quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Restos na geladeira? Macarrão chique!

Como boa italiana não resisto a uma massa, mas macarrão é para mim, mais que outra coisa, aquele prato de última hora, que fica pronto rapidinho e que não precisa de muita frescura para ficar gostoso. Tem gente que diz que dá muito trabalho, mas eu acho que é exatamente o contrário: é um prato que em vinte minutos fica pronto e que, com uma pitadinha de criatividade, rende altos elogios! E essa receita é prova cabal do que estou dizendo. Sabe aquela noite em que a geladeira está quase vazia, quando dá a impressão de que nada combina com nada no armário da despensa? Pois foi numa dessas noites que esse pratinho foi criado. Marido elogiou e, modéstia às favas, os elogios foram merecidos, porque ficou saboroso e de encher os olhos! E tem mais: ele ainda acabou com aquele peito de frango assado que sobrara do dia anterior e com aquela caixinha de tomatinhos esquecidos no fundo da gaveta!


Para começar, enquanto a água para cozinhar o macarrão aquecia, cortei ao meio 200 g de tomates tipo grape, coloquei-os num refratário, temperei com um fio de azeite, pimenta do reino, sal e orégano. Aqueci os tomates no microondas, em potência alta, por 3 minutos, até que eles ficaram levemente murchinhos. Esse processo pode ser feito no forno convencional, mas demora um pouquinho mais. Com os tomates prontos, piquei bem fininho um punhado de folhas de salsinha, manjericão e tomilho (todas fresquinhas colhidas da minha horta!!). Coloquei as ervas num refratário onde coubesse também o macarrão, misturei a elas os tomates com o azeite do seu tempero e os restos picadinhos de um peito de frango assado cujas outras partes - mais suculentas e mais atraentes - foram devoradas 24 horas antes. Levei a mistura novamente ao microondas para aquecer, evitando assim quela sensação de macarrão quente com molho gelado.
Quando a água ferveu acrescentei um punhado de sal e meio pacote de macarrão tipo bavette (usei da Barilla) e deixei-o cozinhar até ficar al dente. Depois de uma rápida escorrida misturei os fios de massa achatadinhos ao molho que aguardava no refratário. E aí foi só misturar tudo, acertar o sal e correr para pegar a máquina fotográfica antes que o marido atacasse! 
Foi uma receita extremamente improvisada, mas ficou tão boa que mereceu ganhar uma espacinho no meu caderno de receitas e aqui no blog. Não vejo a hora de ter mais um peito de frango assado dando sopa na geladeira!


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Esmalte da Semana: Marilyn - Impala

As altas temperaturas dessa semana fizeram as plantinhas entender que a estação das flores está praticamente começando e para celebrar a quase primavera dei-me de presente um vaso lindo de petúnia perfumadas e com tonalidades profundas de rosa e roxo. O que isso tem a ver com esmalte? Tudo! A cor que escolhi para essa semana é um pink muito parecido com a flor em questão, perfeito para dias de céu azul e sol brilhante de fim de inverno. O Marilyn faz parte da coleção Divas da Impala, que foi lançada em 2009 e, para minha alegria, continua no mercado (sim, detesto quando a empresa tira de circulação esmaltes lindos!!). 
Apesar da empresa ter lançado esse esmalte há 4 anos, na minha coleção ele chegou há apenas duas semanas e já ganhou um lugar entre aqueles que vão com certeza permanecer nela por muito tempo. É uma cor intensa, um magenta profundo e elegante, uma perfeita para quem gosta de clássicos mas quer fugir um pouco dos vermelhos. Gosto muito dos pincéis da Impala, a textura do esmalte facilita bastante sua aplicação e a limpeza dos cantinhos não causou nenhum transtorno, bem como o tempo de secagem. No entanto uma ressalva precisa ser feita: achei o acabamento do esmalte não tão brilhante quanto esperava, tanto é que fui ler de novo a embalagem para conferir se não havia comprado um esmalte fosco por engano. Isso foi resolvido com a aplicação de uma camada de top coat (eu uso o Intensificador de Brilho e Proteção da Vefic) que deu o brilho que um esmalte chamado Marilyn merece.

A novidade da semana fica por conta da "filha única". Para dar um toque descontraído ao conjunto, usei no anelar uma camada de Marilyn seguida por duas de Glamorous, da coleção Brilliant Glam Impala, um esmalte cereja transparente com brilhos microscópicos em tons de rosa e pequenos glitters pretos. Esse esmalte é bem ralinho e merece um cuidado especial na hora da aplicação porque é mais fácil remover os pontinhos pretos do que acrescentá-los. Não quis arriscar passar mais uma camada pois acho que três camadas de esmalte são mais que suficientes. De qualquer modo, o objetivo foi alcançado: o resultado na unha me lembrou as asas de uma joaninha, insetinho simpático e delicado que tem tudo a ver com a primavera. 

É só uma pena que através das fotos (ainda) não seja possível sentir o perfume que as petúnias exalam.
Gostei dessa ideia de usar as flores como inspiração para os esmaltes e agora que a primavera bate à nossa porta, acho que as plantinhas vão aparecer mais vezes na na sessão "Esmalte da Semana". Muitas cores estão por vir. Aguardem!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Minha caixa de chás

Embora meus esforços tenham rendido várias mudanças, ainda deixo algumas coisas (demais) para depois. Apesar de gostar, tenho preguiça de montar a máquina de costura ou de ir pegar a caixa de costura para fazer aquele consertinho, de ir pegar os pincéis para finalmente por em prática aquele projeto de artesanato, de sentar na frente do computador em casa para escrever textos ou tratar imagens para o blog... A sequência de posts neste blog mostra que melhorei, mas ainda estou bem distante do que eu gostaria. Não almejo ser a pessoa perfeita sempre em dia com tudo, mas a sensação de tarefa feita é tão boa que estou me esforçando para senti-la com mais frequência.
Olhar para a minha caixa de chá no escritório me faz sentir isso todas as vezes. Comprei a caixa há uns três anos quando, depois de uma bronca homérica da nutricionista porque eu não tomava água, achei que os chás poderiam ser uma boa, saborosa e quentinha alternativa para a minha hidratação nos dias gélidos de agosto. Os chás se tornaram um hábito desde então na minha mesa no escritório, mas os envelopes ficavam em suas caixas de papelão zanzando na mesa de um lado para o outro, sem um lugar definido. Além da preguiça, as dúvidas sobre como dar um tratamento àquela caixa de madeira me impediam de fazer o trabalho de uma vez. Aí, num belo dia, passeando numa loja de material para artesanato, vi o pedacinho de pano preto com flores brancas e logo pensei na tal caixa de chá abandonada e empoeirada. Preto combinaria perfeitamente com o tom dos móveis do escritório, sem ficar com cara de cozinha da vovó (que na cozinha da vovó fica ótimo, diga-se de passagem!). Levei o pano e a tinta preta e junto um punhado de empolgação.


Fiz tudo como manda o figurino: desmontei a caixa, tirei o vidro e passei fita crepe para deixar o trabalho impecável. Colei o tecido na parte superior da caixa com cola gel e, depois que a cola secou, passei uma boa demão de termolina leitosa, que impermeabiliza e endurece o tecido, facilitando o processo de remoção das sobras com uma lixa. 
Para dar o acabamento à pintura, visto que a caixa não terá direto contato com água nem ficará em ambientes úmidos, passei uma generosa camada de cera incolor, que deixou a peça com um acabamento acetinado.
O resultado está na minha mesa e posso olhar para ele todos os dias, me lembrando de quão bom é ver um trabalho terminado!