quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Aconteceu em Janeiro...

É a primeira vez que escrevo uma retrospectiva. Resolvi começar porque percebi que o tempo passa depressa e muitas vezes estamos tão preocupados em viver o presente e planejar o futuro que nos esquecemos de olhar para o passado, para valorizar as coisas boas que aconteceram e aprender (ou tentar pelo menos) com aquelas que não foram tão boas assim. Além disso, é um bom exercício para a minha memória, já que não tenho um diário onde registrar tudo diariamente. Então vamos lá!

EM JANEIRO...

... voltei a fazer pilates depois de um bom tempo sem fazer exercício nenhum. Uma tomografia da coluna e o meu espelho me convenceram que eu precisava fazer exercícios e o pilates foi o escolhido porque é de longe o meu preferido. Já o praticara há alguns anos e os resultados foram incríveis: meus músculos estavam muito mais tonificados, minha postura melhorara 100% e minha lombar parara de doer. Agora que voltei, depois de um mês, posso sentir - e ver - esses resultados aparecerem de novo. A barriga não chega a ser um tanquinho, mas nem se compara com a de um mês atrás.


... nessa vibe saudável comecei também a fazer um diário de alimentação. Não chega a ser um regime, mas tento registrar todas as minhas refeições, a rotina de exercícios, a quantidade de água ingerida e até o meu humos na Agenda Boa Forma e com isso acabo me obrigando a prestar mais atenção em mim. Está sendo uma experiência e tanto!






... terminei de ler o último volume da trilogia Millenium, de Stieg Larsson, A Rainha do Castelo de Ar. Não vou falar mais nada nesse momento, porque esse livro merece um post só para ele.








... fui com marido e filhota para Caçapava para o casamento de um primo. Foi uma delícia poder dividir esse momento de felicidade com eles, curtir uma festona, comer um montão e curtir uma super piscina. De quebra ainda conseguimos descansar um bocado e visitar o Sítio do Picapau Amarelo em Taubaté!


... foi meu aniversário. E aproveitei que dia 25 caiu num sábado para fazer uma festinha com as pessoas queridas da minha família. A nossa casa é bem pequena e por isso aceitei o convite da minha irmãzinha querida e fizemos na casa dela a noite do cachorro quente. Deixamos o pão, as salsichas e os complementos na bancada e todo mundo montou o próprio lanche como achou melhor: aberto, fechado, prensado, quente, frio, com batata palha, catchup, requeijão, maionese e azeitonas ou simplesmente pão com salsicha. O tradicional bolo foi substituído pelo pavê, sem muita firula porque esqueci em casa os confeitos prateados que serviriam de enfeite e com vela improvisada porque nem lembrei de providenciar uma, mas a troca agradou a todos, primeiro porque o doce estava uma delícia (logo logo passo a receita), segundo porque uma sobremesa geladinha sempre vai bem nessas noites quentes de verão!


... fomos visitar o 1° Encontro de Carros - Arranca São Carlos. O encontro reuniu carros preparados, modificados, rebaixados e antigos, além de carros de sonorização e bicicletas rebaixadas. Fomos para ver os carros antigos, mas acho que meu conceito de carro antigo vai além de Fuscas e Opalas... De qualquer forma os carros o evento foi muito legal e pudemos babar bastante em alguns sonhos de consumo e até conseguir umas fotos bem interessantes. Não preciso nem dizer que maridoco ficou doido né?


... fui extrair dois dentes do siso. Tive que tomar uma série de cuidados, como evitar falar (logo eu...), não carregar pesos nos primeiros dias (pegar filhota no colo nem pensar e por isso achamos melhor ela dormir na casa da avó paterna...) e tomar muitas coisas geladas para ajudar na cicatrização. Essa foi a parte ruim. A parte boa foi dormir na casa da mamãe e tomar sorvete o dia inteiro. Tá bom, nem foi tãããão boa assim: ser paparicada pela mãe foi muuuuito bom, mas quase morri de saudades da filhota e no fim do dia ao chegar em casa, já enjoada de tanto sorvete, preparei um pouquinho de arroz que comi amassadinho com feijão. E olha que eu nem sou tão louca assim por arroz e feijão, hein??!! Mas o que importa é que correu tudo bem e que logo logo vou ter que encarar os outros dois que sobraram.


... consegui fazer, ao longo do mês, uma super limpeza nas minhas revistas Casa Cláudia. Já faz um tempo que cancelei a assinatura mas muitos exemplares ainda estavam em casa. Gosto de coleciona-los, só que agora  temos menos espaço e tenho que abrir mão de algumas coisas. Decidi começar por elas: folheei rapidamente as revistas e retirei as reportagens que me chamaram mais a atenção. Essas reportagens serão aos poucos relidas, avaliadas e, se eu achar que vale a pena, digitalizadas. As revistas (ou o que sobrou delas), será em breve encaminhado para a reciclagem, destino que será dado também às reportagens depois da digitalização. Ainda falta fazer esse processo com os exemplares de Arquitetura & Construção, mas já consegui abrir um bom espaço no armário, que será devidamente ocupado por coisas mais “necessárias”.

Esse foi o meu janeiro. E o seu, como foi? 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

EU VOLTEI!

Sumi da blogsfera, eu sei. Faz muito, muito tempo que esse pequeno blog está abandonado e só agora consigo voltar para começar a tirar a poeira e espanar as teias de aranhas. O meu sumiço foi causado pela mudança de casa e todo o transtorno que essa gerou e também por outras cositas más, entre elas uma avaliação de muitos aspectos da minha vida. Esta reavaliação poderá – ou não – ser assunto de algum post no futuro, mas o que importa agora é que o Vida Precisa manteve-se firme e forte na lista das coisas que ficam e cá estou eu de volta!!

Pois bem: estamos de casa nova, eu, marido, filhota, plantinhas, cachorro e passarinhos e só agora estamos conseguindo fazer com que as coisas voltem aos eixos – ou melhor, estamos fazendo os eixos voltarem às coisas.

Sempre achei mudanças de casa uma das tarefas mais árduas e assustadoras do universo: embalar, encaixotar, enrolar em jornal, desmontar, carregar, descarregar, remontar, desenrolar, desencaixotar, desembalar, arrumar, limpar... Ufa! Só de pensar o cansaço tomava conta de mim. Imaginem quando esses verbos todos saíram da esfera do pensamento para se tornarem realidade! Na medida do possível tentei organizar tudo numa sequência lógica, mas a afobação do marido por não querer perder tempo nos fez perder um tempo enorme. Para ajudar, no fim de semana da mudança choveu. Para melhorar, filhota ficou doentinha. Foram dias de trabalho frenético, correria danada, momentos de raiva, de desespero, de dor nas costas, unhas quebradas, algumas risadas e pequenos orgulhos, como o de conseguir remontar o guarda-roupas praticamente sozinha depois que ele precisou ser desmontado porque não entrava no quarto nem por ordem divina. Afinal, nem só de luxos, bons livros e unhas feitas a vida precisa: às vezes é necessário passar por um período de turbulências para conseguir dar mais valor aos momentos dessa calmaria que aos poucos vai se instalando aqui em casa. Ainda não está tudo em seu devido lugar, mais com um tanto de paciência, muito amor e com um caderninho de “coisas a fazer” na mão estamos conseguindo transformar um simples imóvel em um lar.

Esse processo de mudança e adaptação nos tomou um tempo muito maior que o previsto e demoramos tanto que chegou Natal e Ano Novo e nem conseguimos curtir direito essas datas na casa nova. Montei a árvore no meio das caixas, numa noite em que filhota dormiu cedo, porque me recusei a passar o Natal sem a decoração típica. Fiz o máximo de esforço possível para fazer o que eu havia me prometido antes da decisão de nos mudarmos e – orgulho! -consegui fazer bolos de frutas para presentear os amigos e lembrancinhas para o Revellión. Várias outras coisas que eu havia planejado ficaram no papel, mas agora que tudo está caminhando, as chances de sua realização aumentaram muito!

Ainda estamos sem internet por aqui e também por isso a frequência de publicação não será aquela que eu gostaria, pelo menos nessa minha retomada. Adoraria dizer que vou postar todos os dias ou dia-sim-dia-não, mas aprendi a não prometer o que não posso cumprir. Por enquanto ficam por aqui as fotos de alguns momentos da mudança e a garantia de que muitas coisas ainda estão por vir, mesmo que a receita do bolo que fiz no Natal apareça aqui no carnaval!!




PS: Agradeço a todos aqueles que sentiram falta de novas postagens e perguntaram por mim. Eu também estava com saudades! ;))

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Acabei de Ler: O Poder da Paciência

É o motorista barbeiro que corta a frente dos outros na rua, o serviço de telemarketing da operadora de celular que vive ligando e mandando sms, é a compra feita pela internet que demora o dobro do tempo previsto para chegar na sua casa, é o serviço de atendimento por telefone não gratuito da companhia de seguros que deixa o cliente esperando horas no telefone, é a consulta médica que nunca acontece na hora marcada, é a filha que faz birra, o cliente que muda o pedido depois que o trabalho já está feito, é o esmalte que lasca logo depois da saída do salão da manicure: quantas vezes por dia nos pegamos dizendo "Dai-me paciência!". De acontecimentos mais graves até coisas que podem ser consideradas bobagens, tudo parece testar o nosso poder de autocontrole e muitas vezes quando o dia termina estamos a ponto de explodir devido a todas as situações negativas que nos forçamos a engolir só porque pensamos que "é preciso ter paciência". 

Mas o que significa ter paciência? Mas será que ter paciência significa aturar tudo a ponto de correr o risco até mesmo de gerar problemas de saúde? Ou será que ser paciente é sinônimo de ser trouxa? Ou será a paciência um dom divino, que só alguns escolhidos recebem ao nascer? Segundo Mary Jane Ryan a resposta a todas essas perguntas é não. Para a autora do livro O Poder da Paciência ser paciente não significa se transformar em mártir e nem é uma dádiva dos céus. Ao contrário, paciência é algo que pode ser treinado e seu uso só trará benefícios, como a tranquilidade, a capacidade de encarar a rotina de uma maneira mais tranquila. Além disso, a autora mostra que a paciência é uma das principais características das pessoas que conseguem tudo o que querem, pois sabem esperar e ter a determinação necessária para enfrentar os obstáculos e atingir os objetivos: afinal de contas, como diz o ditado, "quem tem pressa come cru".



Este é basicamente um daqueles livros que podem ser catalogados como de auto-ajuda e sua linguagem é simples, descontraída mas sobretudo sem culpa: a autora afirma que paciência é sobretudo algo que devemos exercitar antes de tudo conosco, com as nossas próprias atitudes e nossos próprios erros, entendendo que somos seres humanos e todos os seres humanos erram. Recomendo muito sua aquisição, porque apesar de não ser nenhum best-seller, O Poder da Paciência é, na minha opinião, um daqueles livros que deve ser lido todas as vezes em que exercitar essa qualidade começa a ficar difícil, mesmo que seja para abri-lo num capítulo aleatório e ler o que M. J. Ryan tem a dizer: pode não resolver todos os problemas, mas certamente acenderá algo de bom e acalmará a fúria que às vezes começa a se instalar em nossas mentes! 

Mudando um pouquinho de assunto: a partir deste post, para todos os livros lidos, decidi colocar no final uma fichinha técnica, aproveitando todas as informações que já anoto no meu caderno de leitura. Aceito críticas construtivas e sugestões!

FICHA TÉCNICA

Título: O poder da Paciência
Autor: Ryan, Mary Jane
Editora: Sextante
Ano da edição: 2006
Idioma original: Inglês
Prêmios: -