terça-feira, 18 de março de 2014

Homenagem ao meu Dia do Consumidor

Dia 15 de março foi Dia do Consumidor e, apesar de termos no Brasil um dos melhores Códigos de Defesa e de termos conseguido graças ao trabalho do Procon e de sites de denúncia, uma série de avanços no que se refere ao desrespeito, ainda não há melhor lei que a atenção dos consumidores na hora de adquirir um produto. E estou dizendo isso por experiência própria.

Que as empresas de telefonia móvel no Brasil não sejam o suprassumo da qualidade isso todos aqueles que possuem um celular sabem. Também não é novidade que para “fidelizar” os consumidores, as mesmas lançam mão de uma série de artifícios, que vão de tarifas supostamente promocionais a aparelhos gratuitos. Pois há algumas semanas me ligaram de uma das lojas autorizadas da operadora do meu celular me oferecendo um aparelho grátis ou outros aparelhos com desconto.

O celular do meu marido quebrou e então sábado, dia 15, Dia do Consumidor, fomos até a loja para conferir a tal oferta. Chegando lá não havia aparelhos de graça, mas apenas a possibilidade de conseguir um desconto na compra de um graças ao meu programa de pontos. Marido viu um celular bem simples, sem muitos recursos, que atendia muito bem as necessidades dele e com um preço de aproximadamente R$ 120,00. O valor não é dos melhores, mas com o desconto que eu conseguiria resgatando meus pontinhos, ele cairia para R$ 60,00. Resolvemos levar o aparelho e então, quando a atendente começou a fazer o procedimento, ela me explicou quais eram as condições: com o resgate do aparelho eu assinaria um contrato por mais um ano com a operadora (até aí nenhuma novidade) e eu continuaria pagando R$ 35,00 (valor fixo que eu já pago hoje e que é revertido em créditos para ligações ou mensagens e que acumula quando não utilizado totalmente) MAS passaria a poder utilizar apenas R$ 29,90 em créditos, pois a diferença de R$ 5,10 ficaria para o uso da internet via celular. Detalhe: eu passo o dia inteiro trabalhando no computador e NÃO ACESSO a internet através do meu celular. Tentei explicar isso para a moça, mas ela disse que essa regra valeria para todos os novos planos e que eu só continuaria podendo usar todos os R$ 35,00 se eu não resgatasse o telefone. Antes que ela pudesse mudar de tela, fiz algumas rápidas considerações em voz alta:

  • Como não uso a internet, eu perderia com o novo plano R$ 5,10 por mês, o que em um ano dá R$ 61,20
  • Eu uso geralmente todos os créditos no mês, sobrando algo tipo R$ 1 ou 2 para o mês seguinte e com o novo plano eu seria obrigada a carregar mais R$ 5,00 de créditos todos os meses, o que em um ano dá R$ 60,00
  • A soma do que eu perderia com o novo plano é de R$ 121,20.
  • A esse valor devem ser somados mais R$ 60,00 aproximadamente que eu pagaria no celular novo.

Conclusão: o aparelho para o qual supostamente a empresa está me dando um desconto sairia, na minha situação, a bagatela de R$ 181,20.

Peguei meus documentos de volta, agradeci a gentil moça e saí da loja perguntando ao meu marido que raio de promoção era aquela onde eu sairia perdendo, já que nem possibilidade de escolha do serviço a empresa me dava?

A resposta dele foi: “Você pensa a respeito do que eles dizem e analisa as informações que eles dão, mas infelizmente muitas pessoas não fazem isso e ficam cegas e surdas ao ouvirem a palavra promoção". É triste, mas o que ele disse é verdade, pois muitas vezes vejo gente até bem informada cair nesse tipo de conversa.

Quem me acompanha no blog e pessoalmente sabe que sou a primeira a fazer propaganda de um estabelecimento que eu gostei, mas também falo dos lugares que me desagradaram, pois acho fatos como o que relatei uma enorme falta de respeito das empresas. Cada vez mais acredito que uma possibilidade da situação melhorar está na consciência dos consumidores na hora de comprar. É imprescindível analisar, avaliar, fazer contas e comparar preços, serviços, produtos e qualidade e, se for o caso, dar meia volta e sair do estabelecimento sem levar nada. E até denunciar para o Procon se o abuso foi demais. Quero ver se as empresas vão ficar de braços cruzados quando as vendas despencarem ou as intervenções do Procon chegarem a números estratosféricos!


segunda-feira, 17 de março de 2014

Aconteceu em Fevereiro...

Fevereiro foi um mês de poucos acontecimentos para quebrar a rotina casa-trabalho-casa e consequentemente poucas imagens registradas, mas ainda assim, vale a pena ser lembrado, mesmo que num post bem atrasado!

Em fevereiro...

... começou o segundo ano letivo da minha filhota. Meu marido e eu fizemos questão de leva-la para a escola cedo, logo aos 7 meses primeiro porque não há na família crianças da idade dela com as quais ela possa brincar e conviver, segundo porque acreditamos que a escola ajuda e muito no desenvolvimento dos pequenos em vários aspectos. Por isso, apesar dela estar apenas na Fase 2, faço questão de falar em aulas. Diferente do que muitas pessoas pensam, as crianças não ficam na creche apenas para serem cuidadas. Existe todo um projeto pedagógico desenvolvido pelo grupo de professoras em sala, que envolve atividades como leitura de estórias, músicas, filmes, brincadeiras, que ajudam as crianças a desenvolver a parte motora e o raciocínio. Quase chorei outro dia, vendo minha filha sentadinha no chão da sala, olhando para a tv e fazendo a coreografia da música “Meu pintinho amarelinho” com as mãozinhas, movimentos esses que aprendeu na escola. Isso sem falar na relação com os coleguinhas – que ela adora - e na importância da convivência dela com outras pessoas que não os familiares. É gritante o desenvolvimento que a minha pequena teve desde seu primeiro dia na escola e sou muito grata a toda a equipe da CEMEI por isso.

... consegui finalmente fazer uma visita aos queridos Juliana e Marcio e conhecer a pequena Manuela. Estávamos nos devendo uma visita, já que não nos víamos desde que saí em licença maternidade em junho de 2012. Um tempão né? Pois é... Foi um café da tarde delicioso na casa deles, com conversas “de mãe pra mãe” e muitos sorrisos, além de vários “não mexa”, “não suba na escada”, “ali é perigoso”.... Coisas de quem leva uma pequena exploradora para uma casa que ela não conhece. Mas marquei bobeira: não tiramos nem uma fotinha sequer para a posteridade. Fica para a próxima.

... terminei de ler o livro “Lola e o Garoto da Casa ao Lado” de Stephanie Perkins, a mesma autora de “Anna e o Beijo Francês”. Em breve vou postar a resenha do livro!












... assisti à terceira temporada inteira de How I Met Your Mother. Falei do meu vício pela série aqui e, como podem ver, não pretendo me curar tão cedo. Ainda faltam 6 temporadas, o que dá aproximadamente 120 episódios, mas com a média de episódios assistidos por mês superando as expectativas logo logo posto um texto falando da série como um todo.

... minhas plantinhas resolveram me presentear! Depois de três meses de casa nova e apesar de muita seca e de um certo relapso por parte da pessoa que deveria cuidar delas (eu), flores e frutos finalmente voltaram a aparecer e consegui fotografa-los! Inspiração para gastar um pouco mais de tempo cuidando delas!





















... fomos, eu, marido e filhota, passear na pequena Ribeirão Bonito, junto com meus sogros e minha cunhada. A cidade é pequena e não conseguimos ver muita coisa, mas almoçamos num restaurante (cujo nome não lembro) com uma comidinha caseira deliciosa e aproveitamos para ir até o Morro Bom Jesus, principal ponto turístico da cidade. Lá é possível visitar a Capela de Nossa Senhora Aparecida e desfrutar de uma vista linda da cidade! Além disso o caminho para chegar até lá em cima é uma atração a parte: com seu piso em pedras é extremamente escorregadio quando molhado e por isso a visitação é proibida nos dias de chuva.


E o seu fevereiro? Como foi?

quarta-feira, 12 de março de 2014

Acabei de Ler: O Garoto da Casa ao Lado – Meg Cabot

Assim como o blog, as leituras andavam abandonadas e confesso que já li este livro faz um tempinho, mas só agora consegui escrever sobre ele.

Comprei O Garoto da Casa ao Lado na minha ida ao sebo, lembram? Achei a capa engraçadinha, não li a orelha antes de decidir compra-lo nem criei expectativas quanto à qualidade de seu conteúdo. Simplesmente coloquei-o na pilha daqueles que eu levaria para casa e pronto. E meu instinto, mais uma vez, jogou a meu favor!


FICHA TÉCNICA


Título: O Garoto da Casa ao Lado
Autor: Cabot, Meg
Editora: Record
Ano da edição: 2004
Idioma original: Inglês
Prêmios: -











É, como está escrito na contra-capa, a melhor comédia romântica que leio desde O Diário de Bridget Jones. É todo escrito em forma de e-mails, numa linguagem que no começo causa estranhamento e uma certa dificuldade em entender quem tá falando o que pra quem. Mas logo logo o leitor se acostuma e esse jogo de troca de mensagens fica super divertido. O livro traz romance, suspense e comédia, ambientado em Nova Yorque com um montão de personagens interessantes: ela, a amiga dela, o noivo da amiga dela, os colegas de trabalho dela, o chefe dela, o pessoal do RH, ele, o irmão dele, a cunhada, as sobrinhas gêmeas e o baby que ainda não nasceu, a avó, o fotógrafo, a modelo, o agente do fotógrafo, o cachorro, os gatos, a tia em coma, o policial, todos personagens cujos nomes prefiro não citar para não estragar as surpresas nem tirar a graça de entender quem é quem nas mensagens. Pode parecer muita gente para um único livro, mas é essa confusão toda que arranca boas risadas e dá uma vontade imensa de não largar o livro. Não é um exemplar dos mais fininhos, mas com essas qualidades todas, é rapidinho de ler.

A diagramação é diferente daquela a que estamos acostumados, justamente por conta da cara de e-mails, com cabeçalho onde estão “De:”, “Para:” e “Assunto:” e um texto todo escrito através das mensagens que os personagens trocam entre si. Só não há mensagens da tia em coma, do baby que ainda não nasceu, do cachorro e dos gatos, por motivos óbvios. Todos os outros personagens, alguns mais outros menos, participam da estória com seus recados.

Gostei tanto do livro que literalmente empurrei-o para a minha irmã e estou ansiosamente aguardando a opinião dela que, mais louca que eu, deve ter a leitura de uns dez livros em andamento, todos devidamente empilhados no criado-mudo ao lado da cama.

Mas nem só de elogios o livro precisa: o que me incomodou muito nele foi o tipo de papel usado para a impressão: sulfite liso, branco e grosso, que deu ao livro uma cara de impressão feita em casa. Não sei até que ponto isso foi intencional, mas não me agradou nem um pouco. Sem contar que o livro pesa uma tonelada por causa desse papel, o que não facilita nem um pouco a leitura na cama com os braços suspensos. Fica a dica, editora ;)