quinta-feira, 19 de julho de 2018

Novinhos em folha!

Promoção louca na Livraria Cultura só podia dar nisso: 7 livros acrescentados à minha modesta biblioteca. São títulos que eu já queria e cujos preços eu vinha pesquisando há um tempinho até que plim! Recebi um e-mail indicando 50% de desconto na compra de livros. Não tive dúvidas. Fui conferir a lista de desejos e vi que a Livraria Cultura tinha todos os títulos. Foi só clicar e em poucos dias eles chegaram lindos e com cheirinho de tinta fresca! Eles já foram devidamente cadastrados na minha planilha e estão pacientemente aguardando para ser o próximo da lista de lidos e ganhar uma etiquetinha vermelha em sua lombada. 



O Jardim de Cimento. Ian McEwan.

Eu me apaixonei pela forma como o autor escreve depois de ler A Balada de Adam Henri. Seu texto é envolvente e nos leva a questionamentos sobre os nossos hábitos e nossas certezas. Além disso não deixa nada inacabado. O Jardim de Cimento é um livro pequeno, fininho, sobre a história de quatro crianças que, após perder seus pais, fecham-se em seu pequeno mundo e recriam sua própria estrutura familiar. 

Amor & Gelato. Jenna Evans Welch.

Descobri esse livro no Instagram da Editora Intrínseca, que em seu texto dizia que esse é um livro daqueles que não largamos até descobrir como ele termina. Para ajudar a personagem principal vai para a Itália, mais precisamente para a Toscana, com suas paisagens, sua arquitetura e sua comida. Não tinha como não colocá-lo na lista de desejos. 

O inferno somos nós. Leandro Karnal e Monja Coen.

As palavras desses dois autores sempre arejam minha mente e espero que esse livro possa fazer isso. Em alguns sites dá a entender que ele traz respostas, mas eu não quero as respostas, mas as perguntas que Leandro Karnal e Monja COen sabem magistralmente nos propor.

Vamos pensar um pouco? Maurício de Souza e Mário Sergio Cortella

Eu já era fã dos quadrinhos do Maurício e das palavras do Cortella, mas desde que tive a oportunidade de ver os dois de pertinho na Bienal do Livro de São Paulo em 2016 (com direito a autógrafo do Cortella!!!!) a paixão só aumentou. E juntar os dois num único livro foi uma das melhores sacadas do universo editorial, na minha opinião. E o melhor: vou poder apresentar para a minha pequena de 6 anos o lindo mundo do pensar!

Personal Branding. Arthur Bender.

Já tinha ouvido falar em branding mas nunca tinha me aprofundado mais no assunto até que vi um artigo no blog da Bru Fioreti sobre os dez livros que, segundo ela, valiam para uma sessão de coaching e Personal Branding estava entre eles. Como criar uma imagem pessoal marcante é a grande questão desse livro e a maneira como a Bru falou dele me deixou fascinada. 

A Princesa Prometida. William Goldman.

Mais um livro descoberto no Instagram da Intrínseca. Será um livro com final feliz? Não sei, mas pela descrição da editora, o que mais interessa não é o fim, mas todas as páginas que separam o início do fim.

Leonardo da Vinci. Walter Isaacson.

E de novo Instagram! A editora Intrínseca trouxe essa obra no seu stories e não tive como resistir. Um dos maiores gênios da história contados em quase 600 páginas. Não sei se elas dão conta da grandeza de Leonardo, mas certamente vão me trazer a possibilidade de enormes descobertas.

Nesse momento estou com dois livros para terminar e um na lista para começar, então esses lindos aí em cima ainda vão ter que esperar um pouquinho para reaparecer aqui no blog.

Por enquanto, você pode conferir alguns volumes que eu já li clicando na tag Acabei de Ler.

Beijos e até já!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Bora recomeçar?

Segunda metade de 2018 começando, licença maternidade terminando (sim, tem gente nova no pedaço e isso explica em parte o meu sumiço), últimos deias de férias da Lelê e organização é o único caminho para dar conta de tudo. Quem já leu alguns dos posts que eu escrevi, sabe quanto gosto de ter tudo em ordem e de tentar planejar tudo. O planner personalizado que estou montando é um (re)começo e dá um ânimo a mais para deixar tudo do meu jeito. 

Já faz um tempo que estou fazendo a minha própria agenda, criando as páginas, testando, pesquisando, lendo livros sobre Bullet Journal e Planners, e o fichário tem sido uma boa solução, pois além de poder montar páginas de uma agenda, ainda consigo incluir várias listas como dos episódios de séries e filmes que estou assistindo ou que pretendo assistir, lugares que quero visitar, planejamento de eventos como o aniversário da filhota, acompanhamento de projetos e folhas de anotações aleatórias. 




Agora, depois de algumas tentativas como capas em tecido removíveis e capas fofinhas preenchidas com manta acrílica, descobri o vídeo da Ana e resolvi fazer a minha própria capa. Escolhi a cor cinza, mais sóbria, mas com a pitada de leveza dada pelas listras e pelas bolinhas brancas. Além disso a cor combina perfeitamente com as divisórias plásticas que eu já tinha e me dá a liberdade de brincar mais com as cores nas páginas dos dias.






Alguns me chamam de louca e dizem que dá trabalho, que eu poderia comprar uma agenda pronta e blá, blá, blá... mas qual seria a graça? Entendo que para algumas pessoas isso funcionaria e atenderia muito bem às expectativas, mas para mim, nada substitui o orgulho que dá olhar para o trabalho feito :). E inclusive, se de repente, você se interessar, pode me contatar para ter um fichário para chamar de só seu!

Ah! Você quer conferir o que eu já escrevi sobre organização? Então clica aqui e aqui.

Beijos e até já!


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Um Luxo por Semana: Josephine e Louise Café Bistrô

Voltei. Pois é, voltei de novo. Não sei por quanto tempo nem por quantas postagens, mas estou aqui e isso é o que interessa. Muitas coisas boas aconteceram desde o último post, muitos livros lidos, viagens feitas, aulas dadas, projetos entregues e relações bem cultivadas deram bons frutos. Coisas ruins também aconteceram. E é por isso que 2017 é um ano que, se eu pudesse, trancaria 90% dos seus dias num daqueles baús com chaves, colocaria o baú naquele canto esquecido do sótão e nunca mais sequer olharia para ele. Mas como não posso, considero que a melhor parte é que 2017 acabou.
Então vamos lá! 2018 já começa com bons ares e um post Luxo da Semana. Numa bela manhã de sexta-feira recebo uma mensagem da minha irmã dizendo: “Estou a um quarteirão de você. Tem tempo para um café?”. Eram 11 da manhã. Olhei para a tela preta do Autocad aberta em meu computador, com todas as linhas coloridas do projeto e pensei que não seria nada mau escapar uma horinha. Sabia que a consequência disso seria ficar para trabalhar até mais tarde, pois tinha me comprometido a terminar um projeto, mas meu instinto me dizia que valeria a pena. E mais uma vez ele estava certo!

Passar uma hora conversando sobre os mesmos assuntos de sempre poderia não ter nada de extraordinário, mas fazer isso ao vivo, sem a intermediação de Whatsapp, num lugar novo e experimentando novos sabores foi o que mudou tudo. O cenário da conversa chama-se Josephine e Louise Café Bistrô. Um lugar pequeno, delicado, silencioso apesar de estar numa rua extremamente movimentada, com uma trilha sonora invejável de bossa nova, poltronas floridas, sofás vermelhos, reproduções de obras de arte famosas nas paredes e xícaras com bordas douradas.

O cardápio não oferece uma infinidade de opções, o que para muitas pessoas pode ser algo negativo, mas para uma aquariana indecisa como eu é perfeito. Ainda assim pedimos a opinião da garçonete que, simpatia de pessoa, nos aconselhou um café coado, cujo nome, apesar de todos os meus esforços para lembra-lo, se perdeu. Devo ressaltar que sou amante de cafés expressos e que cafés mais leves geralmente não fazem meu coração bater mais forte. Dessa vez dei uma chance e qual não foi a minha surpresa quando a garçonete (deveria ter perguntado o nome dela também) apareceu na nossa mesa com uma balança, um bule de vidro, um coador de acrílico poeticamente transparente e outro bule com água quente. Instalou tudo começou a preparar o café delicadamente do nosso lado.


A bebida que surgiu tinha um tom marrom dourado, muito diferente do encorpado marrom escuro dos cafés aos quais estou habituada. Uma vez terminado o preparo, ela encheu nossas xícaras floridas com a bebida com uma quantidade muito, mas muito superior ao dedinho de expresso que geralmente peço. O resultado foi uma bebida levemente adocicada, que no fundo lembrava o simples café, mas com vários toques aqui inexplicáveis. Para acompanhar o café eu pedi um muffin de blueberry e minha irmã um bolo de limão com frutas vermelhas. Faltam palavras para explicar os sabores desses doces. Delicados? Equilibrados? Surpreendentes? Perfeitos?

Quando fomos até o balcão para pagar surge do nosso lado uma taça imaculada de pannacotta com compota de manga. Adiamos o pagamento e voltamos para a mesa, claro! Mais uma sequência de sensações proporcionada pela sobremesa que não estava no cardápio.



Comecei o texto com o firme propósito de escrever sobre o paladar daquele café e daqueles doces, mas não sei se pela falta de treino de escrita ou se pela impossibilidade de transformar em palavras algo que só pode ser sentido, rendo-me à impossibilidade. Fica aqui a lembrança daquela hora, acompanhada pela promessa de voltar e de repetir a dose. Quem sabe mais uma xícara, mais um prato ou mais uma taça consigam melhorar a minha dificuldade de descrição.


Mas se eu fosse você, não alimentaria a esperança de um texto que conte como é. Iria pessoalmente conferir. Suas papilas gustativas serão certamente mais precisas e mais claras que as minhas palavras!