quinta-feira, 22 de maio de 2014

Esmalte(s) da Semana: Ouro Nude e Granulado Rosé - Risqué

Olás!

Essa semana deu uma vontade de usar um esmalte neutro e fui logo buscar um que eu tenho há um bom tempo mas do qual nunca falei aqui: o Ouro Nude, da Risqué. Vou falar dele aqui mesmo sem saber se ele ainda está sendo vendido: se estiver, aconselho a compra; se não estiver, peço por favor à Risqué que reveja a lista de cores disponíveis no mercado e recoloque a disposição a linha Fast Fashion. Porque o Ouro Nude é um daqueles esmaltes básicos, necessários, que aparentemente não tem nada demais mas que surpreendem. Adoro esse tom e tenho outros esmaltes dessa gama de cores, mas esse em especial se destaca justamente pelo tom que lhe dá nome: ouro. Ele não é apenas um tom neutro, mas pequenas partículas douradas que dão um toque todo especial sobretudo quando olhadas à luz do sol.



Mas eu, não contente, fui testar a mistura dele com um que ainda estava intocado na minha caixa: o Granulado Rosè da linha Color Effect, também da Impala. Esse, ao contrário do primeiro, de neutro não tem nada. Pelo contrário. É uma união linda de esmalte transparente com um fino glitter em tom rosado. E ainda tem a vantagem de ser ótimo de passar justamente porque as partículas de brilho são pequenas e fica muito mais fácil cobrir a unha de brilho com poucas pinceladas e seca rapidinho.



E o resultado....



Adorei a brincadeira de misturar! Eu ia fazer só uma filha-única, mas fiquei tão empolgada com o resultado que mandei ver em todas as unhas! Já estou pensando nas próximas combinações!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Esmeraldas, Algodão e Morangos.

Não é todo dia que se comemora 1 ano de casamento. 40 anos muito menos. 40 anos e 1 ano no mesmo dia então? Poucos tem esse privilégio! Explico: minha irmã e meu cunhado escolheram para seus votos o dia 06 de outubro (o post está um tantico atrasado, eu sei), mesma data em que meus pais se casaram. E aí, no mesmo dia em que aqueles comemoravam suas bodas de algodão, estes comemoravam nada menos que suas bodas de esmeralda. E mais uma vez, por vários motivos que vão muito mas muito além do material, minha irmã juntou as festas num almoço delicioso na casa dela.

Foi uma comemoração bem íntima, para poucos convidados, mas deliciosa e memorável, com direito a toalha e guardanapos de linho bordados, presentes, anel e buquê de rosas...


Mas não foi exatamente para falar da festa que comecei a escrever. Quando começamos, eu, minha irmã e minha mãe, a pensar em quais pratos preparar, ficou decidido que a sobremesa ficaria por minha conta e sugeriram que eu fizesse um bolo com morangos e chantilly que minha irmã jurava-de-pé-junto que eu já havia preparado em alguma era muito distante. A receita estava até anotada no meu antigo caderninho! Pois quando olhei os ingredientes comecei a desconfiar que alguma confusão estava ocorrendo, mas topei mesmo assim.

Desconfiada providenciei os ingredientes e durante o preparo eu tive a mais absoluta certeza de que eu nunca havia feito nada parecido e a mais desesperadora sensação de que aquilo não daria certo. A mistura de ingredientes vai formando uma maçaroca, que parece não render mais que o equivalente a um cupcake, mas já estava no meio do processo e resolvi ir até o fim e o bolo foi para a festa com seus morangos e chantilly. Tanto minha mãe quanto minha irmã, depois de provarem o dito cujo, concordaram que eu nunca havia feito nada similar antes. Em compensação, todos repetiram a dose, porque ficou tão bom mas tão bom que só experimentando para entender o que eu digo.

A receita foi tirada da coleção Il Piatto d’Oro, uma linda enciclopédia culinária italiana em 12 volumes, editada em meados dos anos 60. É uma daquelas preciosidades que não tem preço!



BOLO DE MORANGOS (mansikkartottu)  

250 g de morangos limpos cortados em pedacinhos + alguns inteiros para a decoração
175 g de açúcar
100 g de farinha de rosca
250 ml de creme de leite fresco
5 ovos
1 colher de sopa de extrato de baunilha
1 colher de sopa de manteiga 

Antes de tudo coloque o creme de leite para gelar e o forno para aquecer a 180 graus. Coloque as gemas de ovo em um recipiente com o açúcar e bata com um batedor de arame (fouet) ou com a batedeira até obter um creme fofo e esbranquiçado. Acrescente então a farinha de rosca, a baunilha e os morangos em pedaços. Em outro recipiente bata as claras em neve (bem firme) e acrescente-as à mistura de gemas, misturando com cuidado. Unte uma forma com manteiga e, importante, “enfarinhe-a” com açúcar. Transfira a massa para a forma e leve ao forno pré aquecido a 180 graus por 35 a 40 minutos ou até que um palito, quando enfiado no centro dela, saia limpo. Quando o bolo estiver morno, desenforme-o, com extremo cuidado, de preferência sobre uma grelha para que esfrie completamente e possa, depois, ser transferido para o prato. Bata o creme de leite bem gelado até obter o ponto de chantilly, coloque-o num saco de confeitar e cubra o bolo como sua criatividade mandar, sem esquecer dos morangos inteiros que foram reservados para a decoração.

Esse post é dedicado à querida Suzana, minha madrinha e amiga, que no dia da festa me pediu a receita e só agora está sendo atendida!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Acabei de ler: A Rainha do Castelo de Ar

Olás!

Vocês já ficaram com raiva de um autor porque ele morreu? Eu sim. E o nome dele é Stieg Larsson.

Estou brincando. É claro que eu não tenho raiva dele e vou esclarecer antes que me julguem mal. O jornalista sueco morreu em 2004: ele faleceu muito novo e não posso deixar de pensar na vida que ele ainda tinha pela frente. E mais ainda: não consigo parar de imaginar a quantidade de livros que ele poderia ter escrito, mas não teve tempo de fazê-lo. E tenho certeza de que seriam livros dos quais eu iria gostar muito, como a Trilogia Millenium, a culpada pela falta que sinto da mais remota possibilidade de ler novas obras de Larsson. Podem rir de mim, mas quando comecei a ler o terceiro volume da série, A Rainha do Castelo de Ar, eu propositadamente o fiz muito lentamente, para fazer com que o livro durasse mais, como comer um biscoito recheado por partes para prolongar o prazer de seu sabor...

Bem, li o livro inteiro e senti um vazio enorme quando terminou. Ao mesmo tempo fiquei aliviada por ele ter sido tão bom quanto os outros dois, pois eles foram tão surpreendentes que fiquei com muito receio de ter uma grande decepção. A Rainha do Castelo de Ar é um livro denso, da primeira à última palavra, daqueles que nos mantêm com os olhos colados em suas páginas e, apesar da minha intenção em retardar ao máximo seu término, depois de três capítulos a minha resolução tinha ido pras cucuias. É impossível parar de ler a estória que agora envolve não apenas Lisbeth e Michael, mas muitos outros personagens. Ela dança magistralmente entre passado e presente sem perder o fio da narrativa e cada personagem é criado minuciosamente, com uma história de vida que não necessariamente está explícita, mas está ali, nas entranhas e o torna real, quase palpável. 

São tantos detalhes importantes que é impossível contar um livro em um único post. Ele deve ser lido. A trilogia deve ser lida. Só assim será possível entender e sentir aquilo que estou tentando dizer. Não basta apenas dizer que são três livros cujos temas principais são bem pesados, como a exploração e a violência sexual contra mulheres, intrigas, corrupção e assassinatos. 



Eu não lia um livro que envolvia tão bem suspense e crimes há muito, muito tempo. Talvez nunca tenha lido. Talvez nunca mais leia já que, voltando ao início do post, Stieg não está mais entre nós. Para não dizer que nada mais lerei algo que envolva seu nome, encontrei por acaso sua biografia, escrita por Jan-Erik Pettersson. Pelo que ouvi dizer, sua vida não é menos interessante que seus livros.

E nas minhas andanças pela internet encontrei este artigo, datado de 2013, onde acende-se a possibilidade da saga ter continuidade mesmo sem Larsson. Vamos aguardar.

PS: Depois que terminei de ler o livro, vi a versão hollywoodiana o filme Os Homens que Não Amavam as Mulheres, o primeiro da trilogia Millenium, com Daniel Craig e Rooney Mara (que ganhou o Globo de Outro como Melhor Atriz em Filmes de Drama). Na minha opinião não é propriamente o que eu classificaria como um filme ruim e sei que adaptações cinematográficas nunca representarão exatamente aquilo que lemos nos livros, mas sinto-me na obrigação de dizer que o roteiro em questão não conseguiu sequer dar uma noção da profundidade dos enredos. Mesmo com a atuação brilhante de Mara, senti como se estivesse assistindo apenas a uma sequencia de trechos que em momento algum foram ligados entre si. Já que me disseram que a trilogia sueca é muito melhor, estou disposta a tentar assim que eu a encontrar, mas vou sem expectativas, já sabendo que livro e filme são duas coisas beeeem distintas.