo de Preparo
Coloque no liquidificador os ovos, o óleo, o leite, as 2 maçãs picadas e o açúcar, bata bem. Em uma tigela coloque a farinha de trigo, a canela e vá acrescentando aos poucos o líquido do liquidificador e mexendo. Por último acrescente o fermento e misture delicadamente. Despeje a massa em uma forma untada e enfarinhada.
Por cima da massa polvilhe um tiquinho de farinha de trigo (veja a foto) e arrume as fatias de maçãs e as passas. Leve ao forno preaquecido no médio (uns 180 graus). Deixe o bolo dourar e espete um palito se sair limpo, o bolo já está bom.
Depois deixe o bolo esfriar para desenformar. Vire o bolo sobre um prato e depois vire novamente em outro prato assim ele ficará com as maçãs para cima.
Polvilhe o açúcar de confeiteiro e sirva.




quinta-feira, 19 de julho de 2018

Novinhos em folha!

Promoção louca na Livraria Cultura só podia dar nisso: 7 livros acrescentados à minha modesta biblioteca. São títulos que eu já queria e cujos preços eu vinha pesquisando há um tempinho até que plim! Recebi um e-mail indicando 50% de desconto na compra de livros. Não tive dúvidas. Fui conferir a lista de desejos e vi que a Livraria Cultura tinha todos os títulos. Foi só clicar e em poucos dias eles chegaram lindos e com cheirinho de tinta fresca! Eles já foram devidamente cadastrados na minha planilha e estão pacientemente aguardando para ser o próximo da lista de lidos e ganhar uma etiquetinha vermelha em sua lombada. 



O Jardim de Cimento. Ian McEwan.

Eu me apaixonei pela forma como o autor escreve depois de ler A Balada de Adam Henri. Seu texto é envolvente e nos leva a questionamentos sobre os nossos hábitos e nossas certezas. Além disso não deixa nada inacabado. O Jardim de Cimento é um livro pequeno, fininho, sobre a história de quatro crianças que, após perder seus pais, fecham-se em seu pequeno mundo e recriam sua própria estrutura familiar. 

Amor & Gelato. Jenna Evans Welch.

Descobri esse livro no Instagram da Editora Intrínseca, que em seu texto dizia que esse é um livro daqueles que não largamos até descobrir como ele termina. Para ajudar a personagem principal vai para a Itália, mais precisamente para a Toscana, com suas paisagens, sua arquitetura e sua comida. Não tinha como não colocá-lo na lista de desejos. 

O inferno somos nós. Leandro Karnal e Monja Coen.

As palavras desses dois autores sempre arejam minha mente e espero que esse livro possa fazer isso. Em alguns sites dá a entender que ele traz respostas, mas eu não quero as respostas, mas as perguntas que Leandro Karnal e Monja COen sabem magistralmente nos propor.

Vamos pensar um pouco? Maurício de Souza e Mário Sergio Cortella

Eu já era fã dos quadrinhos do Maurício e das palavras do Cortella, mas desde que tive a oportunidade de ver os dois de pertinho na Bienal do Livro de São Paulo em 2016 (com direito a autógrafo do Cortella!!!!) a paixão só aumentou. E juntar os dois num único livro foi uma das melhores sacadas do universo editorial, na minha opinião. E o melhor: vou poder apresentar para a minha pequena de 6 anos o lindo mundo do pensar!

Personal Branding. Arthur Bender.

Já tinha ouvido falar em branding mas nunca tinha me aprofundado mais no assunto até que vi um artigo no blog da Bru Fioreti sobre os dez livros que, segundo ela, valiam para uma sessão de coaching e Personal Branding estava entre eles. Como criar uma imagem pessoal marcante é a grande questão desse livro e a maneira como a Bru falou dele me deixou fascinada. 

A Princesa Prometida. William Goldman.

Mais um livro descoberto no Instagram da Intrínseca. Será um livro com final feliz? Não sei, mas pela descrição da editora, o que mais interessa não é o fim, mas todas as páginas que separam o início do fim.

Leonardo da Vinci. Walter Isaacson.

E de novo Instagram! A editora Intrínseca trouxe essa obra no seu stories e não tive como resistir. Um dos maiores gênios da história contados em quase 600 páginas. Não sei se elas dão conta da grandeza de Leonardo, mas certamente vão me trazer a possibilidade de enormes descobertas.

Nesse momento estou com dois livros para terminar e um na lista para começar, então esses lindos aí em cima ainda vão ter que esperar um pouquinho para reaparecer aqui no blog.

Por enquanto, você pode conferir alguns volumes que eu já li clicando na tag Acabei de Ler.

Beijos e até já!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Bora recomeçar?

Segunda metade de 2018 começando, licença maternidade terminando (sim, tem gente nova no pedaço e isso explica em parte o meu sumiço), últimos deias de férias da Lelê e organização é o único caminho para dar conta de tudo. Quem já leu alguns dos posts que eu escrevi, sabe quanto gosto de ter tudo em ordem e de tentar planejar tudo. O planner personalizado que estou montando é um (re)começo e dá um ânimo a mais para deixar tudo do meu jeito. 

Já faz um tempo que estou fazendo a minha própria agenda, criando as páginas, testando, pesquisando, lendo livros sobre Bullet Journal e Planners, e o fichário tem sido uma boa solução, pois além de poder montar páginas de uma agenda, ainda consigo incluir várias listas como dos episódios de séries e filmes que estou assistindo ou que pretendo assistir, lugares que quero visitar, planejamento de eventos como o aniversário da filhota, acompanhamento de projetos e folhas de anotações aleatórias. 




Agora, depois de algumas tentativas como capas em tecido removíveis e capas fofinhas preenchidas com manta acrílica, descobri o vídeo da Ana e resolvi fazer a minha própria capa. Escolhi a cor cinza, mais sóbria, mas com a pitada de leveza dada pelas listras e pelas bolinhas brancas. Além disso a cor combina perfeitamente com as divisórias plásticas que eu já tinha e me dá a liberdade de brincar mais com as cores nas páginas dos dias.






Alguns me chamam de louca e dizem que dá trabalho, que eu poderia comprar uma agenda pronta e blá, blá, blá... mas qual seria a graça? Entendo que para algumas pessoas isso funcionaria e atenderia muito bem às expectativas, mas para mim, nada substitui o orgulho que dá olhar para o trabalho feito :). E inclusive, se de repente, você se interessar, pode me contatar para ter um fichário para chamar de só seu!

Ah! Você quer conferir o que eu já escrevi sobre organização? Então clica aqui e aqui.

Beijos e até já!


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Um Luxo por Semana: Josephine e Louise Café Bistrô

Voltei. Pois é, voltei de novo. Não sei por quanto tempo nem por quantas postagens, mas estou aqui e isso é o que interessa. Muitas coisas boas aconteceram desde o último post, muitos livros lidos, viagens feitas, aulas dadas, projetos entregues e relações bem cultivadas deram bons frutos. Coisas ruins também aconteceram. E é por isso que 2017 é um ano que, se eu pudesse, trancaria 90% dos seus dias num daqueles baús com chaves, colocaria o baú naquele canto esquecido do sótão e nunca mais sequer olharia para ele. Mas como não posso, considero que a melhor parte é que 2017 acabou.
Então vamos lá! 2018 já começa com bons ares e um post Luxo da Semana. Numa bela manhã de sexta-feira recebo uma mensagem da minha irmã dizendo: “Estou a um quarteirão de você. Tem tempo para um café?”. Eram 11 da manhã. Olhei para a tela preta do Autocad aberta em meu computador, com todas as linhas coloridas do projeto e pensei que não seria nada mau escapar uma horinha. Sabia que a consequência disso seria ficar para trabalhar até mais tarde, pois tinha me comprometido a terminar um projeto, mas meu instinto me dizia que valeria a pena. E mais uma vez ele estava certo!

Passar uma hora conversando sobre os mesmos assuntos de sempre poderia não ter nada de extraordinário, mas fazer isso ao vivo, sem a intermediação de Whatsapp, num lugar novo e experimentando novos sabores foi o que mudou tudo. O cenário da conversa chama-se Josephine e Louise Café Bistrô. Um lugar pequeno, delicado, silencioso apesar de estar numa rua extremamente movimentada, com uma trilha sonora invejável de bossa nova, poltronas floridas, sofás vermelhos, reproduções de obras de arte famosas nas paredes e xícaras com bordas douradas.

O cardápio não oferece uma infinidade de opções, o que para muitas pessoas pode ser algo negativo, mas para uma aquariana indecisa como eu é perfeito. Ainda assim pedimos a opinião da garçonete que, simpatia de pessoa, nos aconselhou um café coado, cujo nome, apesar de todos os meus esforços para lembra-lo, se perdeu. Devo ressaltar que sou amante de cafés expressos e que cafés mais leves geralmente não fazem meu coração bater mais forte. Dessa vez dei uma chance e qual não foi a minha surpresa quando a garçonete (deveria ter perguntado o nome dela também) apareceu na nossa mesa com uma balança, um bule de vidro, um coador de acrílico poeticamente transparente e outro bule com água quente. Instalou tudo começou a preparar o café delicadamente do nosso lado.


A bebida que surgiu tinha um tom marrom dourado, muito diferente do encorpado marrom escuro dos cafés aos quais estou habituada. Uma vez terminado o preparo, ela encheu nossas xícaras floridas com a bebida com uma quantidade muito, mas muito superior ao dedinho de expresso que geralmente peço. O resultado foi uma bebida levemente adocicada, que no fundo lembrava o simples café, mas com vários toques aqui inexplicáveis. Para acompanhar o café eu pedi um muffin de blueberry e minha irmã um bolo de limão com frutas vermelhas. Faltam palavras para explicar os sabores desses doces. Delicados? Equilibrados? Surpreendentes? Perfeitos?

Quando fomos até o balcão para pagar surge do nosso lado uma taça imaculada de pannacotta com compota de manga. Adiamos o pagamento e voltamos para a mesa, claro! Mais uma sequência de sensações proporcionada pela sobremesa que não estava no cardápio.



Comecei o texto com o firme propósito de escrever sobre o paladar daquele café e daqueles doces, mas não sei se pela falta de treino de escrita ou se pela impossibilidade de transformar em palavras algo que só pode ser sentido, rendo-me à impossibilidade. Fica aqui a lembrança daquela hora, acompanhada pela promessa de voltar e de repetir a dose. Quem sabe mais uma xícara, mais um prato ou mais uma taça consigam melhorar a minha dificuldade de descrição.


Mas se eu fosse você, não alimentaria a esperança de um texto que conte como é. Iria pessoalmente conferir. Suas papilas gustativas serão certamente mais precisas e mais claras que as minhas palavras!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Acabei de Ler: As Crônicas de Nárnia

Olás!

Já faz um tempinho que li As Crônicas de Nárnia e demorei muito para começar a lê-lo. Lembro-me de ter comprado o livro em uma daquelas incríveis promoções relâmpago de alguma loja online por um valor que esbugalhava os olhos daqueles a quem eu contava. E lá ficou ele enfeitando a estante, com sua linda capa preta e dourada, por alguns - vários - anos. Até que um dia resolvi abri-lo. Difícil então foi largá-lo!

Eu sabia superficialmente do que se tratava porque tinha visto, também superficialmente, o primeiro filme. Mas meus conhecimentos da história limitavam-se a "quatro crianças descobrem que ao entrar num guardaroupas podem chegar ao reino de Nárnia". Não fazia ideia de como a história do livro é complexa, rica e cheia de lugares tão meticulosamente descritos que tem-se a impressão de já ter estado lá. A aparência de alguns personagens é de tal forma contada que quase podemos vê-los. O semblante das crianças eu já trazia nas poucas lembranças do filme. Então foi fácil mergulhar nos capítulos que compõem um único volume contado ao leitor como um avô conta histórias a um neto:  O sobrinho do mago, O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, O cavalo e o menino, Príncipe Caspian, A viagem do Peregrino da Alvorada, A cadeira de prata e A última batalha. Cada um deles traz um determinado período de Nárnia, de sua criação ao seu declínio, e da via das crianças que a visitam.



As páginas são recheadas de lealdade, coragem, honra, amor e respeito, mas também de arrogância, ira e violência, tudo misturado com muita fantasia. Os personagens vivem aventuras incríveis, lutam, riem, choram e tudo é contado com uma linguagem simples como um conto de fadas deve ser. Durante a leitra é quase possível ouvir a voz grave do avô que conta histórias ao neto.



O personagem mais fascinante é Aslam, o leão. Ele mereceria um post a parte, com sua gigante e macia juba, seu jeito de se mostrar apenas àqueles que nele acreditam, seus poderes, sua sabedoria, suas enormes patas que tocam a grama com a força de um colosso e a delicadeza de uma pluma...



No fim do livro, C. S. Lewis ainda brinda seus leitores com um texto delicioso sobre como escrever para crianças, onde fala de sua proximidade com Tolkien (ele mesmo, o escritor de Senhor dos Anéis) e com outros apaixonados pela arte da escrita - sejam eles crianças ou não.



As Crônicas de Nárnia, editado pela primeira vez em 1950, foi um livro escrito para um público infantil, mas cheguei à conclusão de que, na verdade, o que ele faz é despertar  a fantasia da criança que há dentro de cada um, mesmo que para todos os efeitos, a infância já tenha terminado há algum tempo. 


Título: As Crônicas de Nárnia
Autor: Lewis, C. S.
Editora: Martins Fontes
Ano da edição: 2009
Idioma original: Inglês
Prêmios: - 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Um Luxo por Semana: Dolce Parola

Olás!

Será que só eu tenho a sensação de que um mês de férias passa mais rápido que uma semana de trabalho? Pois bem, já estamos em Agosto e o semestre começou a todo vapor. Entregar projetos, preparar aulas, preparar bancas de revisão de nota, ler textos... Enfim, a rotina corrida voltou, mas nem por isso deixo de me permitir alguns luxos de vez em quando, Afinal, a Vida Precisa.

O Luxo dessa semana veio num convite via Facebook. Recebi um link da minha irmã com uma simples pergunta: Vamos? Cliquei na imagem e de cara fiquei encantada com o nome. Dolce Parola. Doce palavra. Café, guloseimas e uma boa conversa eram as promessas ressaltadas pelas fotos que retratavam um ambiente com uma decoração extremamente elegante e acolhedora, com um delicioso tom retrô. Claro que a resposta foi Vamos!

Chegando lá uma sorridente moça chamada Marcela nos recebeu. Escolhemos uma mesinha perto da parede pintada num tom achocolatado e arrematada com um lindo papel de parece com elegantes arabescos azuis. Não fomos para admirar o lugar apenas mas a delicadeza dos detalhes como as duas poltronas ao lado da entrada ou o balcão revestido com um glamouroso cetim creme dão um tempero a mais.

O cardápio é relativamente pequeno, sem aquelas milhares de opções que alguns lugares apresentam. Mas isso, na minha opinião, não é nenhum defeito. Eu pedi um cappuccino aromatizado com avelã e pãezinhos de queijo e minha irmã um frapê com café e Nutella. Quando o pedido chegou, só a presentação já dava água na boca. Confesso que foi um desafio conseguir tirar as fotos!



O frapê estava delicioso, com uma camada caprichada de Nutella e uma cremosidade espetacular. Os pãezinhos de queijo vieram quentinhos, crocantes por fora e macios por dentro, O cappuccino estava exatamente do jeitinho que eu espero que um cappuccino seja feito numa cafeteria: café expresso, leite aerado, um pouco de chocolate e um toque de essência de avelãs. Não sou nenhuma radical e também tomo aqueles cappuccinos feitos em casa misturando leite em pó, chocolate e café solúvel ou aquele preparado na batedeira e congelado. Mas numa cafeteria com uma linda máquina para fazer café expresso acho uma afronta preparar cappuccino com pó e água.



Viciada que somos em café, ainda pedimos um café expresso que veio acompanhado de um delicioso biscoitinho.


O Dolce Parola já está na minha lista de lugares a serem visitados com mais frequência e, se você também ficou com água na boca, você pode conhecer um pouquinho na página da cafeteria. Só que pelo Face ainda não dá para sentir nem o cheirinho de café então, se eu fosse você, eu iria pessoalmente. Com certeza não vai se arrepender!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Acabei de Ler: O Cemitério de Praga

Olás!

Por mais que eu tente não consigo me lembrar em quais circunstâncias comprei esse livro. Talvez numa ida à livraria sua capa tenha me chamado a atenção o suficiente para que eu o comprasse...Talvez numa das tantas andanças por lojas virtuais ele estivesse em promoção... Bom, mas isso agora pouco importa. Se bem que esse esquecimento me remete à trama do livro em questão: nele Simone Simonini, um falsário e o único personagem não-real da história narra parte de sua vida em um diário onde também escreve o abade Dalla Piccola que pode - ou não - ser o próprio Simonini, Mas esse é apenas um dos acontecimentos intrigantes do livro. Umberto Eco, que além de ser um dos mais renomados escritores no mundo, é também filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo, cria um texto que mistura ficção com realidade transformando personalidades como Freud (aquele mesmo, o pai da Psicanálise), Garibaldi (o paladino da Unificação Italiana) e Monet (um dos principais pintores do movimento denominado Impressionismo) em personagens de uma trama complicada e profunda, assustadora e intrigante.



Simonini, como disse antes, é o único personagem inventado pelo autor e sofre logo no começo do livro manifestações de perda temporária de memória que, quando o acometem, abrem espaço para que o abade Dalla Piccola apareça. Contada assim parece uma daquelas situações que "só Freud explica". Realmente no livro Simonini chega a dizer que para casos como o seu Freud, ou Froide, como aparece no texto, indica uma terapia que até então bem poucos conheciam e entre aqueles que conheciam, muitos desconfiavam: a auto-hipnose.



É uma trama no começo um tanto difícil de acompanhar, pela linguagem e escrita extremamente ricas típicas de Umberto Eco, fantasticamente traduzidas para o português por Joana Angélica d'Ávila Melo. Aos poucos, contudo, o leitor vai sendo envolvido pela narrativa e chega ao ponto de não querer mais largar o livro. 




É um livro fascinante mas confesso acreditar que minha experiência literária poderia ter sido até mais intensa e emocionante não fosse o meu escasso conhecimento da maioria dos personagens citados e sua inserção nos acontecimentos que marcaram a história da Humanidade. Maaaaas, pensando em leitores como eu, Umberto Eco deixa de presente uma tabela no fim do livro que elucida pelo menos em parte, o papel de cada personagem na história.



Seria redundância dizer que essa é mais uma obra sensacional de Umberto Eco. Mas Umberto Eco da redundância passa bem longe.

FICHA TÉCNICA

Título: O Cemitério de Praga
Autor: Eco, Umberto
Editora: Record
Ano da edição: 2012
Idioma original: Italiano
Prêmios: - 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Acabei de Ler: Playbook - O manual da conquista

Olás!

Ultimamente estou lendo muito e estou muito feliz por conseguir essa façanha apesar de todos os compromissos, Tenho várias resenhas em atraso mas garanto que está tudo devidamente anotado, aguardando apenas uma brechinha para sair das páginas do caderno e vir para as páginas do blog.

Para começar o desafio #vamosdiminuirafila venho com um livro engraçadinho.

Parênteses: Cara leitora, não continue a leitura do texto se na sua opinião "André fez o jantar" como nome de esmalte é uma ofensa às mulheres e uma bandeira do machismo a ser derrubada pelas feministas de plantão.

Continuando....

Já falei aqui da série How I Met Your Mother, lembram? Pois bem, um dos autores do livro de hoje é Barney Stinson, o garanhão (ou metido a tal) da turma de cinco amigos que protagonizam os episódios. O outro autor, que também merece aplausos, é Matt Kuhn, que também escreveu cerca de 50 episódios da série. Fã que sou, não resisti quando vi a propaganda de Playbook: o manual da conquista  em um site e corri para encontrá-lo pelo melhor preço. Ele ficou na estante de casa até o dia em que, depois de terminar de ler um livro de 737 páginas (do qual vou falar logo logo), me deu vontade de pegar um livro fininho, leve em todos os sentidos, e de rápida leitura.



Não é uma história contada, mas sim uma série de fichas técnicas, devidamente organizadas por dificuldade e aptidão do candidato sobre como conquistar uma mulher. Mas que fique aqui bem claro: conquistá-la não significa casar-se com ela. O objetivo é bem outro. Nessas fichas os autores dão o Índioce de Sucesso, o Público-alvo, os Pré-Requisitos, o Tempo de Preparação e os Pontos Negativos e cada técnica de conquista tem um nome: O Jogador de Beisebol, Baby Sitter, Nasa-S, Eu Consigo Pousar Este Avião são alguns dos títulos das fichas. Dá pra imaginar o que espera o leitor, né?



É muito engraçado ler o livro e ao mesmo tempo ficar imaginando a cara do Barney tomando foras e mais foras como resultado de abordagens a dizer pouco inacreditáveis. Claro que, mantendo vivas todas as características do personagem, os autores tratam as mulheres como objetos manipuláveis, muitas sem vontade própria e outras tantas sem sequer capacidade de raciocínio.  De tão absurdo, fica engraçado. Ainda mais sabendo quais são as consequências dessas cantadas nos episódios da série.




É uma leitura leve e descontraída e nada impede que ela aconteça aleatoriamente e não na sequência numérica das páginas, visto que o livro, como já disse, é composto por fichas curtas, de uma ou duas páginas. Mais que um livro, é uma conversa na mesa do bar de um "Bro" mais experiente (Barney) com um "Bro" menos experiente (no caso você, leitor), dando conselhos e dicas sobre como terminar a sua noite com "saldo positivo".



Considerando que eu sou muito bem casada e, mesmo que eu não fosse, as técnicas não se aplicam a alvos do sexo masculino, acho que será impossível dizer se elas funcionam ou não na vida real para conquistar alguém. Mas garanto que para divertir quem as lê, funciona um bocado!

FICHA TÉCNICA

Título: Playbook - O manual da conquista
Autor: Stinson, Barney & Kuhn, Matt
Editora: Intrínseca
Ano da edição: 2015
Idioma original: Inglês
Prêmios: - 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Finalmente: Nora Cappello Cartoleria

Olás!! Estou aqui hoje para apresentar uma novidade a vocês. Mas antes, como sempre, tenho que contar uma historinha...

A minha experiência como arquiteta me ensinou a importância da identidade visual seja para uma empresa, seja para uma pequena celebração familiar. Também aprendi que a visão é, se não sempre o sentido mais utilizado, aquele que a maioria de nós usa primeiro quando recebe um convite ou um cartão de visitas e, se a imagem nos impressionar de maneira positiva, as chances de guardarmos na memória um evento ou um nome são muito maiores. 

Em linhas gerais, é por isso (também) que a identidade visual é tão importante. No caso de uma empresa pode parecer óbvio e conhecemos um montão de marcas que todos os dias nos propõem logotipos, rótulos e correspondências diferenciados que, mesmo quando não percebemos, chamam a nossa atenção e fazem com que lembremos daquele nome com mais facilidade justamente por associá-lo a uma imagem.

Mas... e no caso de uma festa de aniversário ou de qualquer outro tipo de evento? A comunicação visual tem sim sua importância e não deve ser encarado apenas como um detalhe secundário. Ela contribui - e muito - para impressionar os convidados, começando por um convite surpreendente, passando pelos pequenos detalhes dos cards sobre as mesas e chegando às lembrancinhas. Pense bem no que é mais estimulante para os seus sentidos: receber um telefonema rápido do anfitrião ou receber um convite personalizado - impresso ou virtual - com todas as informações e que tenha a cara da festa? E porque os "convitinhos" deves se limitar apenas às festas infantis e aos casamentos? Será que nossas pequenas grandes comemorações não merecem mais esmero?

E que legal quando aquela artesã caprichosa, que faz produtos bacanérrimos tem uma marca própria, com embalagens personalizadas, com as cores que mais a representam e que nos fazem lembrar sempre do seu trabalho! E não importa se a sua produção se limita a poucas peças por mês porque ela trabalha num cantinho de sua casa ou se ela emprega mais cinco funcionárias que fazem com que ela possa produzir numa escala maior: tamanho não é documento. Identidade visual sim!

E eis que eu, que sempre acreditei no que acabei de escrever e sempre gostei de fazer convites, cartões para lembrancinhas, cards com o nome dos pratos servidos e que até pouco tempo atrás limitava essas criações para festas de família, resolvi ampliar horizontes e levar essa paixão para além das nossas salas de jantar. Foi assim que surgiu a Nora Cappello Cartoleria.


Devo aqui dizer que encarar essa nova empreitada não foi fácil e no começo coragem foi o que mais faltou. Quem me deu o empurrão para colocar minha cara meu nome nesse trabalho foi uma querida amiga, a Cláudia, e é por culpa dela que estou aqui apresentando esse meu novo mundo a vocês. O objetivo do Nora Cappello Cartoleria é oferecer produtos de papelaria personalizada para qualquer tipo de ocasião e de necessidade, de uma festa de batizado a uma confraternização de empresa, de um convite de casamento ao logo da empresa que estará em seus cartões, papéis timbrados e envelopes. Esses trabalhos podem ser impressos ou digitais, à escolha do cliente e conforme suas conveniências. Alguns trabalhos já foram entregues e mais alguns estão sendo aprontados. O primeiro foram o logo e os cartões de visita. E que delícia foi abrir a caixa que chegou pelo correio e ver esse trabalho pronto!




Em paralelo, estou trabalhando para que a Nora Cappello Cartoleria ganhe o quanto antes um espaço virtual próprio. Enquanto isso vou postando alguns artigos do portfólio por aqui. Ah! E os trabalhos podem ser conferidos também na página da Cartoleria no Face, por onde você também pode tirar dúvidas, fazer perguntas e pedir orçamentos.

Sejam bem vindos! E aguardo encomendas!!




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Meu (novo) Caderno de Leitura!!

Já falei aqui de Caderno de Leitura. E agora volto ao assunto para mostrar que gostei tanto da ideia de cadastrar os títulos que leio que resolvi fazer um caderno só para isso.

Poderia usar (e vontade não faltou) um daqueles cadernos prontos, mas seu preço dificulta um tanto e por isso resolvi continuar com o modelo "Faça você mesma". A base é um caderno capa dura, daqueles baratinhos azuis, amarelos, vermelhos ou verdes vendidos em qualquer papelaria. Quando fui comprá-lo, minha irmã estava comigo, abraçou a ideia e, coincidência ou não, encontrou no meio de tantos papeis adesivos vendidos um justamente com a estampa de livros e fez essa capa linda!


O conteúdo é muito parecido com o primeiro: Título, Nome do autor, Editora, Lido em, 1ª ed., Livro de, Idioma Origem, Idioma de Leitura, Prêmios, Observações, Citação e Opinião. Também deixei um espaço para manter o controle da inserção de sua resenha no blog e no Skoob.



Muitos podem estar se perguntando: "Mas para que serve ter um caderno desses?". Cada usuário deve ter um ou mais motivos específicos. Para mim ele não apenas serve como um fichário dos livros lidos mas foi graças a ele que consegui elencar todos os livros que li em 2014. Além disso é também reviver um pouco de cada obra, uma maneira de estar perto daquele título sem estar com o mesmo nas mãos. 



Sem contar que para viciados em leitura como eu é uma delícia ver as páginas sendo preenchidas e a lista dos "lidos" aumentando!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O que li em 2014

No segundo semestre do ano passado voltei a dar aulas de História da Arquitetura e do Urbanismo e li muitos textos sobre os assuntos tratados na sala. Apesar do prazer dessas leituras e as novas descobertas que esses escritos sempre me trazem, acabei ficando com menos tempo do que eu gostaria para ler outros gêneros e menos tempo ainda para escrever sobre aquilo que consegui ler.

Para compensar, aqui vai uma lista dos livros que li em 2014 e uma prévia da minha avaliação.


  • A rainha do castelo de ar - Stieg Larsson  ««««««««««
  • Fiquei com o seu número - Sophie Kinsella «««««
  • Rivergination - Luciana Litizzetto«««««
  • A casa - André Vianco ««««
  • Ti ricordi di me? - Sophie Kinsella ««««
  • A cabeça de Steve Jobs - Leander Kahney ««««
  • Quando as mulheres oram - Pe. Eduardo Malaspina «««««
  • O Vendedor de Sonhos e a revolução dos anônimos - Augusto Cury ««««
  • O lado bom da vida - Matthew Quick «««
  • Sou louca por você - Federica Bosco ««««

Dos dois primeiros já escrevi e, para quem quiser ler ou reler o que eu disse, é só clicar no título do livro. Com relação aos outros, gostaria muito de poder escrever um post específico para cada um deles. Não sei se vou dar conta, mas vou tentar, porque todos valem um comentário mais profundo que apenas estrelinhas!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Como é bom estar de volta!

O blog não morreu. Ficou apenas hibernando durante os últimos meses para que eu pudesse renovar esperanças, buscar novas experiências, encarar novos desafios e realizar sonhos, esses nem tão novos assim. 

Muitas coisas aconteceram por si, outras eu fiz acontecer e, bem ou mal, todas me levaram para um caminho que está me dando um orgulho danado de trilhar.

Estou de volta ao Vida Precisa agora, com novos horizontes, um novo folego, um montão de ideias e uma saudade enorme desse espaço e de vocês que estão aí do outro lado. 

Via Pinterest


Que bom é poder estar aqui de novo e, depois de uma boa repaginada, poder reabrir as portas para vocês!

Sejam, mais uma vez, bem vindos à minha Vida!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Cliques! Bologna 2005

Olás! 

Apresento a vocês o primeiro post da série Cliques, da qual já falei aqui. Começo apresentando a cidade italiana de Bologna, ou Bolonha em português. O texto, apesar de ter sido escrito por mim em 2005, durante minha viagem pela Itália, é inédito, pois nunca foi mostrado a ninguém.

Bologna respira arte. Todos os lados para os quais o olho corre nos oferecem uma joia, uma obra prima, como um pequeno diamante lapidado com todo o cuidado e experiência. As ruas e ruelas se parecem bastante umas com as outras, embora todas tenham algo de singular. É estranho e relativamente difícil conseguir se orientar aqui sem ao menos um mapa turístico: uma simples volta no quarteirão corre o risco de se tornar uma maratona. Mas vale a pena. Ao longo do caminho a cidade se mostra, se oferece a quem a visita e retribui com paisagens surpreendentes. Não grandes vistas, estas reservadas à Piazza Maggiore, mas pequenas janelas, gotas de imagens. A cada curva uma surpresa e a casa pórtico um encanto. 

No centro todos os prédios antigos tem loggias, coberturas sobre os passeios à frente dos estabelecimentos comerciais. Todos os tetos são abobadados e todos os pisos revestidos com pedras e mosaicos, dos mais simples aos mais refinados. Os passeios levam, na maioria das vezes, a livrarias: da Feltrinelli Mega Store a pequenas banquinhas que oferecem livros com descontos de 50%. É uma cidade universitária e a impressão que se tem é de que a maioria de seus moradores são jovens. Sem falar na estranha impressão que causa a rua da Universidade: os muros estão cobertos por anúncios de compra-se, vende-se, oferece-se, procura-se, de grafites, de propagandas. Não é difícil encontrar uma rodinha de estudantes tocando violão e fumando cigarros baratos. Uma ilha a parte. Mas a atmosfera da cidade não muda, continua aconchegando sem sufocar. 

Às vezes Bologna parece não estar nem aí com o visitante e então, quando este está mais distraído, ela prepara uma de suas tantas surpresas, de uma ruela nova a um motorista de ônibus extremamente gentil disposto a ajudar uma italiana e uma alemã perdidas na cidade. 

É dessas pequenas coisas que Bologna é construída. Os tijolinhos ocre de deus prédios antigos são coadjuvantes.  

Fonte no Parco della Montagnola
Porta Galliera

Teatro Arena del Sole
Via Santo Stefano
As duas Torres
Piazza Maggiore - Palazzo dei Notari
Basilica di San Petronio
Palazzo d'Accursio XIII
Fontana di Nettuno
Palazzo del Podestà
Basilica e Palazzo dei Notari - Detalhe
Palazzo d'Accursio XIII - Torre do relógio
Igreja de San Giacomo Maggiore
Loggia da igreja de San Giacomo Maggiore
Palazzo Malvezzi de Medici (Piazza Rossini)
Cattedrale di San Pietro
Loggia in Via dell'Indipendenza
Loggiato del Parco della Montagnola