Mostrando postagens com marcador Viagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Viagem. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de junho de 2014

Cliques! Bologna 2005

Olás! 

Apresento a vocês o primeiro post da série Cliques, da qual já falei aqui. Começo apresentando a cidade italiana de Bologna, ou Bolonha em português. O texto, apesar de ter sido escrito por mim em 2005, durante minha viagem pela Itália, é inédito, pois nunca foi mostrado a ninguém.

Bologna respira arte. Todos os lados para os quais o olho corre nos oferecem uma joia, uma obra prima, como um pequeno diamante lapidado com todo o cuidado e experiência. As ruas e ruelas se parecem bastante umas com as outras, embora todas tenham algo de singular. É estranho e relativamente difícil conseguir se orientar aqui sem ao menos um mapa turístico: uma simples volta no quarteirão corre o risco de se tornar uma maratona. Mas vale a pena. Ao longo do caminho a cidade se mostra, se oferece a quem a visita e retribui com paisagens surpreendentes. Não grandes vistas, estas reservadas à Piazza Maggiore, mas pequenas janelas, gotas de imagens. A cada curva uma surpresa e a casa pórtico um encanto. 

No centro todos os prédios antigos tem loggias, coberturas sobre os passeios à frente dos estabelecimentos comerciais. Todos os tetos são abobadados e todos os pisos revestidos com pedras e mosaicos, dos mais simples aos mais refinados. Os passeios levam, na maioria das vezes, a livrarias: da Feltrinelli Mega Store a pequenas banquinhas que oferecem livros com descontos de 50%. É uma cidade universitária e a impressão que se tem é de que a maioria de seus moradores são jovens. Sem falar na estranha impressão que causa a rua da Universidade: os muros estão cobertos por anúncios de compra-se, vende-se, oferece-se, procura-se, de grafites, de propagandas. Não é difícil encontrar uma rodinha de estudantes tocando violão e fumando cigarros baratos. Uma ilha a parte. Mas a atmosfera da cidade não muda, continua aconchegando sem sufocar. 

Às vezes Bologna parece não estar nem aí com o visitante e então, quando este está mais distraído, ela prepara uma de suas tantas surpresas, de uma ruela nova a um motorista de ônibus extremamente gentil disposto a ajudar uma italiana e uma alemã perdidas na cidade. 

É dessas pequenas coisas que Bologna é construída. Os tijolinhos ocre de deus prédios antigos são coadjuvantes.  

Fonte no Parco della Montagnola
Porta Galliera

Teatro Arena del Sole
Via Santo Stefano
As duas Torres
Piazza Maggiore - Palazzo dei Notari
Basilica di San Petronio
Palazzo d'Accursio XIII
Fontana di Nettuno
Palazzo del Podestà
Basilica e Palazzo dei Notari - Detalhe
Palazzo d'Accursio XIII - Torre do relógio
Igreja de San Giacomo Maggiore
Loggia da igreja de San Giacomo Maggiore
Palazzo Malvezzi de Medici (Piazza Rossini)
Cattedrale di San Pietro
Loggia in Via dell'Indipendenza
Loggiato del Parco della Montagnola

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Viajar com bebê: o que levar?

Faz um bom tempo que este blog está sem receber nenhum novo texto, um pouco por falta de organização da minha parte e muito por falta de tempo causada por um grande volume de trabalho, alguns tropeços com a saúde e mudanças das quais devo falar em breve. Mas aqui estou eu novamente e volto logo com um post sobre organização!
Já falei aqui que eu adoro fazer listas e acho que não foi uma única vez. Adoro mais ainda quando a lista está toda riscada, cheia de "ok", sinal de que a tarefa foi cumprida. Algumas pessoas acham que sou neurótica por usar tanto essa ferramenta. Posso até ser, mas essa minha neurose me dá uma tranquilidade inimaginável, sobretudo quando tenho pouco tempo para fazer alguma coisa e o nervosismo gerado pela situação certamente me levaria a esquecer algo, não fossem minhas listinhas adoradas. 
Foi assim quando viajamos para Holambra, há pouco mais de um mês. Como disse no último post, foi nossa primeira viagem com a pequena e com uma criança de um ano, não podia me dar ao luxo de esquecer alguma coisa em casa. Também não seria legal perder tempo procurando farmácias e lojas de artigos para bebês num fim de semana de descanso, né? Por isso, antes de começar a arrumar a mala, tratei de fazer uma lista com tudo aquilo que precisaríamos levar para a pequena, valendo-me para tanto não só da minha experiência mas de um bom passeio por páginas na internet. Encontrei muitas listas, de diversos tamanhos, com diversas orientações sobretudo muitas repetidas, o que dificultou muito identificar quais os verdadeiros autores das páginas. Para não cometer injustiças - e porque elaborei uma lista adaptada à realidade da minha filhota - prefiro não linkar o material que encontrei.
Antes de mais nada tratei de manda um e-mail para o hotel escolhido para saber se eles tinham um berço disponível porque não temos um berço de acampamento e nem caberia um no nosso carro. Eles me responderam que até tinham, mas não estava em bom estado, e que de qualquer modo no quarto havia duas camas. Eu e maridinho optamos então por juntar as camas, colocar a pequena para dormir conosco e deu super certo!
Outra coisa importante era saber se a cozinha do hotel funcionava 24 horas por dia e se podíamos contar com ela para aquecer o leite caso precisássemos. Mais uma resposta positiva.
Como disse, montei a lista do que levar e fiz um apanhado pensando no que eu realmente uso no dia-a-dia, evitando assim carregar peso e volume a toa. Ainda assim devo dizer que muitas das coisas que levei acabei não usando (como boa parte das roupas e o termômetro), mas sou daquelas pessoas que acreditam piamente que uma mulher prevenida vale por duas, sobretudo se ela for mãe de uma bebê de um aninho!
A minha lista, para três dias de passeio, considerando previsões meteorológicas instáveis, ficou assim:

  • 06 calças, 06 camisetas e 03 blusas de frio - usei dois terços dessa quantidade, mas lembro que é impossível prever o quanto uma criança pode se sujar
  • 01 pacote de fraldas dia e 01 pacote de lencinhos umedecidos - preferi levar logo um fechado de cada do que ficar fazendo contas
  • pomada para prevenir assaduras - está sempre junto com as fraldas
  • fraldas de pano - várias, não ocupam espaço e são úteis em várias ocasiões 
  • 02 mamadeiras uma para leite e outra para água e suco
  • 01 lata de leite em pó - assim como para as fraldas, preferi  pecar por excesso
  • loção repelente e protetor solar - mosquitos e raios de sol podem estragar passeios!
  • cobertor e travesseirinho - levados por pura precaução, pelo "cheirinho", mas no nosso caso sequer foram usados
  • toalha - daquelas forradas com tecido de fralda, que não arranha a pele do bebê e que hotéis não costumam disponibilizar
  • shampoo, sabonete e pente
  • termômetro e antitérmico (receitado pelo pediatra) - nunca se sabe quando a temperatura de um bebê pode subir, ainda mais numa viagem
  • soro para o nariz - com o tempo seco como estava, é indispensável
  • sandálias, tênis e meias - a pequena estava dando seus primeiros passinhos!
  • brinquedos variados - muito úteis quando voltávamos para o hotel. Criança sem brinquedo vai procurar algo para se divertir até encontrar...
  • frutas e biscoitos - optei por biscoitos de polvilho, que a pequena adora acho que mais pelo croc-croc na hora de morder do que pelo sabor e por bananas, que a pequena devora segurando com as mãos (sempre com supervisão!).
  • carrinho de bebê - esse é o item que mais ocupa espaço, mas é indispensável para os passeios.
  • comidinha pronta - Sim, optei por levar dois potes com comidinha pronta numa bolsa térmica, com arroz, feijão, cenoura, batata e carne. Achei melhor ter esse trabalho antes de viajar do que contar com comidas de restaurantes, que nem sempre são adequadas para bebês.
Tudo isso foi na mala. Nos passeios, sempre levávamos uma mochila com água, mamadeira, fraldas, trocador, lencinhos e mudas de roupa e o carrinho foi nosso grande aliado para transportar não so a baby mas também seus pertences.

Além disso é importantíssimo não esquecer os documentos: certidão de nascimento, cartão do plano de saúde e cartão nacional de saúde são imprescindíveis!

Essa lista será a minha base para próximos passeios, não sem sofrer a devida revisão todas as vezes. Confesso que dá um pouco de trabalho, mas a tranquilidade de ter tudo à mão mesmo longe de casa compensa o esforço!






sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Um Luxo por Semana: Holambra

Esse luxo é daqueles que vale por bastante tempo. Algumas semanas pelo menos. Por isso a demora para a sua publicação e o tamanho desmedido do post!
Tudo começou numa noite de terça-feira, na mesa do jantar. Do nada marido olha pra mim e diz: "Vamos fazer uma viagem?". A mim, que adoro viajar e sobretudo conhecer lugares novos, só restou responder "Sim!!". Só que a viagem não estava programada e, por mais que eu tenha liberdade no escritório onde trabalho e meu marido, que é autônomo, possa tirar alguns dias de folga quando bem entender, um mínimo de organização fazia-se necessária. 
A primeira questão era "para onde ir?". Com uma criança e com um orçamento limitado, não daria para fazer uma viagem intercontinental. Nem internacional. Nem interestadual. Fui então pesquisar algum lugar pertinho para passarmos um fim de semana tranquilo - e baratinho - em família. Qual não foi minha surpresa quando descobri que justo no fim de semana que havíamos escolhido para viajar seria aberta a Expoflora 2013 em Holambra. Não tive dúvidas: falei com marido e o local estava escolhido!
Como não conhecia ninguém que pudesse me dar referências sobre pousadas ou hotéis, tive que confiar nas informações da internet. Procurei em alguns sites confiáveis, escolhi o Parque Hotel Holambra e fiz a reserva via e-mail, não sem o receio que sempre acompanha esse tipo de operação, mesmo quando tomamos todas as precauções possíveis. A chegada foi tensa, porque o hotel fica numa rua de terra e seu luminoso não é visível do asfalto. Só o encontramos graças às indicações de um caminhoneiro gentil. Mas todas as preocupações se dissiparam quando entramos: o pessoal foi muito solícito, o lugar é bacana, simples e honesto, tranquilo e silencioso. Nos instalamos e fomos jantar no Casa Bela, um restaurante encantador com cardápio variado e atendimento nota dez! Eu adoro experimentar pratos típicos do lugar que estou visitando e escolhi um Stampott a la Klass, um filé acompanhado de molho agridoce, três tipos de purê e couve de Bruxelas. Já o marido, mais tradicional, foi se Salmão Grelhado ao molho de Maracujá, com arroz e brócolis gratinado. Delicioso!

No dia seguinte pudemos desfrutar de um singelo mas acolhedor café da manhã no hotel, com direito à companhia dos passarinhos! Depois do café fomos para a Expoflora - sobre a qual eu já havia reunido todas as informações necessárias através do site. No caminho pudemos admirar a cidade de Holambra, com seus vasos de flores no meio da rua, limpa e bem cuidada. Ao chegarmos na feira, compramos o tíquete para o passeio turístico, que nos levou através das ruas holambresas até uma fazenda produtora de flores e foi possível ver o que esse ouro representa para a cidade. Visitamos o moinho dos Povos, andamos pela alameda principal e nos encantamos com  a ausência de muros ao redor dos condomínios. (suspiros...)



 De volta à feira vimos danças e... flores, muitas flores! Ficamos impressionados com a organização do evento, que coloca a disposição até um espaço exclusivo para os bebês, com cadeirões, fraldários e uma salinha para descansar. Visitamos a exposição de paisagismo - momento viagem-a-trabalho - e, já no fim da tarde e ultra cansados - fomos ver a famosa Chuva de Pétalas. Dizem que se você conseguir pegar uma pétala no ar, pode exprimir um desejo que ele certamente será realizado e eu, incentivada pelo marido, encarei a multidão (não é exagero) e consegui agarrar minha pétala!

Felizes com o dia - e com a pétala devidamente guardada - voltamos para o hotel para descansar e encarar a viagem de volta no dia seguinte. Mas não deixamos Holambra sem antes tirar muitas fotos na Lagoa da Praça Vitória Régia, almoçar no restaurante do Clube Fazenda Ribeirão e comer uma perfeita sobremesa na confeitaria Zoet en Zout - ou Confeitaria do Lago. Impossível não se encantar comendo um doce de chantilly com essência de flor de laranja ou chocolate com laranja, ainda mais diante de uma paisagem como a proporcionada pela lagoa.
Para encerrar o passeio, uma parada na rua turística, onde está localizado o restaurante Casa Bela do qual falei antes. À noite o lugar já é lindo, mas durante o dia,com o sol fazendo suas cores brilhar, a rua ganha um charme todo especial.

A volta para casa sempre me dá uma sensação de conforto, de retorno ao lar, mas Holambra é uma cidade que deixou saudades e boas lembranças. Sobretudo me deixou aquele sentimento estranho de querer para a cidade onde moro todas as coisas boas que lá existem: a beleza, a limpeza, a organização, a segurança. Se um dia vamos conseguir, isso não sei. Por enquanto começo fazendo a minha parte: casa arrumada, calçada limpa e jardim florido. Dizem que o exemplo inspira!