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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Acabei de Ler: A Vendedora de Livros

Olás! 

Acabei na semana passada de ler A Vendedora de Livros. Fiquei curiosa quando minha irmã disse que era um livro que andava na bolsa dela porque era tão interessante que ela aproveitava qualquer tempinho para lê-lo. Assim que ela terminou, ele veio para a minha casa e eu também o li num piscar de olhos. 


Começo dizendo que não adianta muito querer comprá-lo em site brasileiros, porque ele está disponível apenas na TAG Inéditos e ele veio na caixinha do mês de Junho para os assinantes. A personagem principal é Kitty Miller, solteira, que dorme num quarto amarelo e é dona de uma pequena livraria junto com sua amiga Frieda e de um gato de nome Aslam. Ou talvez a protagonista seja Katharyn Andersson, dona de casa que dorme num quarto verde malva, mãe de três filhos e bem casada com o arquiteto chamado Lars. Uma vida segue em paralelo com a outra, no mundo dos sonhos, que nem sempre acontecem apenas durante a noite. Às vezes, mesmo durante o dia há momentos em que a nossa heroína parece desligar do mundo real e se transportar para a outra vida. 



Quem está sonhando com quem? Qual é a vida real e qual a vida sonhada? O tempo todo A Vendedora de Livros nos joga de um mundo para outro e até o final não sabemos a resposta a essas perguntas. 

Mais que isso o livro nos leva a pensar sobre as consequências das escolhas que fazemos e é impossível não pensar no efeito borboleta. Aquela velha máxima do "se eu tivesse feito diferente"...


Título: A Vendedora de Livros
Autor: Swanson, Cynthia
Editora: Suma
Ano da edição: 2018
Idioma original: Inglês

Beijos e até já!

PS: Você não conhece a TAG? Não por isso! Você pode descobrir esse fantástico mundo clicando aqui. Se você, como eu, é apaixonado (ou deveria dizer louco) por livros, vai se deliciar!

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Novinhos em folha!

Promoção louca na Livraria Cultura só podia dar nisso: 7 livros acrescentados à minha modesta biblioteca. São títulos que eu já queria e cujos preços eu vinha pesquisando há um tempinho até que plim! Recebi um e-mail indicando 50% de desconto na compra de livros. Não tive dúvidas. Fui conferir a lista de desejos e vi que a Livraria Cultura tinha todos os títulos. Foi só clicar e em poucos dias eles chegaram lindos e com cheirinho de tinta fresca! Eles já foram devidamente cadastrados na minha planilha e estão pacientemente aguardando para ser o próximo da lista de lidos e ganhar uma etiquetinha vermelha em sua lombada. 



O Jardim de Cimento. Ian McEwan.

Eu me apaixonei pela forma como o autor escreve depois de ler A Balada de Adam Henri. Seu texto é envolvente e nos leva a questionamentos sobre os nossos hábitos e nossas certezas. Além disso não deixa nada inacabado. O Jardim de Cimento é um livro pequeno, fininho, sobre a história de quatro crianças que, após perder seus pais, fecham-se em seu pequeno mundo e recriam sua própria estrutura familiar. 

Amor & Gelato. Jenna Evans Welch.

Descobri esse livro no Instagram da Editora Intrínseca, que em seu texto dizia que esse é um livro daqueles que não largamos até descobrir como ele termina. Para ajudar a personagem principal vai para a Itália, mais precisamente para a Toscana, com suas paisagens, sua arquitetura e sua comida. Não tinha como não colocá-lo na lista de desejos. 

O inferno somos nós. Leandro Karnal e Monja Coen.

As palavras desses dois autores sempre arejam minha mente e espero que esse livro possa fazer isso. Em alguns sites dá a entender que ele traz respostas, mas eu não quero as respostas, mas as perguntas que Leandro Karnal e Monja COen sabem magistralmente nos propor.

Vamos pensar um pouco? Maurício de Souza e Mário Sergio Cortella

Eu já era fã dos quadrinhos do Maurício e das palavras do Cortella, mas desde que tive a oportunidade de ver os dois de pertinho na Bienal do Livro de São Paulo em 2016 (com direito a autógrafo do Cortella!!!!) a paixão só aumentou. E juntar os dois num único livro foi uma das melhores sacadas do universo editorial, na minha opinião. E o melhor: vou poder apresentar para a minha pequena de 6 anos o lindo mundo do pensar!

Personal Branding. Arthur Bender.

Já tinha ouvido falar em branding mas nunca tinha me aprofundado mais no assunto até que vi um artigo no blog da Bru Fioreti sobre os dez livros que, segundo ela, valiam para uma sessão de coaching e Personal Branding estava entre eles. Como criar uma imagem pessoal marcante é a grande questão desse livro e a maneira como a Bru falou dele me deixou fascinada. 

A Princesa Prometida. William Goldman.

Mais um livro descoberto no Instagram da Intrínseca. Será um livro com final feliz? Não sei, mas pela descrição da editora, o que mais interessa não é o fim, mas todas as páginas que separam o início do fim.

Leonardo da Vinci. Walter Isaacson.

E de novo Instagram! A editora Intrínseca trouxe essa obra no seu stories e não tive como resistir. Um dos maiores gênios da história contados em quase 600 páginas. Não sei se elas dão conta da grandeza de Leonardo, mas certamente vão me trazer a possibilidade de enormes descobertas.

Nesse momento estou com dois livros para terminar e um na lista para começar, então esses lindos aí em cima ainda vão ter que esperar um pouquinho para reaparecer aqui no blog.

Por enquanto, você pode conferir alguns volumes que eu já li clicando na tag Acabei de Ler.

Beijos e até já!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Acabei de Ler: As Crônicas de Nárnia

Olás!

Já faz um tempinho que li As Crônicas de Nárnia e demorei muito para começar a lê-lo. Lembro-me de ter comprado o livro em uma daquelas incríveis promoções relâmpago de alguma loja online por um valor que esbugalhava os olhos daqueles a quem eu contava. E lá ficou ele enfeitando a estante, com sua linda capa preta e dourada, por alguns - vários - anos. Até que um dia resolvi abri-lo. Difícil então foi largá-lo!

Eu sabia superficialmente do que se tratava porque tinha visto, também superficialmente, o primeiro filme. Mas meus conhecimentos da história limitavam-se a "quatro crianças descobrem que ao entrar num guardaroupas podem chegar ao reino de Nárnia". Não fazia ideia de como a história do livro é complexa, rica e cheia de lugares tão meticulosamente descritos que tem-se a impressão de já ter estado lá. A aparência de alguns personagens é de tal forma contada que quase podemos vê-los. O semblante das crianças eu já trazia nas poucas lembranças do filme. Então foi fácil mergulhar nos capítulos que compõem um único volume contado ao leitor como um avô conta histórias a um neto:  O sobrinho do mago, O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, O cavalo e o menino, Príncipe Caspian, A viagem do Peregrino da Alvorada, A cadeira de prata e A última batalha. Cada um deles traz um determinado período de Nárnia, de sua criação ao seu declínio, e da via das crianças que a visitam.



As páginas são recheadas de lealdade, coragem, honra, amor e respeito, mas também de arrogância, ira e violência, tudo misturado com muita fantasia. Os personagens vivem aventuras incríveis, lutam, riem, choram e tudo é contado com uma linguagem simples como um conto de fadas deve ser. Durante a leitra é quase possível ouvir a voz grave do avô que conta histórias ao neto.



O personagem mais fascinante é Aslam, o leão. Ele mereceria um post a parte, com sua gigante e macia juba, seu jeito de se mostrar apenas àqueles que nele acreditam, seus poderes, sua sabedoria, suas enormes patas que tocam a grama com a força de um colosso e a delicadeza de uma pluma...



No fim do livro, C. S. Lewis ainda brinda seus leitores com um texto delicioso sobre como escrever para crianças, onde fala de sua proximidade com Tolkien (ele mesmo, o escritor de Senhor dos Anéis) e com outros apaixonados pela arte da escrita - sejam eles crianças ou não.



As Crônicas de Nárnia, editado pela primeira vez em 1950, foi um livro escrito para um público infantil, mas cheguei à conclusão de que, na verdade, o que ele faz é despertar  a fantasia da criança que há dentro de cada um, mesmo que para todos os efeitos, a infância já tenha terminado há algum tempo. 


Título: As Crônicas de Nárnia
Autor: Lewis, C. S.
Editora: Martins Fontes
Ano da edição: 2009
Idioma original: Inglês
Prêmios: - 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Acabei de Ler: O Cemitério de Praga

Olás!

Por mais que eu tente não consigo me lembrar em quais circunstâncias comprei esse livro. Talvez numa ida à livraria sua capa tenha me chamado a atenção o suficiente para que eu o comprasse...Talvez numa das tantas andanças por lojas virtuais ele estivesse em promoção... Bom, mas isso agora pouco importa. Se bem que esse esquecimento me remete à trama do livro em questão: nele Simone Simonini, um falsário e o único personagem não-real da história narra parte de sua vida em um diário onde também escreve o abade Dalla Piccola que pode - ou não - ser o próprio Simonini, Mas esse é apenas um dos acontecimentos intrigantes do livro. Umberto Eco, que além de ser um dos mais renomados escritores no mundo, é também filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo, cria um texto que mistura ficção com realidade transformando personalidades como Freud (aquele mesmo, o pai da Psicanálise), Garibaldi (o paladino da Unificação Italiana) e Monet (um dos principais pintores do movimento denominado Impressionismo) em personagens de uma trama complicada e profunda, assustadora e intrigante.



Simonini, como disse antes, é o único personagem inventado pelo autor e sofre logo no começo do livro manifestações de perda temporária de memória que, quando o acometem, abrem espaço para que o abade Dalla Piccola apareça. Contada assim parece uma daquelas situações que "só Freud explica". Realmente no livro Simonini chega a dizer que para casos como o seu Freud, ou Froide, como aparece no texto, indica uma terapia que até então bem poucos conheciam e entre aqueles que conheciam, muitos desconfiavam: a auto-hipnose.



É uma trama no começo um tanto difícil de acompanhar, pela linguagem e escrita extremamente ricas típicas de Umberto Eco, fantasticamente traduzidas para o português por Joana Angélica d'Ávila Melo. Aos poucos, contudo, o leitor vai sendo envolvido pela narrativa e chega ao ponto de não querer mais largar o livro. 




É um livro fascinante mas confesso acreditar que minha experiência literária poderia ter sido até mais intensa e emocionante não fosse o meu escasso conhecimento da maioria dos personagens citados e sua inserção nos acontecimentos que marcaram a história da Humanidade. Maaaaas, pensando em leitores como eu, Umberto Eco deixa de presente uma tabela no fim do livro que elucida pelo menos em parte, o papel de cada personagem na história.



Seria redundância dizer que essa é mais uma obra sensacional de Umberto Eco. Mas Umberto Eco da redundância passa bem longe.

FICHA TÉCNICA

Título: O Cemitério de Praga
Autor: Eco, Umberto
Editora: Record
Ano da edição: 2012
Idioma original: Italiano
Prêmios: - 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Acabei de Ler: Playbook - O manual da conquista

Olás!

Ultimamente estou lendo muito e estou muito feliz por conseguir essa façanha apesar de todos os compromissos, Tenho várias resenhas em atraso mas garanto que está tudo devidamente anotado, aguardando apenas uma brechinha para sair das páginas do caderno e vir para as páginas do blog.

Para começar o desafio #vamosdiminuirafila venho com um livro engraçadinho.

Parênteses: Cara leitora, não continue a leitura do texto se na sua opinião "André fez o jantar" como nome de esmalte é uma ofensa às mulheres e uma bandeira do machismo a ser derrubada pelas feministas de plantão.

Continuando....

Já falei aqui da série How I Met Your Mother, lembram? Pois bem, um dos autores do livro de hoje é Barney Stinson, o garanhão (ou metido a tal) da turma de cinco amigos que protagonizam os episódios. O outro autor, que também merece aplausos, é Matt Kuhn, que também escreveu cerca de 50 episódios da série. Fã que sou, não resisti quando vi a propaganda de Playbook: o manual da conquista  em um site e corri para encontrá-lo pelo melhor preço. Ele ficou na estante de casa até o dia em que, depois de terminar de ler um livro de 737 páginas (do qual vou falar logo logo), me deu vontade de pegar um livro fininho, leve em todos os sentidos, e de rápida leitura.



Não é uma história contada, mas sim uma série de fichas técnicas, devidamente organizadas por dificuldade e aptidão do candidato sobre como conquistar uma mulher. Mas que fique aqui bem claro: conquistá-la não significa casar-se com ela. O objetivo é bem outro. Nessas fichas os autores dão o Índioce de Sucesso, o Público-alvo, os Pré-Requisitos, o Tempo de Preparação e os Pontos Negativos e cada técnica de conquista tem um nome: O Jogador de Beisebol, Baby Sitter, Nasa-S, Eu Consigo Pousar Este Avião são alguns dos títulos das fichas. Dá pra imaginar o que espera o leitor, né?



É muito engraçado ler o livro e ao mesmo tempo ficar imaginando a cara do Barney tomando foras e mais foras como resultado de abordagens a dizer pouco inacreditáveis. Claro que, mantendo vivas todas as características do personagem, os autores tratam as mulheres como objetos manipuláveis, muitas sem vontade própria e outras tantas sem sequer capacidade de raciocínio.  De tão absurdo, fica engraçado. Ainda mais sabendo quais são as consequências dessas cantadas nos episódios da série.




É uma leitura leve e descontraída e nada impede que ela aconteça aleatoriamente e não na sequência numérica das páginas, visto que o livro, como já disse, é composto por fichas curtas, de uma ou duas páginas. Mais que um livro, é uma conversa na mesa do bar de um "Bro" mais experiente (Barney) com um "Bro" menos experiente (no caso você, leitor), dando conselhos e dicas sobre como terminar a sua noite com "saldo positivo".



Considerando que eu sou muito bem casada e, mesmo que eu não fosse, as técnicas não se aplicam a alvos do sexo masculino, acho que será impossível dizer se elas funcionam ou não na vida real para conquistar alguém. Mas garanto que para divertir quem as lê, funciona um bocado!

FICHA TÉCNICA

Título: Playbook - O manual da conquista
Autor: Stinson, Barney & Kuhn, Matt
Editora: Intrínseca
Ano da edição: 2015
Idioma original: Inglês
Prêmios: - 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Meu (novo) Caderno de Leitura!!

Já falei aqui de Caderno de Leitura. E agora volto ao assunto para mostrar que gostei tanto da ideia de cadastrar os títulos que leio que resolvi fazer um caderno só para isso.

Poderia usar (e vontade não faltou) um daqueles cadernos prontos, mas seu preço dificulta um tanto e por isso resolvi continuar com o modelo "Faça você mesma". A base é um caderno capa dura, daqueles baratinhos azuis, amarelos, vermelhos ou verdes vendidos em qualquer papelaria. Quando fui comprá-lo, minha irmã estava comigo, abraçou a ideia e, coincidência ou não, encontrou no meio de tantos papeis adesivos vendidos um justamente com a estampa de livros e fez essa capa linda!


O conteúdo é muito parecido com o primeiro: Título, Nome do autor, Editora, Lido em, 1ª ed., Livro de, Idioma Origem, Idioma de Leitura, Prêmios, Observações, Citação e Opinião. Também deixei um espaço para manter o controle da inserção de sua resenha no blog e no Skoob.



Muitos podem estar se perguntando: "Mas para que serve ter um caderno desses?". Cada usuário deve ter um ou mais motivos específicos. Para mim ele não apenas serve como um fichário dos livros lidos mas foi graças a ele que consegui elencar todos os livros que li em 2014. Além disso é também reviver um pouco de cada obra, uma maneira de estar perto daquele título sem estar com o mesmo nas mãos. 



Sem contar que para viciados em leitura como eu é uma delícia ver as páginas sendo preenchidas e a lista dos "lidos" aumentando!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O que li em 2014

No segundo semestre do ano passado voltei a dar aulas de História da Arquitetura e do Urbanismo e li muitos textos sobre os assuntos tratados na sala. Apesar do prazer dessas leituras e as novas descobertas que esses escritos sempre me trazem, acabei ficando com menos tempo do que eu gostaria para ler outros gêneros e menos tempo ainda para escrever sobre aquilo que consegui ler.

Para compensar, aqui vai uma lista dos livros que li em 2014 e uma prévia da minha avaliação.


  • A rainha do castelo de ar - Stieg Larsson  ««««««««««
  • Fiquei com o seu número - Sophie Kinsella «««««
  • Rivergination - Luciana Litizzetto«««««
  • A casa - André Vianco ««««
  • Ti ricordi di me? - Sophie Kinsella ««««
  • A cabeça de Steve Jobs - Leander Kahney ««««
  • Quando as mulheres oram - Pe. Eduardo Malaspina «««««
  • O Vendedor de Sonhos e a revolução dos anônimos - Augusto Cury ««««
  • O lado bom da vida - Matthew Quick «««
  • Sou louca por você - Federica Bosco ««««

Dos dois primeiros já escrevi e, para quem quiser ler ou reler o que eu disse, é só clicar no título do livro. Com relação aos outros, gostaria muito de poder escrever um post específico para cada um deles. Não sei se vou dar conta, mas vou tentar, porque todos valem um comentário mais profundo que apenas estrelinhas!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Acabei de Ler: Fiquei com o seu número

UAU. Essa é a única palavra que, para mim, consegue resumir o conteúdo de Fiquei com o seu número, de Sophie Kinsella. Para quem não a conhece, Sophie é autora de livros como O segredo de Emma Corrigan, Samantha Sweet executiva do lar e da série Becky Bloom, dos quais já li Delírios de consumo na 5ª Avenida e A lista de casamento de Becky Bloom, todos livros engraçados, de leitura leve e descontraída e que pesaram bastante na decisão da compra de Fiquei com o seu número.



Só que logo nas primeiras páginas achei que tinha me enganado : a estória de Poppy começa poucas semanas antes de seu casamento, com a perda de seu anel de noivado (de esmeralda, “na família há gerações”), com o roubo de seu celular (cujo número ela havia dado a todos aqueles que poderiam de alguma forma ajudar a encontrar o anel) e com o resgate de um celular de uma lata de lixo. Esse aparelho resgatado é corporativo e deveria ser utilizado pela assistente de um dos gerentes de uma grande empresa para filtrar e encaminhar a este mensagens e e-mails importantes. Poppy resolve pegar o celular emprestado por apenas alguns dias, mas a protagonista mal podia imaginar (eu também não) que ela se envolveria até em uma conspiração para acabar com a reputação do fundador da empresa à qual o celular pertencia.


E mal podia eu imaginar como um livro que me deu desespero nas primeiras páginas, poderia se tornar tão profundo e engraçado. Vários personagens pontuam os capítulos, mas é em torno de Poppy e Sam – o empresário – que quase tudo acontece. Poppy é uma fisioterapeuta inglesa à voltas com os preparativos de seu casamento, com sogros intelectuais e insuportáveis, um noivo aparentemente perfeito, uma amiga legal, outra nem tanto e uma cerimonialista folgada. Sam é um empresário superultramega ocupado, grosso, estúpido e, na opinião de Poppy, infeliz.

As páginas vão passando e lições de vida começam a surgir através de situações que tiram os personagens da zona de conforto e que vão mostrando quão diferentes as leituras da lida podem ser. Não certas ou erradas. Simplesmente diferentes.


Como o livro termina? Não posso contar o que está nas últimas páginas, mas posso garantir que se você resolver lê-lo, no final certamente haverá um sorriso estampado no seu rosto!



Sobre a autora
Madeleine Wickham, ou Sophie Kinsella, nasceu em 12 de dezembro de 1969 em Londres. Antes de escrever livros voltados predominantemente para o público feminino (como Fiquei com o seu número e todos os outros que já citei), ela era jornalista de economia, como sua personagem Becky. Para quem quiser saber mais sobre ela, podem encontrar mais no Facebook e em seu site

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Acabei de ler: A Rainha do Castelo de Ar

Olás!

Vocês já ficaram com raiva de um autor porque ele morreu? Eu sim. E o nome dele é Stieg Larsson.

Estou brincando. É claro que eu não tenho raiva dele e vou esclarecer antes que me julguem mal. O jornalista sueco morreu em 2004: ele faleceu muito novo e não posso deixar de pensar na vida que ele ainda tinha pela frente. E mais ainda: não consigo parar de imaginar a quantidade de livros que ele poderia ter escrito, mas não teve tempo de fazê-lo. E tenho certeza de que seriam livros dos quais eu iria gostar muito, como a Trilogia Millenium, a culpada pela falta que sinto da mais remota possibilidade de ler novas obras de Larsson. Podem rir de mim, mas quando comecei a ler o terceiro volume da série, A Rainha do Castelo de Ar, eu propositadamente o fiz muito lentamente, para fazer com que o livro durasse mais, como comer um biscoito recheado por partes para prolongar o prazer de seu sabor...

Bem, li o livro inteiro e senti um vazio enorme quando terminou. Ao mesmo tempo fiquei aliviada por ele ter sido tão bom quanto os outros dois, pois eles foram tão surpreendentes que fiquei com muito receio de ter uma grande decepção. A Rainha do Castelo de Ar é um livro denso, da primeira à última palavra, daqueles que nos mantêm com os olhos colados em suas páginas e, apesar da minha intenção em retardar ao máximo seu término, depois de três capítulos a minha resolução tinha ido pras cucuias. É impossível parar de ler a estória que agora envolve não apenas Lisbeth e Michael, mas muitos outros personagens. Ela dança magistralmente entre passado e presente sem perder o fio da narrativa e cada personagem é criado minuciosamente, com uma história de vida que não necessariamente está explícita, mas está ali, nas entranhas e o torna real, quase palpável. 

São tantos detalhes importantes que é impossível contar um livro em um único post. Ele deve ser lido. A trilogia deve ser lida. Só assim será possível entender e sentir aquilo que estou tentando dizer. Não basta apenas dizer que são três livros cujos temas principais são bem pesados, como a exploração e a violência sexual contra mulheres, intrigas, corrupção e assassinatos. 



Eu não lia um livro que envolvia tão bem suspense e crimes há muito, muito tempo. Talvez nunca tenha lido. Talvez nunca mais leia já que, voltando ao início do post, Stieg não está mais entre nós. Para não dizer que nada mais lerei algo que envolva seu nome, encontrei por acaso sua biografia, escrita por Jan-Erik Pettersson. Pelo que ouvi dizer, sua vida não é menos interessante que seus livros.

E nas minhas andanças pela internet encontrei este artigo, datado de 2013, onde acende-se a possibilidade da saga ter continuidade mesmo sem Larsson. Vamos aguardar.

PS: Depois que terminei de ler o livro, vi a versão hollywoodiana o filme Os Homens que Não Amavam as Mulheres, o primeiro da trilogia Millenium, com Daniel Craig e Rooney Mara (que ganhou o Globo de Outro como Melhor Atriz em Filmes de Drama). Na minha opinião não é propriamente o que eu classificaria como um filme ruim e sei que adaptações cinematográficas nunca representarão exatamente aquilo que lemos nos livros, mas sinto-me na obrigação de dizer que o roteiro em questão não conseguiu sequer dar uma noção da profundidade dos enredos. Mesmo com a atuação brilhante de Mara, senti como se estivesse assistindo apenas a uma sequencia de trechos que em momento algum foram ligados entre si. Já que me disseram que a trilogia sueca é muito melhor, estou disposta a tentar assim que eu a encontrar, mas vou sem expectativas, já sabendo que livro e filme são duas coisas beeeem distintas.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Acabei de Ler: La prima Indagine di Montalbano

Uma das vantagens de dominar vários idiomas é a possibilidade de ler livros que não necessariamente são editados na língua mãe do leitor – ou na língua do país onde ele vive. Esse é meu caso: nasci na Itália e vivi lá até os onze anos. Quando me mudei para o Brasil aprendi a ler, escrever e falar português na escola, mas sem perder o contato com as minhas origens e depois de alguns anos, comecei a dar aulas de italiano e graças a essa atividade consegui não apenas manter o que eu já sabia, mas pude aprofundar o conhecimento formal do idioma. Hoje, exatamente pelo domínio que tenho tanto do português como do italiano, consigo falar, escrever e ler praticamente com a mesma facilidade nos dois.

Além disso as aulas me levaram a conhecer pessoas que assim como eu vieram de lá e trouxeram consigo um montão de livros interessantes e/ou trazem mais um tanto todas as vezes que retornam à terrinha.

Não fossem as aulas que dei e ainda dou, não teria tido a oportunidade de conhecer obras que ainda não são traduzidas para o português, como La prima indagine di Montalbano, de Andrea Camilleri.



Montalbano é um delegado de polícia perspicaz, pronto a resolver todos os casos com a dedicação e a garra típica dos sicilianos, que de tão interessante saiu das páginas dos livros e se tornou protagonista de uma série televisiva exibida pela RAI. Se bater a curiosidade, aqui está a página da série.

No livro, apesar do título ser “A primeira investigação de Montalbano”, o autor apresenta três estórias que retratam o comecinho da carreira do nosso herói através de três casos diferentes. São contos que envolvem mistério mas que, ao contrário de tantos outros do mesmo autor, não envolvem assassinatos de pessoas. No primeiro o ponto central é uma estranha matança de animais, que começa com um peixe e chega a um elefante. No segundo o personagem central é uma moça misteriosa que está supostamente envolvida com a máfia e no terceiro o caso a ser resolvido é o do sequestro – e da libertação - de uma menininha. Os três contos equilibram as doses certas de mistério, de tensão, de comédia – com as tiradas mal humoradas do delegado, que sofre de uma gastrite-crônica-quase-úlcera – e até de romance, ingredientes presentes em todos os trabalhos de Camilleri. Não vou me aprofundar porque corro o risco de dizer o que acontece no final...

Outra característica da literatura deste autor é o idioma: os contos se passam na região da Sicília e, apesar da maior parte do livro ser em italiano, os diálogos são escritos em dialeto siciliano, conferindo ainda mais realismo aos seus personagens e tornando a leitura mais árdua mesmo para quem domina o italiano, mas justamente por isso mais divertida (pelo menos na minha opinião).


Sei que para quem está lendo pode ser difícil ter acesso a essas obras, mas se tiverem oportunidade – e se souberem ler em italiano – se joguem na leitura. Não vão se arrepender!!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Acabei de Ler: O Poder da Paciência

É o motorista barbeiro que corta a frente dos outros na rua, o serviço de telemarketing da operadora de celular que vive ligando e mandando sms, é a compra feita pela internet que demora o dobro do tempo previsto para chegar na sua casa, é o serviço de atendimento por telefone não gratuito da companhia de seguros que deixa o cliente esperando horas no telefone, é a consulta médica que nunca acontece na hora marcada, é a filha que faz birra, o cliente que muda o pedido depois que o trabalho já está feito, é o esmalte que lasca logo depois da saída do salão da manicure: quantas vezes por dia nos pegamos dizendo "Dai-me paciência!". De acontecimentos mais graves até coisas que podem ser consideradas bobagens, tudo parece testar o nosso poder de autocontrole e muitas vezes quando o dia termina estamos a ponto de explodir devido a todas as situações negativas que nos forçamos a engolir só porque pensamos que "é preciso ter paciência". 

Mas o que significa ter paciência? Mas será que ter paciência significa aturar tudo a ponto de correr o risco até mesmo de gerar problemas de saúde? Ou será que ser paciente é sinônimo de ser trouxa? Ou será a paciência um dom divino, que só alguns escolhidos recebem ao nascer? Segundo Mary Jane Ryan a resposta a todas essas perguntas é não. Para a autora do livro O Poder da Paciência ser paciente não significa se transformar em mártir e nem é uma dádiva dos céus. Ao contrário, paciência é algo que pode ser treinado e seu uso só trará benefícios, como a tranquilidade, a capacidade de encarar a rotina de uma maneira mais tranquila. Além disso, a autora mostra que a paciência é uma das principais características das pessoas que conseguem tudo o que querem, pois sabem esperar e ter a determinação necessária para enfrentar os obstáculos e atingir os objetivos: afinal de contas, como diz o ditado, "quem tem pressa come cru".



Este é basicamente um daqueles livros que podem ser catalogados como de auto-ajuda e sua linguagem é simples, descontraída mas sobretudo sem culpa: a autora afirma que paciência é sobretudo algo que devemos exercitar antes de tudo conosco, com as nossas próprias atitudes e nossos próprios erros, entendendo que somos seres humanos e todos os seres humanos erram. Recomendo muito sua aquisição, porque apesar de não ser nenhum best-seller, O Poder da Paciência é, na minha opinião, um daqueles livros que deve ser lido todas as vezes em que exercitar essa qualidade começa a ficar difícil, mesmo que seja para abri-lo num capítulo aleatório e ler o que M. J. Ryan tem a dizer: pode não resolver todos os problemas, mas certamente acenderá algo de bom e acalmará a fúria que às vezes começa a se instalar em nossas mentes! 

Mudando um pouquinho de assunto: a partir deste post, para todos os livros lidos, decidi colocar no final uma fichinha técnica, aproveitando todas as informações que já anoto no meu caderno de leitura. Aceito críticas construtivas e sugestões!

FICHA TÉCNICA

Título: O poder da Paciência
Autor: Ryan, Mary Jane
Editora: Sextante
Ano da edição: 2006
Idioma original: Inglês
Prêmios: - 


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Acabei de Ler: Anna e o Beijo Francês

"Anna e o Beijo Francês" faz parte daquela coleção de livros que comprei pela internet escolhendo os títulos no blog A Series of Serendipity, da Melina Souza. Aparentemente me pareceu um livo com e para adolescentes, mas gostei da cara dele, resolvi arriscar e coloquei-o no carrinho do site, ainda pensando que poderia achar o livro no mínimo chato. O clássico pensamento de adulta, contudo, precisou ser revisto, porque a leitura foi surpreendente.


Anna, uma garota de 17 anos que sonha em ser crítica de cinema, muda-se dos Estados Unidos para Paris a contragosto, para estudar num colégio interno como seus pais queriam. Ao chegar na escola, faz amizades que serão decisivas para mudar sua visão da vida e da Cidade Luz, que abriga perfeitamente esse enredo. Uma dessas amizades em particular mudará todo o rumo da viagem e da sua vida: o nome dele é Étienne St. Clair, considerado "o amigo de todos". Para ela será... Não posso contar senão estraga o suspense. Para melhorar, a paixão de Anna por filmes pode ser respirada através das páginas, onde estão descritas as visitas que ela faz aos cinemas parisienses e seu profundo conhecimento sobre o assunto.
Stephanie Perkins, a autora, tem um sorriso lindo na foto da aba da capa e esse sorriso diz muito sobre seu jeito de escrever. É uma leitura leve e por isso se torna rápida, daquelas que nos fazem perder a noção do tempo; queremos ler "só mais um pouquinho" e quando nos damos conta, o livro está acabando. Os personagens são intensos, não adolescentes caricaturados e vazios. São pessoas que convivem com conflitos internos e externos, conflitos que poderiam acontecer com qualquer um - adolescente ou não. São personagens criados com uma vida que existia antes do momento narrado pelo livro e acho isso bárbaro numa estória: fiquei pensando se a sra. Perkins não pensa em escrever um livro sobre a vida de St. Clair antes da chegada de Anna em Paris. 


Meus parabéns vão também à editora Novo Conceito, que manteve para a edição brasileira, a mesma capa da primeira edição americana: adorei a ideia do banquinho e da torre, elementos extremamente franceses, mas adorei ainda mais o fato de aparecer apenas o braço do personagem masculino (será ele St. Clair ou um dos outros garotos da escola?), deixando que a mente do leitor viaje para construir o semblante do moço, como deve ser num bom livro.



O cuidado também aparece nos detalhes: as páginas são amarelas, com um bom tamanho de fonte e espaçamento o título aparece no cabeçalho de todas as páginas com a mesma fonte da capa, os números das páginas vem entre arabescos e a torre Eiffel aparece também na lombada do livro. Nas andanças na web vi muitas críticas à capa brasileira e também à sua repetição nas traduções de outros países (por exemplo Espanha, Romênia, República Tcheca, Austrália e Turquia), mas não vejo fundamentos nessas críticas, são apenas questões de gosto - que (na maioria das vezes) não se discute. 
Pelo que andei pesquisando também na web, a autora ruiva com mecha azuis (sim sim, só olhar aqui) também escreveu "Lola e o Garoto da casa ao lado" e em 2013 deve ser lançado seu mais novo livro, "Isla e o felizes para sempre". Pelo que consegui entender ele será lançado em Setembro nos EUA para depois vir para o Brasil. Vou ficar de olho. Por enquanto me resta encontrar "Lola e o Garoto da casa ao lado" num precinho camarada e com ele desligar o abajur bem tarde porque fiquei lendo "só mais um pouquinho".

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Acabei de Ler: Não sei como ela consegue

Tenho uma lista de divas e entre elas está a belíssima Sarah Jessica Parker  e tudo o que ela faz me interessa, mesmo que seja para dizer que não gostei. Vi há um bom tempo que havia sido lançado um filme chamado Não Sei como Ela Consegue, protagonizado pela diva loirissima e numa rápida pesquisa na internet a respeito do filme, descobri que ele havia sido inspirado na obra da inglesa Allison Pearson. Viva! Filme com S.J.P. + livro são para mim uma combinação perfeita e tratei logo de comprar o meu exemplar, esperando pelo momento em que conseguiria ver o filme. Esse momento estava demorando demais para chegar então resolvi encarar a leitura antes.
O livro foi editado pela Rocco em 2003 e a sua impressão em papel branco não é das minhas preferidas, assim como a sua diagramação.


Eu achei que sua leitura seria light, engraçada, leve, mas não foi bem assim. Logo na capa, o subtítulo dá uma noção do conteúdo: "Uma comédia sobre o fracasso, uma tragédia sobre o sucesso" e a leitura me surpreendeu bastante. Eu sou mãe há apenas 13 meses, sou multifuncional, trabalho o dia inteiro, ADORO meu trabalho, mas também AMO minha família e quando minha pequena nasceu, apesar de ter certeza mais que absoluta que eu queria continuar trabalhando, pensei muito a respeito de como não ser uma mãe ausente. Talvez por isso a leitura desse livro tenha sido tão difícil para mim. 
O livro é escrito em primeira pessoa, todo contado através das palavras da protagonista Kate Reddy, o protótipo da mulher contemporânea, que tem dois filhos pequenos, um marido, um emprego que ela adora e uma dificuldade enorme em distribuir o seu tempo de maneira justa e proporcional entre todos esses elementos de sua vida. Claro que essa fórmula de "mulher-que-carrega-o-mundo-nas-costas" só poderia dar em algumas - várias - perdas no meio do caminho e isso é bem angustiante em alguns momentos do livro, porque é como se a gente visse a vida dela - apesar dela estar contando - de longe, fazendo com que fique fácil perceber de antemão as consequências de suas atitudes. Várias vezes senti vontade de pegar a protagonista pelos ombros, dar-lhe uma sacudida e gritar: "Você não está vendo o que está fazendo com seu marido e seus filhos??!!!". Em outros momentos a vontade é de abraçá-la e confortá-la, porque apesar de ser divertida e engraçadamente desastrada, ela também precisa de colo.
Não posso contar mais porque senão vou bancar a estraga-leitura, mas posso garantir que a vida sempre dá muitas voltas e com a Kate não vai ser diferente!



terça-feira, 20 de agosto de 2013

Caderno de Leitura

Que devoro livros já não é mais segredo. Louca por organização então, já virou apelido. Eis que, belo dia, passeando por blogs, descobri que a Moleskine, marca de cadernos pela qual tenho verdadeira adoração, disponibiliza uma caderneta onde é possível registrar todos os dados dos livros lidos. Já conhecia o Film Journal, mas não sabia, até então, da existência do Book Journal. Quando o descobri, depois de dar mentalmente vários pulinhos de alegria, fui logo pesquisar para saber quanto custa e se era vendido no Brasil. As respostas às minhas perguntas foram decepcionantes: quase R$ 94,00 em uma livraria brasileira famosa ou mais ou menos R$ 60,00 (pagos em dólares) se comprado numa livraria internacional que na época não cobrava frete. Ao ver esses precinhos levemente salgados, resolvi então fazer meu próprio Book Journal aproveitando o fundo do meu caderno GTD. 

Escrevi a mão os campos Nome, Autor, Editora, Idioma de Origem, Prêmios, Lido em, Data da 1ª edição, Data da minha edição e deixei um campo para observações e citações. Não é um Moleskine, mas atende muito bem seus objetivos. Preencho essas informações todas as vezes que termino a leitura de um livro e são elas que me ajudam a montar os textos da série Acabei de Ler aqui do blog.
Além de ajudar com os textos do blog, essas fichas me dão a oportunidade de repassar mentalmente os livros lidos e de perceber a velocidade com a qual estou lendo (oba!), velocidade que infelizmente os textos do blog não tem conseguido (ainda) acompanhar.
Já tenho um bom tanto de livros fichados, um melhor que o outro, e todos eles estarão em breve aqui no blog, devidamente apresentados, com o texto correspondente e a foto de suas capas. Afinal, pra que unir duas paixões se não torná-las públicas depois?

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Acabei de ler: As 100 Melhores Idéias para terminar o dia com a sensação de missão cumprida

Que eu adoro tudo que fala de organização, não é mais segredo. Adoro ler artigos, revistas, livros que tratam do assunto e me esforço para colocar os conselhos em prática. Confesso que várias vezes me deparei com artigos cansativos, que mais complicavam que facilitavam e acabei abandonando a leitura porque começar a organização era mais complexo que burocracia de cartório. Mas eis que um dia, fuçando na sessão de livros de uma famosa loja on-line o site, muito esperto, colocou esse livrinho na lista de sugestões e o título me chamou muito a atenção: foi impossível resistir e acabei comprando "As 100 Melhores Idéias para terminar o dia com a sensação de missão cumprida" de Richard Templar.


Como o título diz, é um livro com 100 dicas sobre como ser mais produtivo e menos frustrado em relação às tarefas do dia-a-dia, tudo escrito de uma maneira muito bem humorada. Além de ter um tamanho muito interessante (de bolso), a publicação se organiza muito mais como uma série de conselhos que não necessariamente precisam ser lidos na ordem apresentada na impressão, mas podem ser consultados abrindo o livro ao acaso ou consultando o índice e indo direto para a página que interessa. Nada de neuras nem de obrigações, apenas dicas simples que, exatamente por sua simplicidade, são fáceis de pôr em prática e que têm certamente mais chances de dar certo do que aqueles métodos super-ultra-mega complicados que precisam de um manual para serem implementados.

Do livro: "Se você pensa que pode ou se você pensa que não pode, provavelmente está certo" (Henry Ford)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Acabei de Ler: Amanhã você vai entender.

Sou apaixonada por livros. Louca por livros. Viciada. Não vivo sem. Adoro passar horas em livrarias, mas como não tem me sobrado muito tempo para alimentar esse vício, me contento (licença poética de posição de pronome) com as compras on-line, que trazem de brinde aquele sentimento bom de expectativa que chega antes do pacote. 
Dia desses me deu uma dessas vontades loucas de comprar livros. E queria livros gostosos de ler, que me transportassem para lugares legais, com sentimentos bons, com personagens que me fizessem sorrir. Não queria romances épicos, não queria best-sellers da moda. Queria algo mais leve. E queria indicações, porque se tem uma coisa que me deixa frustrada é não gostar de um livro que estou lendo. Então me lembrei de um lugar onde eu podia encontrar essas indicações e fui passear no A Series of Serendipity. Achei uma lista (bem grande) de livros como esses que eu queria. Anotei o título de alguns e lá fui eu para as lojas virtuais. 
Quando as minhas caixas finalmente chegaram, veio a dúvida: qual ler primeiro? Ao acaso escolhi Amanhã você vai entender e não me arrependi: livro gostoso de ler, que me transportou para lugares legais, com sentimentos bons, com personagens que me fizeram sorrir.


A autora Rebecca Stead deu vida a Miranda, uma menina de 12 anos que começa a receber estranhos bilhetes de alguém desconhecido e se vê envolvida num mistério que ela deve desvendar para salvar a vida de seu melhor amigo e do misterioso autor dos recados. Podia ser um livro só para adolescentes, mas não é. É um livro com adolescentes, que fala sobre amizade, lealdade, companheirismo e... Teoria da Relatividade! Daqueles livros que, se você passar da primeira página,  não vai querer parar de ler até terminar.