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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Bolo de maçã!

Olás! Este post é dedicado especialmente a todos aqueles que curtiram a foto no Facebook e no Instagram quando a postei uns dois meses atrás, a todos aqueles que me pediram a receita e a todos os outros que estão lendo este post 😊. Fiz essa torta de maçãs para um almoço de domingo. Fiquei incumbida de fazer a sobremesa, tinha algumas maçãs enrugadinhas demais para serem comidas cruas e uma receita que eu havia salvado no meu álbum Caderno de Receitas do Pinterest. Como eu queria preparar algo diferente mas que não desse muito trabalho, já que não curto muito aquelas receitas que, apesar do resultado ficar delicioso, precisam passar por mil etapas, pedem o uso de centenas de utensílios, sujam a cozinha e demoram uma eternidade para poderem ser comidas. 
Nessa torta o que dá mais trabalho é fatiar as maçãs. Na foto original da receita tudo era tão perfeito que eu podia tirar uma todo das minhas fatias e postá-las ao lado daquelas com a famosa legenda "expectativa X realidade". Com as maçãs murchinhas usar um fatiador tipo mandolin era impossível então foi na faquinha mesmo. Cada pedacinho saía de um tamanho, de uma espessura e de uma largura. A vozinha interior que dizia "não vai dar certo, láláralálálá" não queria se calar e eu tentei ignorá-la. Deu certo! Quando a torta saiu do forno e mais tarde, quando a desenformei, percebi que perfeccionismo no corte das maçãs é desnecessário: ela fica linda de qualquer maneira!


A foto não faz jus à torta. Foi tirada sob pressão da família que queria atacar logo o primeiro pedaço!

Para encurtar o caminho, transcrevo a receita. Mas vale a pena uma visita ao blog Aqui na Cozinha, da Patty Martins. É recheado de delícias!

BOLO DE MAÇÃ

Ingredientes
3 ovos
1/2 xícara (chá) de óleo
1 xícara (chá) de leite
2 maçãs descascadas e picadas
2 xícaras e 1/2 de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de açúcar
1 colher (chá) de canela
1 colher (sopa) de fermento em pó

Para a cobertura
3 maçãs descascadas e fatiadas finas
gotas de limão
Açúcar de confeiteiro para polvilhar

Modo de Preparo
Coloque no liquidificador os ovos, o óleo, o leite, as 2 maçãs picadas e o açúcar, bata bem. Em uma tigela coloque a farinha de trigo, a canela e vá acrescentando aos poucos o líquido do liquidificador e mexendo. Por último acrescente o fermento e misture delicadamente. Despeje a massa em uma forma untada e enfarinhada.
Por cima da massa polvilhe um tiquinho de farinha de trigo (veja a foto) e arrume as fatias de maçãs e as passas. Leve ao forno preaquecido no médio (uns 180 graus). Deixe o bolo dourar e espete um palito se sair limpo, o bolo já está bom.
Depois deixe o bolo esfriar para desenformar. Vire o bolo sobre um prato e depois vire novamente em outro prato assim ele ficará com as maçãs para cima.
Polvilhe o açúcar de confeiteiro e sirva.




quarta-feira, 28 de maio de 2014

Bolo de café!

Olás!

Neste post, quando falei da compra da batedeira nova, eu falei que marido havia deixado claro que era para eu usar a nova aquisição, certo? Pois bem, agora toda semana tenho que fazer um bolinho e quando procuro uma receita ele tem que usar batedeira. Aí encontrei, mais uma vez no livro Bolo de Avó, um que além da batedeira leva café, um dos meus vícios, e pronto: corri para a cozinha!

Pra variar eu não tinha todos os ingredientes e tive que abrir mão das nozes e ele não ficou crocante como o nome da receita, mas não foi isso que me deu uma sensaçãozinha de medo. Ao contrário de outras receitas, esse leva os ovos inteiros e não as claras em neve e com isso a massa fica bem espessa, daquelas que deve ser ajeitada na forma com uma espátula pois não se acomoda sozinha. Confesso que fiquei ao final do preparo fui conferir no livro se não tinha me esquecido de nada e com receio dele não dar certo. Mesmo assim ele ficou uma delícia, leve, perfumado, sem ser doce demais e com um sabor suave de café que deu um toque todo especial.

Com a desculpa de fazer um acompanhamento para o bolo, aproveitei a batedeira na pia para fazer um chantilly macio, que veio acompanhando a fatia no prato polvilhada com chocolate. Não testei, mas acho que uma calda de chocolate ou uma bola de sorvete também vão bem. Se você fizer, me conta?


BOLO DE CAFÉ CROCANTE
(transcrevo a receita original, indicando as adaptações que fiz)

Ingredientes
1 tablete de manteiga em temperatura ambiente (200g)
1 e ½ xícara (chá) de açúcar mascavo
3 ovos
¾ de xícara de café bem forte
1 colher (sobremesa) de essência de baunilha
1 pitada de sal
2 e ½ xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 xícaras (chá) de nozes picadas (eu não coloquei)
1 xícara (chá) de açúcar refinado (eu não coloquei)

Modo de preparo
Bata na batedeira a manteiga com o açúcar mascavo. Adicione os ovos e bata até formar um creme claro. Junte o café, a baunilha, o sal, a farinha de trigo e o fermento. Misture bem. Coloque em uma assadeira untada e enfarinhada. Espalhe as nozes por cima da massa e leve ao forno preaquecido em temperatura média por 40 minutos. Espere amornar e polvilhe o açúcar sobre o bolo.

PS: O livro não indica uma dimensão de forma para essa receita e eu optei por usar uma assadeira retangular e o bolo ficou baixinho. E talvez por isso ele demorou apenas 25 minutos para assar e não os 40 indicados pelo livro. Por isso, fique de olho!

PS2: A foto não faz justiça à cor do bolo, pois foi tirada à noite, com a deliciosa iluminação fluorescente da minha cozinha...




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Porque capricho e damascos nunca são demais!

Olás!

Vocês não sabiam, mas eu tenho uma wishlist, ou lista de desejos, devidamente anotada no caderninho para o caso de alguém se oferecer para me dar um presente e não estar na dúvida sobre o que eu gostaria de receber... (#ficaadica)

Pois nesse fim de semana a lista ficou menor em 2 itens desejados há, tipo, anos: uma batedeira planetária e uma forma para bolo com furo no meio decorada. Quando cheguei na loja, onde eu havia ido para comprar um pijama e uma capa para colchão, vi a promoção e fiquei balançada. Nesse momento o apoio do marido foi fundamental para a decisão de levar os itens para casa. A batedeira planetária é um daquele eletrodomésticos que para muitos pode ser considerado um exagero mas que quem gosta de cozinhar e já usou não vê mais graça em usar o modelo mais simples, como eu, por exemplo. Quanto à forma de bolo, eu já tenho uma comum, de alumínio, lisas, daquelas compradas em supermercado, que desempenha seu papel muito bem, obrigada. Mas para mim beleza e capricho nunca são demais e nada melhor do que transformar um simples bolinho em um bolo vestido para festa com uma forma como essa!

Marido, como já disse, apoiou as minhas aquisições, mas não sem antes aplicar o teste básico:

“Você vai usar?”
“Vou.”
“Hoje?”
“Hoje”.



E então TIVE que fazer um bolo. Um bolo de batedeira que pudesse ir para uma forma com furo no meio. Procurei nos meus livros, encontrei muitas receitas mas eu não tinha a maioria dos ingredientes em casa e já estava me rendendo ao fato de que ou eu sairia para ir ao mercado ou ficaria sem bolo, ouvindo o marido cobrar semanas a fio o que eu havia prometido na loja. Foi então que encontei uma receita de Bolo de Damasco no livro Bolo de Avó. A receita pedia batedeira, tinha cara de poder ser feito em forma de buraco e.... eu tinha apenas um quarto de xícara de damascos e não tinha conhaque. O que fazer? Desistir? Nem pensar! Arrisquei então com passas brancas junto com um punhadinho de damascos picadinhos que estavam perdidos no fundo da minha geladeira e o conhaque foi substituído por mais leite.

O resultado está aqui: um bolo fofo, cheiroso, gostoso e bonito!! Com direito a elogio do marido: “Se eu soubesse que ia fica tão bom teria levado você para comprar a batedeira antes!”.




BOLO DE DAMASCO
(transcrevo a receita original, indicando as adaptações que fiz)

Ingredientes
4 ovos
2 xícaras (chá) açúcar  
4 colheres (sopa) de manteiga em temperatura ambiente
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de amido de milho
1 xícara (chá) leite
½ xícara (chá) de conhaque (eu substituí por leite)
½ colher (sopa) de canela em pó
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 xícara (chá) de damascos secos picados (eu substituí em parte por uva passa branca)

Modo de preparo
Bata na batedeira as gemas, o açúcar, a manteiga até formar um creme. Acrescente a farinha de trigo, o amido de milho, o leite, o conhaque, a canela e bata por 2 minutos, Misture o fermento e os damascos. Bata as claras em neve e incorpore, delicadamente, à massa. Passe para uma forma untada e enfarinhada e leve ao forno pré-aquecido em temperatura média por 40 minutos. Espere amornar e desenforme. Para aumentar a firula, eu cobri com açúcar de confeiteiro.


PS: O bolo pode tranquilamente ser feito com a batedeira comum e numa forma retangular. É que no meu caso as ferramentas acrescentaram o ingrediente empolgação ao preparo!
PS2: Nota mental - Dobrar a quantidade de frutas da próxima vez.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Esmeraldas, Algodão e Morangos.

Não é todo dia que se comemora 1 ano de casamento. 40 anos muito menos. 40 anos e 1 ano no mesmo dia então? Poucos tem esse privilégio! Explico: minha irmã e meu cunhado escolheram para seus votos o dia 06 de outubro (o post está um tantico atrasado, eu sei), mesma data em que meus pais se casaram. E aí, no mesmo dia em que aqueles comemoravam suas bodas de algodão, estes comemoravam nada menos que suas bodas de esmeralda. E mais uma vez, por vários motivos que vão muito mas muito além do material, minha irmã juntou as festas num almoço delicioso na casa dela.

Foi uma comemoração bem íntima, para poucos convidados, mas deliciosa e memorável, com direito a toalha e guardanapos de linho bordados, presentes, anel e buquê de rosas...


Mas não foi exatamente para falar da festa que comecei a escrever. Quando começamos, eu, minha irmã e minha mãe, a pensar em quais pratos preparar, ficou decidido que a sobremesa ficaria por minha conta e sugeriram que eu fizesse um bolo com morangos e chantilly que minha irmã jurava-de-pé-junto que eu já havia preparado em alguma era muito distante. A receita estava até anotada no meu antigo caderninho! Pois quando olhei os ingredientes comecei a desconfiar que alguma confusão estava ocorrendo, mas topei mesmo assim.

Desconfiada providenciei os ingredientes e durante o preparo eu tive a mais absoluta certeza de que eu nunca havia feito nada parecido e a mais desesperadora sensação de que aquilo não daria certo. A mistura de ingredientes vai formando uma maçaroca, que parece não render mais que o equivalente a um cupcake, mas já estava no meio do processo e resolvi ir até o fim e o bolo foi para a festa com seus morangos e chantilly. Tanto minha mãe quanto minha irmã, depois de provarem o dito cujo, concordaram que eu nunca havia feito nada similar antes. Em compensação, todos repetiram a dose, porque ficou tão bom mas tão bom que só experimentando para entender o que eu digo.

A receita foi tirada da coleção Il Piatto d’Oro, uma linda enciclopédia culinária italiana em 12 volumes, editada em meados dos anos 60. É uma daquelas preciosidades que não tem preço!



BOLO DE MORANGOS (mansikkartottu)  

250 g de morangos limpos cortados em pedacinhos + alguns inteiros para a decoração
175 g de açúcar
100 g de farinha de rosca
250 ml de creme de leite fresco
5 ovos
1 colher de sopa de extrato de baunilha
1 colher de sopa de manteiga 

Antes de tudo coloque o creme de leite para gelar e o forno para aquecer a 180 graus. Coloque as gemas de ovo em um recipiente com o açúcar e bata com um batedor de arame (fouet) ou com a batedeira até obter um creme fofo e esbranquiçado. Acrescente então a farinha de rosca, a baunilha e os morangos em pedaços. Em outro recipiente bata as claras em neve (bem firme) e acrescente-as à mistura de gemas, misturando com cuidado. Unte uma forma com manteiga e, importante, “enfarinhe-a” com açúcar. Transfira a massa para a forma e leve ao forno pré aquecido a 180 graus por 35 a 40 minutos ou até que um palito, quando enfiado no centro dela, saia limpo. Quando o bolo estiver morno, desenforme-o, com extremo cuidado, de preferência sobre uma grelha para que esfrie completamente e possa, depois, ser transferido para o prato. Bata o creme de leite bem gelado até obter o ponto de chantilly, coloque-o num saco de confeitar e cubra o bolo como sua criatividade mandar, sem esquecer dos morangos inteiros que foram reservados para a decoração.

Esse post é dedicado à querida Suzana, minha madrinha e amiga, que no dia da festa me pediu a receita e só agora está sendo atendida!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Yes, nós temos bananas!

Ter pés de fruta em casa é uma delícia, o problema é quando chega a estação da tal fruta e todas resolvem amadurecer de uma vez só. É o que acontece com as bananeiras plantadas no quintal do meu pai. Ele fica super feliz quando os cachos começam finalmente a aparecer, mas depois, junto com as frutas maduras, vem aquela necessidade de consumi-las rapidamente antes que apodreçam. E aí mamãe me liga para perguntar se eu vou passar na casa dela no fim da tarde porque, como ela diz, “tem uma sacola de bananas pra você levar”. Nós duas saímos no lucro: eu ganho um tantão de fruta docinha e ela aproveita para encher a neta de beijos!

Pois foi isso que aconteceu essa semana. Eu ganhei um montão de bananas e, por mais que minha pequena adore “mãma” eram bananas demais para simplesmente pica-las para uma salada de frutas ou amassa-las para o café da manhã da filhota.

Uma parte (a maioria) foi para o freezer, picada, para logo logo se transformar em sorvete ou vitamina e a outra parte foi para a torta que marido tanto adora. Faz tanto tempo que tenho essa receita que não consigo lembrar onde a consegui nem quais foram as alterações feitas na lista original de ingredientes. Só lembro que fui testando e anotando. É uma receita extremamente simples, onde a maior dificuldade é descascar as bananas, que também podem ser substituídas por maçãs fatiadas, aumentando um pouquinho o trabalho na hora de preparar a fruta.



TORTA DE BANANA DE FAROFA

10 colheres (de sopa) de farinha de trigo
10 colheres (de sopa) açúcar
1 colher (de sopa) de fermento químico em pó
2 colheres (de sopa) de margarina
4 ovos inteiros
2 colheres de sopa de leite
1 colher de sopa de extrato de baunilha
8 bananas pequenas ou 6 médias (aproximadamente) cortadas em rodelas

Misture os ingredientes secos e a margarina até formar uma farofa. Unte uma forma com um pouquinho de margarina para não grudar e forre-a com metade da farofa. Espalhe as rodelas de banana e cubra com o restante da massa.  Numa tigela (pode ser a mesma que você usou para a farofa) bata os ovos até ficarem bem líquidos misture o leite e a baunilha. Despeje essa mistura uniformemente sobre a torta e leve ao forno pré-aquecido a aproximadamente 180 graus por 30 minutos.

Já testei algumas variações e todas deram certo: trocar as bananas por maçãs fatiadas ou misturar as duas, colocar um pouco de uva passa sobre a fruta, misturar um pouquinho de canela na massa, colocar uma mistura de açúcar e canela sobre a torta depois de pronta e, coisa que fiz dessa vez, acrescentar uma colher (mais ou menos generosa, depende do seu gosto) de chocolate em pó aos ingredientes secos. 

Tenho mais algumas ideias e, assim que elas forem testadas, conto para vocês o resultado. Buon appetito!




terça-feira, 15 de outubro de 2013

Lá da horta: macarrão com salsinha

Minha horta, apesar de modesta, está dando sus bons frutos. A colheita dessa vez foi de salsinha. Um maço generoso de folhas de um verde intenso, cheirosas, perfeitas para o tempero de macarrão vapt-vupt aprendido com a mamãe.
Essa não é bem uma receita: é uma daquelas misturas que fazem parte das minhas lembranças de infância, quando minha mãe temperava o macarrão numa tigela que também servia de saladeira. Ela enchia os pratos dela, meu e da minha irmã e meu pai, que na época gostava de comer direto desse recipiente, acabava ficando com a maior parte do molho - que por mais que mamãe mexesse o macarrão, insistia em se depositar no fundo do pote.
Para preparar essa iguaria, basta colocar um bom tanto de água salgada para ferver, onde o macarrão será cozido. Para esse tipo de molho é melhor escolher entre os vários tipos de "massas curtas", como fusilli, penne ou gravatinhas, mas se só tiver espaguete em casa, não se acanhe, pois fica bom também.
O tempo de cozimento da massa é mais que o suficiente para preparar os outros ingredientes: picar um maço de salsinha, cortar em cubinhos um bom tanto de manteiga (margarina nem pensar!!), ralar um bom tanto de queijo parmesão e misturar tudo numa tigela funda na qual também caiba o macarrão que, quando o macarrão estiver al dente, deve ser escorrido mas sem deixá-lo secar totalmente e colocado ainda quente sobre os outros ingredientes.

 Eu, por pura preguiça e teimosia, não misturei os ingredientes antes de jogar o macarrão e isso fez com que o queijo derretesse em bloco, tornando mais difícil sua distribuição. Para evitar esse tipo de incidente, basta misturar a manteiga, o queijo e a salsinha até formar uma pasta, e só então acrescentar o macarrão. Isso garantirá que os ingredientes abracem de maneira uniforme a massa. Lembro que minha mãe também acrescentava alho cru amassado, mas maridinho não gosta de lembrar do prato durante uma semana e por isso retirei esse ingrediente do preparo.

O resultado? Marido dizendo: "Nossa, amor, que delícia esse macarrão!! Porque você não o prepara mais vezes?". Não preciso dizer mais nada.



quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Uma salada de orgulho!

Segunda-feira à noite fez um calor inimaginável, abafado, preanunciando chuvas que viriam fortes, mas não tanto quanto o vento que as trouxe. O calor impensável para o fim do inverno, associado a uma preguiça majestosa, reduzia drasticamente a minha capacidade de pensar no que preparar para o jantar. Não queria nada que desse muito trabalho nem que sujasse muita louça, muito menos algo quente. Para aumentar a dificuldade de escolha o marido voltaria tarde do trabalho e algo de mais difícil digestão estava completamente fora de cogitação. 
Lembrei então da minha horta, onde uma linda e verdinha rúcula aguardava o momento certo para ser saboreada. De tesoura em punho, lá fui eu escolher e cortar as folhas, cheia de orgulho da minha primeira colheita. Uma vez lavadas, as folhas se juntaram a um punhado de tomatinhos grape, cinco mini pepinos fatiados bem fininhos, dois ovos cozidos picadinhos, azeitonas fatiadas, algumas colheres de milho em lata. 


Não contente, ainda acrescentei duas sardinhas em lata. Temperei um um bom tanto de azeite, sal e suco de meio limão siciliano que andava de um lado para outro na minha geladeira.


Mas o melhor tempero foi poder saborear uma salada feita com a rúcula que cresceu na horta que eu e maridinho plantamos e cuidamos com tanto esmero, regando-a religiosamente a cada dois dias para não deixar que o tempo seco acabasse com o nosso trabalho, tirando as ervas daninhas que insistiam (e ainda insistem) em tentar tomar o espaço das nossas plantinhas. 
Estamos agora aguardando que as flores amarelinhas do tomateiro se transformem em lindos e vermelhos frutos, para poder colhê-los e transforma-los em grandes companheiros da rúcula na salada. Os morangos para a sobremesa já estão prontos!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Restos na geladeira? Macarrão chique!

Como boa italiana não resisto a uma massa, mas macarrão é para mim, mais que outra coisa, aquele prato de última hora, que fica pronto rapidinho e que não precisa de muita frescura para ficar gostoso. Tem gente que diz que dá muito trabalho, mas eu acho que é exatamente o contrário: é um prato que em vinte minutos fica pronto e que, com uma pitadinha de criatividade, rende altos elogios! E essa receita é prova cabal do que estou dizendo. Sabe aquela noite em que a geladeira está quase vazia, quando dá a impressão de que nada combina com nada no armário da despensa? Pois foi numa dessas noites que esse pratinho foi criado. Marido elogiou e, modéstia às favas, os elogios foram merecidos, porque ficou saboroso e de encher os olhos! E tem mais: ele ainda acabou com aquele peito de frango assado que sobrara do dia anterior e com aquela caixinha de tomatinhos esquecidos no fundo da gaveta!


Para começar, enquanto a água para cozinhar o macarrão aquecia, cortei ao meio 200 g de tomates tipo grape, coloquei-os num refratário, temperei com um fio de azeite, pimenta do reino, sal e orégano. Aqueci os tomates no microondas, em potência alta, por 3 minutos, até que eles ficaram levemente murchinhos. Esse processo pode ser feito no forno convencional, mas demora um pouquinho mais. Com os tomates prontos, piquei bem fininho um punhado de folhas de salsinha, manjericão e tomilho (todas fresquinhas colhidas da minha horta!!). Coloquei as ervas num refratário onde coubesse também o macarrão, misturei a elas os tomates com o azeite do seu tempero e os restos picadinhos de um peito de frango assado cujas outras partes - mais suculentas e mais atraentes - foram devoradas 24 horas antes. Levei a mistura novamente ao microondas para aquecer, evitando assim quela sensação de macarrão quente com molho gelado.
Quando a água ferveu acrescentei um punhado de sal e meio pacote de macarrão tipo bavette (usei da Barilla) e deixei-o cozinhar até ficar al dente. Depois de uma rápida escorrida misturei os fios de massa achatadinhos ao molho que aguardava no refratário. E aí foi só misturar tudo, acertar o sal e correr para pegar a máquina fotográfica antes que o marido atacasse! 
Foi uma receita extremamente improvisada, mas ficou tão boa que mereceu ganhar uma espacinho no meu caderno de receitas e aqui no blog. Não vejo a hora de ter mais um peito de frango assado dando sopa na geladeira!


terça-feira, 23 de abril de 2013

La bella polenta

Diferentemente de muitas amigas, não tenho medo de panela de pressão. Aliás, tenho menos medo de abrir uma panela de pressão quente do que de me queimar tirando uma assadeira do forno microondas. Cresci vendo minha mãe cozinhando batatas para fazer purês, sopas com os mais variados legumes, carnes perfumadas de cravo e folhas de louro, risotti com aquela casquinha queimadinha no fundo deixada de propósito, que considero a panela de pressão um item tão indispensável na cozinha quanto o fogão e a geladeira.
A primeira a entrar aqui em casa, grande, de alumínio grosso, foi presente de casamento de uma amiga, cujas palavras ecoam na minha cabeça até hoje: "Não é um presente chique, é prosaico". A segunda veio na bagagem da minha tia, importada, de aço, tamanho médio, perfeita para dias de pressa e preguiça. E foi nela que preparei uma polenta cujo resultado me surpreendeu. Muito diferente de outras que já preparei, essa ficou aveludada, cremosa na medida certa, bem ao estilo comfort-food. Tão boa que não deu tempo nem de bater uma foto...
A receita é extremamente fácil, mas requer alguns cuidados. Para prepara-la são necessários:

- 3 copos de água e 1 copo de leite (podem ser 4 copos de água, mas garanto que o leite faz toda a diferença)
- 1 colher rasa de sal grosso
- 200 g de fubá mimoso
- um bom naco de manteiga

Comecei aquecendo a água e o leite na panela de pressão, com o sal. Quando essa mistura ferver, é hora de abaixar o fogo e  acrescentar o fubá, aos poucos, de preferência com o auxílio de uma peneira grossa, sempre mexendo com um batedor até que toda a farinha esteja incorporada ao líquido. Esse é o primeiro cuidado: a farinha tem que cair aos poucos sobre o líquido quente e o braço que mistura tem que ser rápido para não empelotar tudo. Essa mistura vai engrossar e é necessário continuar mexendo para que a farinha hidrate bem, o que leva cerca de 5 minutos. Se a polenta começar a ficar grossa demais, é bom acrescentar mais um pouquinho de água (de preferência quente), pois ela tem que ficar espessa mas cremosa. Aí é só tampar, esperar a panela começar a fazer seu barulhinho característico e esperar uns 15 minutos. Mas atenção! A quantidade de calor que vai para o fundo da polenta depende da panela de pressão e da intensidade da chama do fogão. Depois de 7 minutos de cozimento, é bom dar uma conferida (abrindo a panela SÓ DEPOIS QUE ELA PARAR DE FAZER BARULHO) para evitar que tudo queime. Uma vez cozida a polenta, acrescentei um naco de manteiga, que dá brilho e sabor e, não contente, ainda amassei um bom pedaço de queijo gorgonzola com um garfo e misturei até o creme dourado ficar pontilhado de verde. 
Essa polenta saiu incrementada, mas a tradicional também fica deliciosa, temperada com um pouco de sal e pimenta do reino, ou acompanhada com um bom molho de carne, ou com queijo parmesão gratinada no forno, ou com molho de funghi secchi ou com o que mais a imaginação sugerir!

domingo, 31 de março de 2013

Almoço de Páscoa em família


Almoço com convidados me causava sempre uma certa agonia. Eu passava horas na cozinha tentando preparar aquela receita, parte integrante daquele menu interminável que eu havia passado uma semana bolando. As visitas invariavelmente chegavam em casa enquanto eu estava tomando banho, ou pior, enquanto eu estava terminando de arrumar a mesa ou de preparar a comida, antes mesmo de ir tomar banho. Aí eu ia correndo tentar melhorar a minha aparência e finalmente sentávamos à mesa. O resultado de horas de trabalho era geralmente decepcionante, pelo menos para mim, que esperava aquele resultado fabuloso. Desde que me casei esse sempre foi um dos meus desafios: organizar um almoço festivo prático, que não me custasse horas intermináveis na cozinha e que resultasse em pratos saborosos. Hoje, Páscoa, consegui! Finalmente um almoço em família sossegado, sem estresse (ou quase) e um resultado que me deixou satisfeita. O cardápio foi simples, mas de efeito, baseado em receitas que não tem erro!
O prato principal foi uma picanha suína com molho de jabuticabas, receita livremente adaptada do livreto especial de Natal Ceia de Natal – Grandes Chefs Sesi (2009), que transcrevo porque vale muito a pena compartilhar uma receita tão fácil.
O acompanhamento ficou por conta de batatas com manteiga de alecrim, brócolis e cebolinhas assadas. As receitas do brócolis assado e da cebola assada são da querida Rita Lobo, chef de mão cheia, mulher linda e autora de vários livros recheados de receitas que funcionam de verdade! Mas isso é assunto para outro post....
Ah! O brócolis é daqui e a cebola daqui

FILET MIGNON SUÍNO COM MOLHO DE JABUTICABA

(transcrevo a receita original, indicando as adaptações que fiz)
Ingredientes
1 Kg de filet mignon suíno (eu usei picanha suína porque não achei o filet)
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto
4 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de açúcar*
½ xícara (chá) de água*
300g de jabuticaba*
*Eu substitui as frutas e o açúcar por aproximadamente 1 xícara de geleia de jabuticaba. Geleia de amora também funciona maravilhosamente bem.
Modo de preparo
1. Tempere o filet com sal e pimenta do reino. Frite-os com azeite na frigideira por 12 minutos. Reserve.
2.  Na mesma frigideira acrescente a manteiga, a água, as jabuticabas e o açúcar. Se usar a geleia, a hora de acrescentá-la é agora e aí é só pular para o passo 5.
3. Amasse as jabuticabas e deixe ferver tudo por 10 minutos.
4. Retire do fogo e peneire o molho das jabuticabas.
5. Retorne o molho ao fogo e cozinhe até obter textura cremosa.
6. Sirva o filet com o molho de jabuticabas.