Mostrando postagens com marcador Organização. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Organização. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Encomenda entregue!

Olás!

Há quase um mês mostrei a vocês o meu novo planner. A postagem que fiz rendeu alguns elogios (com os quais fiquei muito, muito feliz!!) e uma encomenda. Trabalhei para conseguir entregar o fichário até o início de agosto e consegui. A padronagem dos tecidos escolhida é a mesma que usei para o primeiro fichário, mas mudei a colocação das estampas nos elementos que compõem a capa. Além disso, ao longo do processo fiz alguns ajustes e aproveitei para acrescentar um porta canetas em elástico que eu não havia feito no meu. O resultado, você confere nas fotos abaixo.

Começamos com uma visão geral da capa. As bolinhas brancas no fundo cinza dão um ar leve a um fichário que também serve para organizar assuntos profissionais...


... e combinam perfeitamente com a estampa geométrica e o cinza mais escuro.


Internamente os bolsos ficaram numa cor única assim como o revestimento interno da lombada e a estampa geométrica trabalha como fundo.


As divisórias são em plástico transparente, compradas na papelaria mesmo. Conhecendo os compromissos e os hobbies da dona do fichário, optei por dez divisórias (cada conjunto é vendido com cinco) que, com suas cores azul, cinza, roxo e rosa dão um caráter mais descontraído à organização.


E finalmente o detalhe do porta canetas na lateral do fichário. 


O fichário ainda ganhou dois mimos adicionais: são duas tiras em papel liso com ilustrações em aquarela inspiradas em imagens do Pinterest que funcionam como marcadores. 



Espero que vocês tenham gostado do trabalho, porque eu adorei fazê-lo! :)

Beijos e até já!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Bora recomeçar?

Segunda metade de 2018 começando, licença maternidade terminando (sim, tem gente nova no pedaço e isso explica em parte o meu sumiço), últimos deias de férias da Lelê e organização é o único caminho para dar conta de tudo. Quem já leu alguns dos posts que eu escrevi, sabe quanto gosto de ter tudo em ordem e de tentar planejar tudo. O planner personalizado que estou montando é um (re)começo e dá um ânimo a mais para deixar tudo do meu jeito. 

Já faz um tempo que estou fazendo a minha própria agenda, criando as páginas, testando, pesquisando, lendo livros sobre Bullet Journal e Planners, e o fichário tem sido uma boa solução, pois além de poder montar páginas de uma agenda, ainda consigo incluir várias listas como dos episódios de séries e filmes que estou assistindo ou que pretendo assistir, lugares que quero visitar, planejamento de eventos como o aniversário da filhota, acompanhamento de projetos e folhas de anotações aleatórias. 




Agora, depois de algumas tentativas como capas em tecido removíveis e capas fofinhas preenchidas com manta acrílica, descobri o vídeo da Ana e resolvi fazer a minha própria capa. Escolhi a cor cinza, mais sóbria, mas com a pitada de leveza dada pelas listras e pelas bolinhas brancas. Além disso a cor combina perfeitamente com as divisórias plásticas que eu já tinha e me dá a liberdade de brincar mais com as cores nas páginas dos dias.






Alguns me chamam de louca e dizem que dá trabalho, que eu poderia comprar uma agenda pronta e blá, blá, blá... mas qual seria a graça? Entendo que para algumas pessoas isso funcionaria e atenderia muito bem às expectativas, mas para mim, nada substitui o orgulho que dá olhar para o trabalho feito :). E inclusive, se de repente, você se interessar, pode me contatar para ter um fichário para chamar de só seu!

Ah! Você quer conferir o que eu já escrevi sobre organização? Então clica aqui e aqui.

Beijos e até já!


terça-feira, 6 de maio de 2014

Festas Boas, Bonitas e Baratas

Olás!

Lááááá no post sobre a retrospectiva de janeiro (sim demorei para publicar esse texto aqui) falei a respeito da festa que eu e minha irmã organizamos para o meu aniversário mas não dei maiores detalhes. Devo começar dizendo que estamos nos especializando em fazer festas a baixo custo, não apenas pela falta de grana para fazer grandes eventos, mas porque acreditamos realmente que mais importante que uma decoração cheia de pompa – e que no final irá para o lixo - é comemorar pertinho das pessoas que amamos e que nos amam. Contudo, o orçamento reduzido para a festa não deve ser sinônimo de falta de qualidade na comida, na bebida, na decoração e no calor humano!

Como fazer uma festa low cost então?

Em primeiro lugar reduzimos o número de convidados, óbvio. Colocamos sempre um número máximo, que depende diretamente do espaço disponível. Infelizmente há muitas pessoas que acabam ficando de fora, mas aqueles que são nossos amigos de verdade entendem que às vezes não dá pra chamar mais que pai, mãe, sogro e sogra.

Outra mudança que fizemos foi na comida e isso reduz bastante o investimento monetário. Ao invés de comprar tudo pronto, tentamos preparar o máximo possível em casa e montamos um cardápio que além do valor, leva em conta o tempo disponível para irmos para a cozinha. Depois de vários testes percebemos que uma das coisas que dá super certo é fazer o convidado participar da montagem do prato, porque isso passa a fazer parte da diversão. No ano passado, para o meu aniversário, organizamos uma pastelada, onde todos acabaram colocando literalmente a mão na massa e foi divertidíssimo. Deixamos o rolo de massa pronta sobre uma tábua para que a pessoa o cortasse no tamanho e no formato desejado. Ao lado estavam potinhos com os mais variados ingredientes para o recheio, como azeitonas picadas, presunto e mussarela ralados, requeijão, milho, carne moída refogada entre outros. Para fritar as obras de arte, uma fritadeira elétrica no canto da mesa e muito, mas muito papel toalha. Foi um barato ver todos inventarem recheios, enfeitar os pastéis, fazer desenhos nas bordas com o garfo e, o mais importante, conversando, rindo, propondo “o desafio do pastel” e se divertindo um bocado. Nem precisou apresentar uns aos outros porque eles mesmos se encarregaram de fazer isso em volta da mesa do pastel!


Esse ano tivemos que reduzir drasticamente a quantidade de pessoas por falta de espaço, mas ainda assim queríamos fazer algo interativo. Só que fazer pastel não apenas seria um repeteco do ano passado, mas acabaria desperdiçando um bom tanto de ingredientes, já que a variedade para o recheio é muito grande e o número de esfomeados, pequeno. Resolvemos então fazer cachorro quente, já pensando no que poderíamos fazer caso os ingredientes sobrassem.

Comecei fazendo uma lista de tudo que eu iria precisar, mas tudo mesmo, dos ingredientes à decoração. (está sendo preparado um post onde falarei da importância das listas para diminuir o estresse e a possibilidade de algo dar muito errado no pior momento possível). Depois disso todo o trabalho que eu tive foi cozinhar as salsichas já em pedaços no molho pronto, picar pepinos em conserva e tomates, abrir uma lata de ervilhas, uma de milho e um saquinho de batata-palha, colocar o requeijão no pote e encomendar três tipos de pães, o de banha, o sanduíche e o francês. Minha irmã disponibilizou a casa e a chapa para prensar os lanches, além dos apetrechos, como pratos, copos e talheres. E mais uma vez deu certo! Acertamos na quantidade de ingredientes e sobraram pouquíssimas coisas: um pouco de salsicha que virou acompanhamento para arroz branco, um pouco de tomates que deram vida a um vinagrete e uma quantidade considerável de pão (marido insistiu para encomendar mais porque achou que o tanto que eu tinha pedido era pouco) que foi para o freezer para ser utilizado mais tarde como café da manhã ou lanche. Desperdício zero!



É importante ressaltar que minha irmã montou um kit-festa básico que é utilizado em quase todos os eventos na casa dela e muitas vezes é emprestado para comemorações na casa de outras pessoas: ela comprou um tanto de pratos daquele plástico branquinho decorado mais resistente e de copos americanos de acrílico colorido, além de um jogo de talheres de aço. O negócio é ter peças que combinem entre si e que de adaptem a vários tipos de eventos e de decoração. Isso elimina a necessidade de ficar comprando pacotes e mais pacotes de pratos plásticos que não resistem ao calor da comida, copos plásticos que não podem ser segurados com muita força porque esmagam facilmente e talheres plásticos que quebram na primeira tentativa de espetar uma coxinha. Embora tudo possa ser adquirido em lojas de 1,99, inicialmente o investimento é um pouco mais alto, mas conseguimos, fazendo isso, reduzir o lixo, o tempo gasto nas lojas de descartáveis e o espaço necessário para guardar o material que vai se acumulando de uma festa para outra porque esquecemos de olhar o nosso “estoque” antes de sair às compras e ficamos com oito pacotes pela metade de copos de várias medidas e modelo enfiados em algum canto da casa.



Moral da estória: é possível sim fazer uma festa gostosa sem gastar o salário do mês nem perder semanas com os preparativos. Basta soltar a criatividade e com um pouco de organização e de planejamento você e seus convidados vão se surpreender com o resultado! 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Viajar com bebê: o que levar?

Faz um bom tempo que este blog está sem receber nenhum novo texto, um pouco por falta de organização da minha parte e muito por falta de tempo causada por um grande volume de trabalho, alguns tropeços com a saúde e mudanças das quais devo falar em breve. Mas aqui estou eu novamente e volto logo com um post sobre organização!
Já falei aqui que eu adoro fazer listas e acho que não foi uma única vez. Adoro mais ainda quando a lista está toda riscada, cheia de "ok", sinal de que a tarefa foi cumprida. Algumas pessoas acham que sou neurótica por usar tanto essa ferramenta. Posso até ser, mas essa minha neurose me dá uma tranquilidade inimaginável, sobretudo quando tenho pouco tempo para fazer alguma coisa e o nervosismo gerado pela situação certamente me levaria a esquecer algo, não fossem minhas listinhas adoradas. 
Foi assim quando viajamos para Holambra, há pouco mais de um mês. Como disse no último post, foi nossa primeira viagem com a pequena e com uma criança de um ano, não podia me dar ao luxo de esquecer alguma coisa em casa. Também não seria legal perder tempo procurando farmácias e lojas de artigos para bebês num fim de semana de descanso, né? Por isso, antes de começar a arrumar a mala, tratei de fazer uma lista com tudo aquilo que precisaríamos levar para a pequena, valendo-me para tanto não só da minha experiência mas de um bom passeio por páginas na internet. Encontrei muitas listas, de diversos tamanhos, com diversas orientações sobretudo muitas repetidas, o que dificultou muito identificar quais os verdadeiros autores das páginas. Para não cometer injustiças - e porque elaborei uma lista adaptada à realidade da minha filhota - prefiro não linkar o material que encontrei.
Antes de mais nada tratei de manda um e-mail para o hotel escolhido para saber se eles tinham um berço disponível porque não temos um berço de acampamento e nem caberia um no nosso carro. Eles me responderam que até tinham, mas não estava em bom estado, e que de qualquer modo no quarto havia duas camas. Eu e maridinho optamos então por juntar as camas, colocar a pequena para dormir conosco e deu super certo!
Outra coisa importante era saber se a cozinha do hotel funcionava 24 horas por dia e se podíamos contar com ela para aquecer o leite caso precisássemos. Mais uma resposta positiva.
Como disse, montei a lista do que levar e fiz um apanhado pensando no que eu realmente uso no dia-a-dia, evitando assim carregar peso e volume a toa. Ainda assim devo dizer que muitas das coisas que levei acabei não usando (como boa parte das roupas e o termômetro), mas sou daquelas pessoas que acreditam piamente que uma mulher prevenida vale por duas, sobretudo se ela for mãe de uma bebê de um aninho!
A minha lista, para três dias de passeio, considerando previsões meteorológicas instáveis, ficou assim:

  • 06 calças, 06 camisetas e 03 blusas de frio - usei dois terços dessa quantidade, mas lembro que é impossível prever o quanto uma criança pode se sujar
  • 01 pacote de fraldas dia e 01 pacote de lencinhos umedecidos - preferi levar logo um fechado de cada do que ficar fazendo contas
  • pomada para prevenir assaduras - está sempre junto com as fraldas
  • fraldas de pano - várias, não ocupam espaço e são úteis em várias ocasiões 
  • 02 mamadeiras uma para leite e outra para água e suco
  • 01 lata de leite em pó - assim como para as fraldas, preferi  pecar por excesso
  • loção repelente e protetor solar - mosquitos e raios de sol podem estragar passeios!
  • cobertor e travesseirinho - levados por pura precaução, pelo "cheirinho", mas no nosso caso sequer foram usados
  • toalha - daquelas forradas com tecido de fralda, que não arranha a pele do bebê e que hotéis não costumam disponibilizar
  • shampoo, sabonete e pente
  • termômetro e antitérmico (receitado pelo pediatra) - nunca se sabe quando a temperatura de um bebê pode subir, ainda mais numa viagem
  • soro para o nariz - com o tempo seco como estava, é indispensável
  • sandálias, tênis e meias - a pequena estava dando seus primeiros passinhos!
  • brinquedos variados - muito úteis quando voltávamos para o hotel. Criança sem brinquedo vai procurar algo para se divertir até encontrar...
  • frutas e biscoitos - optei por biscoitos de polvilho, que a pequena adora acho que mais pelo croc-croc na hora de morder do que pelo sabor e por bananas, que a pequena devora segurando com as mãos (sempre com supervisão!).
  • carrinho de bebê - esse é o item que mais ocupa espaço, mas é indispensável para os passeios.
  • comidinha pronta - Sim, optei por levar dois potes com comidinha pronta numa bolsa térmica, com arroz, feijão, cenoura, batata e carne. Achei melhor ter esse trabalho antes de viajar do que contar com comidas de restaurantes, que nem sempre são adequadas para bebês.
Tudo isso foi na mala. Nos passeios, sempre levávamos uma mochila com água, mamadeira, fraldas, trocador, lencinhos e mudas de roupa e o carrinho foi nosso grande aliado para transportar não so a baby mas também seus pertences.

Além disso é importantíssimo não esquecer os documentos: certidão de nascimento, cartão do plano de saúde e cartão nacional de saúde são imprescindíveis!

Essa lista será a minha base para próximos passeios, não sem sofrer a devida revisão todas as vezes. Confesso que dá um pouco de trabalho, mas a tranquilidade de ter tudo à mão mesmo longe de casa compensa o esforço!






terça-feira, 24 de setembro de 2013

Que venha a Primavera!

A primavera começou há poucos dias e meu jardim já dá os primeiros sinais de renascimento após um período relativamente longo de montanha russa meteorológica: os dias ensolarados e algumas chuvas, que substituíram semanas ora geladas e secas ora quentes e áridas do inverno, reavivaram o verde das folhagens e contribuíram para que azaleias, jasmins e ipomeias nos dessem suas flores literalmente da noite para o dia.
No hemisfério Norte a primavera é vista com imensa euforia, visto que a chegada da nova estação, ensolarada e colorida, coloca um ponto final a uma longa sequência de dias frios e escuros, as plantas que perderam todas as suas folhas começam a apresentar novos brotos e os campos passam do marrom ao verde em questão de dias. Não vejo essa ideia de recomeço sendo encarada de maneira tão forte no Brasil porque aqui, pelo menos na região Sudeste, as estações não são tão bem definidas quanto lá e nossa terra e nosso clima fazem com que tenhamos flores praticamente o ano todo.




Na Europa, onde as quatro estações ainda são reconhecíveis, é de costume, assim que o sol começa a brilhar mais forte, fazer a chamada "limpeza de primavera": trocar o guarda-roupa de inverno pelo de verão, lavar e ensacar casacos, cobertores e edredons, lavar as cortinas, fazer uma faxina ampla e demorada na casa. E eu resolvi voltar às origens e abraçar a tradição e encarar essa tarefa. Ver esse florescer todo no meu jardim me faz pensar nessa ideia de um ciclo que se encerra e outro que começa. E não é à toa. Sementes que plantei estão começando a dar bons frutos e com eles novas perspectivas se abriram. Agora é o momento de aproveitar e destralhar a casa, tirar do caminho toda (ou quase toda) a tralha que juntei e que atrapalha o bom andamento das coisas e a boa ocupação dos espaços. Preciso repensar em tudo que acumulei e nas coisas que realmente são necessárias, naquilo que deve ser guardado, doado, vendido ou simplesmente jogado fora.
Como boa maníaca por listas e organização, já estou trabalhando nesse projeto e certamente muitas novidades virão, acompanhando os dias de sol e céu azul que a meteorologia e meu coração dizem que virão.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Minha caixa de chás

Embora meus esforços tenham rendido várias mudanças, ainda deixo algumas coisas (demais) para depois. Apesar de gostar, tenho preguiça de montar a máquina de costura ou de ir pegar a caixa de costura para fazer aquele consertinho, de ir pegar os pincéis para finalmente por em prática aquele projeto de artesanato, de sentar na frente do computador em casa para escrever textos ou tratar imagens para o blog... A sequência de posts neste blog mostra que melhorei, mas ainda estou bem distante do que eu gostaria. Não almejo ser a pessoa perfeita sempre em dia com tudo, mas a sensação de tarefa feita é tão boa que estou me esforçando para senti-la com mais frequência.
Olhar para a minha caixa de chá no escritório me faz sentir isso todas as vezes. Comprei a caixa há uns três anos quando, depois de uma bronca homérica da nutricionista porque eu não tomava água, achei que os chás poderiam ser uma boa, saborosa e quentinha alternativa para a minha hidratação nos dias gélidos de agosto. Os chás se tornaram um hábito desde então na minha mesa no escritório, mas os envelopes ficavam em suas caixas de papelão zanzando na mesa de um lado para o outro, sem um lugar definido. Além da preguiça, as dúvidas sobre como dar um tratamento àquela caixa de madeira me impediam de fazer o trabalho de uma vez. Aí, num belo dia, passeando numa loja de material para artesanato, vi o pedacinho de pano preto com flores brancas e logo pensei na tal caixa de chá abandonada e empoeirada. Preto combinaria perfeitamente com o tom dos móveis do escritório, sem ficar com cara de cozinha da vovó (que na cozinha da vovó fica ótimo, diga-se de passagem!). Levei o pano e a tinta preta e junto um punhado de empolgação.


Fiz tudo como manda o figurino: desmontei a caixa, tirei o vidro e passei fita crepe para deixar o trabalho impecável. Colei o tecido na parte superior da caixa com cola gel e, depois que a cola secou, passei uma boa demão de termolina leitosa, que impermeabiliza e endurece o tecido, facilitando o processo de remoção das sobras com uma lixa. 
Para dar o acabamento à pintura, visto que a caixa não terá direto contato com água nem ficará em ambientes úmidos, passei uma generosa camada de cera incolor, que deixou a peça com um acabamento acetinado.
O resultado está na minha mesa e posso olhar para ele todos os dias, me lembrando de quão bom é ver um trabalho terminado!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Caderno de Leitura

Que devoro livros já não é mais segredo. Louca por organização então, já virou apelido. Eis que, belo dia, passeando por blogs, descobri que a Moleskine, marca de cadernos pela qual tenho verdadeira adoração, disponibiliza uma caderneta onde é possível registrar todos os dados dos livros lidos. Já conhecia o Film Journal, mas não sabia, até então, da existência do Book Journal. Quando o descobri, depois de dar mentalmente vários pulinhos de alegria, fui logo pesquisar para saber quanto custa e se era vendido no Brasil. As respostas às minhas perguntas foram decepcionantes: quase R$ 94,00 em uma livraria brasileira famosa ou mais ou menos R$ 60,00 (pagos em dólares) se comprado numa livraria internacional que na época não cobrava frete. Ao ver esses precinhos levemente salgados, resolvi então fazer meu próprio Book Journal aproveitando o fundo do meu caderno GTD. 

Escrevi a mão os campos Nome, Autor, Editora, Idioma de Origem, Prêmios, Lido em, Data da 1ª edição, Data da minha edição e deixei um campo para observações e citações. Não é um Moleskine, mas atende muito bem seus objetivos. Preencho essas informações todas as vezes que termino a leitura de um livro e são elas que me ajudam a montar os textos da série Acabei de Ler aqui do blog.
Além de ajudar com os textos do blog, essas fichas me dão a oportunidade de repassar mentalmente os livros lidos e de perceber a velocidade com a qual estou lendo (oba!), velocidade que infelizmente os textos do blog não tem conseguido (ainda) acompanhar.
Já tenho um bom tanto de livros fichados, um melhor que o outro, e todos eles estarão em breve aqui no blog, devidamente apresentados, com o texto correspondente e a foto de suas capas. Afinal, pra que unir duas paixões se não torná-las públicas depois?

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Minhas listas GTD - Parte 1

No feriado de 9 de julho percebi na prática como é bom poder descansar com a certeza de que nenhum trabalho ficou pela metade. O feriado foi na terça-feira e geralmente no escritório onde trabalho a nossa filosofia é não emendar se tiver projetos a entregar. Isso pode parecer ruim, mas não é tanto, considerando que nos feriados o telefone não toca, o trabalho rende e temos a possibilidade de, se o feriado cair na terça, por exemplo, folgar na segunda, ganhando um fim de semana de três dias. Mas, é claro, que todos preferem ter os 4 dias de folga e como disse, o feriado do dia 9 de julho me mostrou como é bom estar com todo o trabalho em dia: ficamos de sábado a terça em casa sem a menor culpa e sem rabicho de projetos para trás, pois tudo estava adiantado e resolvido!
Uma ferramenta que me ajudou demais com isso foi conhecer um pouco a respeito do método GTD, sigla para Getting Things Done, livro escrito por David Allen e traduzido para o português com o título de A Arte de Fazer Acontecer. O método apresentado por Allen é um sistema de gestão que pode ser aplicado tanto à vida profissional como à vida pessoal. A Thaís Godinho, do blog Vida Organizada, escreveu um texto ótimo explicando o funcionamento do método e suas adaptações para a vida, que pode ser lido aqui. Ainda não tive a oportunidade de ler o livro, mas acompanho o blog da Thais, expert no assunto, e também os artigos do site da Call Daniel, a única empresa no Brasil com certificação do David Allen e por isso autorizada a dar cursos e treinamentos sobre o método GTD, e através dessas duas fontes tenho aprendido muito sobre como melhorar a minha produtividade em todos os campos da minha vida.
Um dos mandamentos do método é ter uma caixa de entrada, um lugar onde anotar todas as tarefas, idéias, coisas a fazer, projetos, etc. Para isso eu usei um caderno simples, com espiral, que dividi em assuntos com aqueles marcadores de página autoadesivos. Carrego-o sempre comigo e nele escrevo tudo que me vem à cabeça: idéias de presentes, idéias para festas, coisas a fazer, projetos de costura, idéias para o blog... Uma vez por semana faço uma revisão do que está escrito, riscando as tarefas que já foram feita.


Junto com o caderno carrego pequenas fichas que encontrei aqui e que uso para detalhar os projetos que pretendo implementar, listando todas as tarefas que precisam ser realizadas para a sua concretização. Separando as grandes tarefas em trabalhos menores, consigo dominar a sequência de coisas a fazer e posso agrupar o trabalho por lugar onde ele deve ser feito. Por exemplo: se tenho várias fotos prontas para postagens, mas que quero tratar e/ou montar, faço isso de uma vez só quando abro o programa no computador, sem necessariamente estar com o texto do post pronto. Parece besteira, mas isso facilita muito a minha vida!


Essas ferramentas nada mais são do que releituras das boas e velhas listas, com uma roupagem nova e eu aprendi a implementa-las tanto na vida pessoal como na profissional, subdividindo por escrito as minhas tarefas no escritório em tarefas menores, podendo assim visualizas não apenas qual será o próximo passo mas também manter o controle do ponto em que cheguei caso precise parar o trabalho para fazer outra coisa, como atender o telefone, por exemplo.
Ter essas listas, além de todas as vantagens citadas acima, ainda deixa espaço para que meus neurônios trabalhem naquilo que realmente é necessário, sem a obrigação de se cansar tentando lembrar o que há para ser feito. Com essa finalidade, outras listas fazem parte da coleção, listas essas que, para evitar um post quilométrico, serão apresentadas em outro post.



sexta-feira, 26 de julho de 2013

Acabei de ler: As 100 Melhores Idéias para terminar o dia com a sensação de missão cumprida

Que eu adoro tudo que fala de organização, não é mais segredo. Adoro ler artigos, revistas, livros que tratam do assunto e me esforço para colocar os conselhos em prática. Confesso que várias vezes me deparei com artigos cansativos, que mais complicavam que facilitavam e acabei abandonando a leitura porque começar a organização era mais complexo que burocracia de cartório. Mas eis que um dia, fuçando na sessão de livros de uma famosa loja on-line o site, muito esperto, colocou esse livrinho na lista de sugestões e o título me chamou muito a atenção: foi impossível resistir e acabei comprando "As 100 Melhores Idéias para terminar o dia com a sensação de missão cumprida" de Richard Templar.


Como o título diz, é um livro com 100 dicas sobre como ser mais produtivo e menos frustrado em relação às tarefas do dia-a-dia, tudo escrito de uma maneira muito bem humorada. Além de ter um tamanho muito interessante (de bolso), a publicação se organiza muito mais como uma série de conselhos que não necessariamente precisam ser lidos na ordem apresentada na impressão, mas podem ser consultados abrindo o livro ao acaso ou consultando o índice e indo direto para a página que interessa. Nada de neuras nem de obrigações, apenas dicas simples que, exatamente por sua simplicidade, são fáceis de pôr em prática e que têm certamente mais chances de dar certo do que aqueles métodos super-ultra-mega complicados que precisam de um manual para serem implementados.

Do livro: "Se você pensa que pode ou se você pensa que não pode, provavelmente está certo" (Henry Ford)

terça-feira, 2 de julho de 2013

O Tempo

Estou mais ausente do blog do que eu gostaria. Muito mais. Mas muito mais MESMO. As idéias para novos posts pipocam na minha mente, a ponto de visualizar a foto que quero tirar para ilustrar o post e de falar em voz alta as frases que eu quero escrever. Aí ou eu não estou usando o computador, ou não tenho um caderno perto, ou escrevi o texto e não consegui tirar a foto, ou tirei a foto mas nada de texto. Faltou-me tempo. 
Tempo. Sempre ele. Foi e continua sendo tema de debates, filmes, músicas, filosofias: sua relatividade, sua necessidade, seu preço. Pois eu também venho pensando muito a respeito dele e a frase que não me sai da cabeça é a que ecoa no cérebro de muita gente: eu não tenho tempo.  Pensar tanto nessa frase me levou a fazer perguntas óbvias:
"Como fazer as coisas em menos tempo?"
"Como dar conta de fazer tudo o que eu tenho para fazer no tempo que eu tenho disponível?"
"Como posso ganhar mais tempo no meu dia-a-dia?"
Buscar essas repostas só me fizeram entrar num processo louco de tentar fazer as coisas com o cronômetro do lado, como um corredor que precisa desesperadamente diminuir o seu tempo para bater o recorde mundial. Pra? Pra encaixar mais coisas ainda para fazer na minha rotina já cheia de tarefas o que não necessariamente significa que consigo fazer tudo aquilo que realmente preciso.
Pode isso? Não, não pode!
Então a pergunta mudou: o que eu faço com o meu tempo? Analisei muito criticamente tudo aquilo que faço durante o dia e a maneira como faço as coisas, a quantidade de tarefas inúteis que invento de fazer, o tempo que perco arrumando coisas que deveriam estar organizadas. Sim, porque organização e arrumação são duas coisas bem distintas. Segundo Thais Godinho, do blog Vida Organizada, "Organizar é encontrar soluções, não arrumar. A gente arruma quando já pensou na organização e deixou tudo pronto para arrumar no dia a dia". Pois bem. Eu achava que estava organizando, quando na verdade estava apenas arrumando. E bagunçando. E arrumando de novo. Isso sim me faz perder tempo! Sobra-me menos tempo para fazer o meu trabalho, menos tempo para curtir minha família, menos tempo para cuidar de mim e menos tempo para cuidar do blog! A dupla bagunça-arruma é apenas uma das ladras do meu precioso tempo, talvez a maior delas. Há outras que, tenho certeza, ainda vou identificar e que pretendo exterminar sem dó nem piedade.
E como toda caminhada começa com um primeiro passo, aproveitando que hoje é o segundo dia do novo semestre (tem gente que faz resoluções de Ano Novo e tem gente que faz resoluções de Semestre Novo, oras! Ou só eu??) prometo gastar o meu tempo com as coisas que realmente são importantes para mim e que podem fazer diferença na minha vida e quem sabe, na vida de outras pessoas. Dizem que promessa de Ano Novo ninguém cumpre. Alguém já tem alguma estatística sobre promessas de Semestre Novo??  

sábado, 20 de abril de 2013

ORGANIZADA EU?


Hoje certamente muito mais que há um ano. Eu sempre gostei de agendas, caderninhos, planilhas excel, listas, mas até um tempo atrás, apesar dos meus esforços, me perdia em meio à minha pseudo-organização. Li vários livros a respeito de organização, acompanhei muitos blogs, procurei inúmeros softwares que pudessem ajudar, mas percebi que para me tornar uma pessoa realmente organizada eu tinha que mudar algo em mim. Enquanto eu não conseguisse operar essa mudança, nem mesmo David Allen em pessoa daria um jeito! Essa mudança foi catalisada por acontecimentos especiais na minha vida privada e profissional, que aumentaram bastante a minha carga de trabalho e de coisas a fazer. De toda essa carga, uma (ínfima) parte poderia ser eliminada e uma (pequena) parte poderia ser delegada, mas o resto era todo meu e ainda tinha que me sobrar tempo para me cuidar, porque afinal de contas, ninguém é de ferro! Com mais coisas a fazer e o mesmo número de horas disponível, algo tinha que mudar. Consegui finalmente mudar aquele “algo em mim” e colocar em prática uma boa parte dos conselhos lidos: ganhei produtividade (consigo fazer mais coisas em menos tempo) e qualidade de vida (as noites e o fim de semana ficaram livres para descansar).
Comecei o processo seguindo uma dica que está em todos os textos sobre organização: tenha uma agenda e use-a! Por experiência própria garanto que é muito mais saudável anotar os compromissos na agenda do que gastar neurônios pensando: “O que era mesmo que eu tinha marcado para hoje??”. É bem desagradável ligar para o consultório do médico para confirmar o horário (porque não estava anotado na agenda e o papelzinho de lembrete sumiu) e ouvir do outro lado da linha uma voz compreensiva que diz: “Querida, a sua consulta estava marcada para ontem. Agora só consigo remarcar para daqui a dois meses”.
Depois de vários modelos, decidi fazer a minha própria agenda (#insana). Diagramei as páginas inserindo os campos que eu realmente uso e que me ajudam a “categorizar” o meu dia. Imprimi todas as páginas e minha querida irmãzinha, dona do blog As Peripécias de Fulvia, costurou pacientemente todas as páginas divididas em blocos, para formar uma encadernação tipo livro. Como se não bastasse, ela ainda fez uma capa linda e exclusiva, com espaço para canetas na frente e porta-papeizinhos na parte interna. Deu um trabalho considerável, não nego, mas estou bem satisfeita com o resultado, pois agora não fico com a sensação de ter comprado aquela agenda cara para usar apenas um terço do espaço disponível nas páginas. Estou mais satisfeita ainda porque ela realmente está me servindo como ferramenta para organizar melhor – e de forma mais realista – os meus dias.

Com a agenda em mãos, a segunda dica no ranking é: faça listas. Mas isso é assunto para outro post e já está anotado para eu não esquecer!