quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

EU VOLTEI!

Sumi da blogsfera, eu sei. Faz muito, muito tempo que esse pequeno blog está abandonado e só agora consigo voltar para começar a tirar a poeira e espanar as teias de aranhas. O meu sumiço foi causado pela mudança de casa e todo o transtorno que essa gerou e também por outras cositas más, entre elas uma avaliação de muitos aspectos da minha vida. Esta reavaliação poderá – ou não – ser assunto de algum post no futuro, mas o que importa agora é que o Vida Precisa manteve-se firme e forte na lista das coisas que ficam e cá estou eu de volta!!

Pois bem: estamos de casa nova, eu, marido, filhota, plantinhas, cachorro e passarinhos e só agora estamos conseguindo fazer com que as coisas voltem aos eixos – ou melhor, estamos fazendo os eixos voltarem às coisas.

Sempre achei mudanças de casa uma das tarefas mais árduas e assustadoras do universo: embalar, encaixotar, enrolar em jornal, desmontar, carregar, descarregar, remontar, desenrolar, desencaixotar, desembalar, arrumar, limpar... Ufa! Só de pensar o cansaço tomava conta de mim. Imaginem quando esses verbos todos saíram da esfera do pensamento para se tornarem realidade! Na medida do possível tentei organizar tudo numa sequência lógica, mas a afobação do marido por não querer perder tempo nos fez perder um tempo enorme. Para ajudar, no fim de semana da mudança choveu. Para melhorar, filhota ficou doentinha. Foram dias de trabalho frenético, correria danada, momentos de raiva, de desespero, de dor nas costas, unhas quebradas, algumas risadas e pequenos orgulhos, como o de conseguir remontar o guarda-roupas praticamente sozinha depois que ele precisou ser desmontado porque não entrava no quarto nem por ordem divina. Afinal, nem só de luxos, bons livros e unhas feitas a vida precisa: às vezes é necessário passar por um período de turbulências para conseguir dar mais valor aos momentos dessa calmaria que aos poucos vai se instalando aqui em casa. Ainda não está tudo em seu devido lugar, mais com um tanto de paciência, muito amor e com um caderninho de “coisas a fazer” na mão estamos conseguindo transformar um simples imóvel em um lar.

Esse processo de mudança e adaptação nos tomou um tempo muito maior que o previsto e demoramos tanto que chegou Natal e Ano Novo e nem conseguimos curtir direito essas datas na casa nova. Montei a árvore no meio das caixas, numa noite em que filhota dormiu cedo, porque me recusei a passar o Natal sem a decoração típica. Fiz o máximo de esforço possível para fazer o que eu havia me prometido antes da decisão de nos mudarmos e – orgulho! -consegui fazer bolos de frutas para presentear os amigos e lembrancinhas para o Revellión. Várias outras coisas que eu havia planejado ficaram no papel, mas agora que tudo está caminhando, as chances de sua realização aumentaram muito!

Ainda estamos sem internet por aqui e também por isso a frequência de publicação não será aquela que eu gostaria, pelo menos nessa minha retomada. Adoraria dizer que vou postar todos os dias ou dia-sim-dia-não, mas aprendi a não prometer o que não posso cumprir. Por enquanto ficam por aqui as fotos de alguns momentos da mudança e a garantia de que muitas coisas ainda estão por vir, mesmo que a receita do bolo que fiz no Natal apareça aqui no carnaval!!




PS: Agradeço a todos aqueles que sentiram falta de novas postagens e perguntaram por mim. Eu também estava com saudades! ;))

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Acabei de Ler: O Poder da Paciência

É o motorista barbeiro que corta a frente dos outros na rua, o serviço de telemarketing da operadora de celular que vive ligando e mandando sms, é a compra feita pela internet que demora o dobro do tempo previsto para chegar na sua casa, é o serviço de atendimento por telefone não gratuito da companhia de seguros que deixa o cliente esperando horas no telefone, é a consulta médica que nunca acontece na hora marcada, é a filha que faz birra, o cliente que muda o pedido depois que o trabalho já está feito, é o esmalte que lasca logo depois da saída do salão da manicure: quantas vezes por dia nos pegamos dizendo "Dai-me paciência!". De acontecimentos mais graves até coisas que podem ser consideradas bobagens, tudo parece testar o nosso poder de autocontrole e muitas vezes quando o dia termina estamos a ponto de explodir devido a todas as situações negativas que nos forçamos a engolir só porque pensamos que "é preciso ter paciência". 

Mas o que significa ter paciência? Mas será que ter paciência significa aturar tudo a ponto de correr o risco até mesmo de gerar problemas de saúde? Ou será que ser paciente é sinônimo de ser trouxa? Ou será a paciência um dom divino, que só alguns escolhidos recebem ao nascer? Segundo Mary Jane Ryan a resposta a todas essas perguntas é não. Para a autora do livro O Poder da Paciência ser paciente não significa se transformar em mártir e nem é uma dádiva dos céus. Ao contrário, paciência é algo que pode ser treinado e seu uso só trará benefícios, como a tranquilidade, a capacidade de encarar a rotina de uma maneira mais tranquila. Além disso, a autora mostra que a paciência é uma das principais características das pessoas que conseguem tudo o que querem, pois sabem esperar e ter a determinação necessária para enfrentar os obstáculos e atingir os objetivos: afinal de contas, como diz o ditado, "quem tem pressa come cru".



Este é basicamente um daqueles livros que podem ser catalogados como de auto-ajuda e sua linguagem é simples, descontraída mas sobretudo sem culpa: a autora afirma que paciência é sobretudo algo que devemos exercitar antes de tudo conosco, com as nossas próprias atitudes e nossos próprios erros, entendendo que somos seres humanos e todos os seres humanos erram. Recomendo muito sua aquisição, porque apesar de não ser nenhum best-seller, O Poder da Paciência é, na minha opinião, um daqueles livros que deve ser lido todas as vezes em que exercitar essa qualidade começa a ficar difícil, mesmo que seja para abri-lo num capítulo aleatório e ler o que M. J. Ryan tem a dizer: pode não resolver todos os problemas, mas certamente acenderá algo de bom e acalmará a fúria que às vezes começa a se instalar em nossas mentes! 

Mudando um pouquinho de assunto: a partir deste post, para todos os livros lidos, decidi colocar no final uma fichinha técnica, aproveitando todas as informações que já anoto no meu caderno de leitura. Aceito críticas construtivas e sugestões!

FICHA TÉCNICA

Título: O poder da Paciência
Autor: Ryan, Mary Jane
Editora: Sextante
Ano da edição: 2006
Idioma original: Inglês
Prêmios: - 


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Um Luxo por Semana: Tempo

Já falei mais de uma vez aqui sobre o tempo. Ele parece ter se tornado um dos bens mais preciosos e mais escassos que o ser humano pode possuir e acredito que em grande parte por culpa do próprio ser humano. Vivemos num ritmo frenético, sempre cheios de compromissos e o pior é que muitas pessoas se orgulham disso, como se ter uma agenda cheia fosse sinônimo de alguma coisa. Tem gente que chega a marcar na agenda um horário para ter "tempo livre"!

Eu, que sempre gostei de realizar várias atividades ao mesmo tempo, comecei a rever meus conceitos depois que minha filha nasceu. Para manter minha sanidade mental, continuo fazendo várias coisas, mas durante a semana, quando minha filhota chega em casa largo o que estou fazendo para ficar com ela até a ora dela dormir. Não importa se vai demorar quinze minutos ou três horas para chegar a hora dela ir para a cama, importa a qualidade do tempo que passo com ela, que também é um tempo meu, que tiro para reabastecer de energia corpo e alma. 

E foi graças a esses momentos - às vezes pequenos, às vezes nem tanto - que aprendi a também aproveitar outros instantes, a fazer deles pequenos luxos, a aproveitar cada segundo disponível para fazer algo que me dê prazer. Foi o que fiz no fim de semana que passou: fui logo cedo com a minha irmã e minha filhota até a floricultura, comprei algumas mudas de temperos e de flores e à tarde dei a todos eles uma nova casa, em vasos maiores, em terra fofa e adubada. Aproveitei também para limpar e adubar os vasos que andaram abandonados nas últimas semanas, usei os pequenos vasinhos das mudas compradas para semear alface, mostarda, pimenta e tomates que, assim que brotarem e ganharem um tamanho razoável, serão devidamente transplantados para floreiras espaçosas. E fiz tudo isso com a minha filhota do meu lado, acompanhada por uma mamadeira de suco, ora sentadinha na cadeira do meu lado olhando curiosa o que eu fazia, ora explorando o quintal à procura de algo para brincar.


O resultado desse luxo da semana? Vasinhos novos para enfeitar a casa e lembranças inesquecíveis para enfeitar minha memória.