sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Esmalte da Semana: Amarração para o Amor - Risqué

A primavera resolveu finalmente dar o ar da sua graça e os dias ensolarados estão resistindo, apesar de nuvens teimosas continuarem querendo aparecer por aqui. Em contraste com o esmalte da semana passada - o Catavento - eu ia passar um branquinho, mas ao ver o sol e as flores no meu jardim não resisti: achei que colocar mais cor nas unhas poderia ser uma boa opção para celebrar a chegada da nova estação, mesmo que com quase um mês de atraso!
A cor escolhida foi o Amarração para o Amor. Ele faz parte da linha Brasil com Fé, recém lançada pela Risqué e cujas cores - e nomes - tem tudo a ver com o Brasil. Vale aqui lembrar que a marca vem homenageando o Brasil em suas últimas coleções e esse tributo tem dado muito certo, na minha opinião. Com cores tão lindas a minha vontade era ter todos os vidrinhos na minha maleta, mas ainda não consegui realizar essa vontade, um pouco porque as perfumarias daqui tem algumas limitações e as coleções parecem nunca chegar completas, e um tanto por acomodação minha que poderia comprá-los via internet. Enfim...
Como estava dizendo, o escolhido da semana foi o Amarração para o Amor, dessa vez pela cor e não pelo nome, embora prevenir nunca seja demais, né?

Quando vi o vidrinho, achei que na unha ele ficaria um tanto rosa fluorescente, mas quando vi o resultado final, amei! O tom dele é um fúcsia intenso, muito mais profundo do que o vidrinho mostra. Ele fica charmoso sem ser sóbrio demais, colorido mas sem muita extravagância e justamente por isso se dá bem com vários tipos e várias cores de roupas, desde o terninho preto básico - que ganha um toque extra com esse esmalte - passando por uma combinação descontraída como jeans e blusinha, até uma produção mais sofisticada para sair à noite. Falo porque testei todas as opções e todas funcionaram muito bem! É um esmalte perfeito para quem quer sair da linha "vai bem com tudo" branquinho-vermelho-marrom. E não são só esses os pontos a favor: eu passei duas camadas, mas na primeira a cobertura já é muito boa, o acabamento é super brilhante, sem necessidade de top coat, ele seca rapidinho e ainda dura muito! Ele só não serve cafezinho, mas não dá para querer tudo na vida!
Pois bem: mais um para a minha lista de queridinhos. Agora só me resta correr atrás do resto da coleção para saber se os outros esmaltes são tão bons quanto esse. Aguardem!


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Acabei de Ler: Cinquenta Tons de Cinza

Já acabei de ler esse livro faz um tempo, mas acho que ainda estava digerindo-o, pensando se valeria a pena escrever sobre ele aqui no blog. No fim, disse a mim mesma: "Porque não? Às vezes a vida precisa de livros dos quais não gostamos."
Voltando um passo para trás, explico que eu sempre tive preconceito com os best sellers do momento. Aqueles livros que estão na porta de todas as livrarias formando espirais e pirâmides. Aqueles dos quais todos mundo fala e você, que não o leu, fica com cara de ponto de interrogação. Para dar uma ideia, acabei comprando o meu exemplar de "O Código da Vinci" convencida por uma amiga, numa feira do livro, com 50% de desconto algo como um ano depois do lançamento. Prefiro esperar um tempo, esperar a poeira baixar, tentar descobrir algo a mais a respeito do volume e se o que eu encontrar me despertar qualquer curiosidade, encaro a leitura. Muitas vezes acabo me surpreendendo e tendo que rever minha opinião e quando isso acontece, fico imensamente agradecida por ter dado o braço a torcer.
Com "Cinquenta Tons de Cinza" o começo não foi diferente. A maioria das mulheres que conheço falava do livro, cochichando, como se estivéssemos na Idade Média e o livro fosse algo proibido. Algumas casadas então falavam do livro como se estivessem traindo o marido. Os comentários gerais me deram a entender que era um livro de sexo. Não um livro erótico, provocativo, instigante. Não. De sexo. Não era absolutamente por puritanismo minha resistência, mas sim pelo tom medieval com que todas as mulheres falavam do assunto do livro. Decidida a não lê-lo, assumi as consequências de ser tratada como uma leitora-fora-de-moda até o dia em que minha irmã me garantiu que o livro não era só de sexo, que tinha questões psicológicas envolvidas e que eu deveria encarar, nem que fosse para ter mais argumentos para criticar depois. Geralmente gosto bastante dos livros que ela me indica, por isso topei. 

Li a versão em italiano e, como não conheço a versão em português, não consegui decifrar se as frases curtas, truncadas, do tipo "três palavras e ponto", daquelas que parecem degraus de um passo e meio, eram falhas de tradução ou característica da autora. Mas essa característica, independente de sua origem, só contribuiu para que eu não gostasse do que estava lendo. Mesmo assim banquei a orgulhosa e fui em frente, decidida a chegar até o fim. Para isso tive que conviver com personagens estereotipados que se alternavam na tarefa de me irritar, ora com seus complexos de adolescente virgem, mesmo não sendo mais adolescente, ora com sua mania de manipulação e controle, com aquele perfume de "eu sou lindo e maravilhoso como você nenhum outro homem na galáxia e por isso todas as mulheres fazem o que eu quero", ora juntos fazendo exatamente aquilo que "o lindo" queria fazer. 
Em um determinado momento do livro o fator sentimento começa a aparecer, bem como alguns fantasmas do passado começam a ser sutilmente introduzidos - mas não explicados - e nenhum dos dois personagens centrais sabe o que fazer com isso. Ele, por ser um dominador convicto, parece que nunca precisou lidar com sentimentos nem com questionamentos externos, mas apenas com suas questões interiores, que ele insiste em reprimir. Ela é a dominada, não apenas por ele mas por suas próprias fraquezas, por sua curiosidade e porque não - na minha modesta opinião - por aquilo que me parece um complexo de inferioridade ainda forte em muitas mulheres (infelizmente) que insiste em dizer que "um deus grego como esse jamais olhará para mim de novo se eu não fizer tudo o que ele quer". E quando as coisas estão prestes a dar uma virada... o livro acaba. Quer dizer, não acaba, porque na última página está escrito com todas as letras que se você quer saber o destino dos personagens, deve ler "Cinquenta tons mai escuros" e depois "Cinquenta tons de liberdade". E eu, que achava que eram três livros independentes, fiquei no mínimo enfurecida por ter chegado ao fim e descobrir que o fim não estava ali, que aquele era apenas o primeiro da trilogia, sabiamente editada com três títulos diferentes, sem indicação de número de volume. 
Não sou psicóloga e não vou me aventurar mais profundamente em análises sem embasamento teórico, mas meu repertório de leiga me deixou um gosto amargo na boca depois da leitura deste livro. Um gosto de violência e de submissão, onde o sentimento parece entrar apenas para aliviar e justificar - no sentido ruim da palavra - os fatos. Além do mais é um gênero literário - ao qual não consigo atribuir um nome - que não me agrada absolutamente, com sua avalanche de pontos e parágrafos e uma certa restrição de vocabulário, já que fique com a impressão que palavras demais se repetiam o tempo todo. 
Pois bem, eu encarei o livro conforme a sugestão da minha irmã e, como pode ser percebido, acabei ganhando mais argumentos para criticá-lo. Uma amiga psicóloga, quando numa bela tarde conversávamos a respeito, me disse que concordava com todas as minhas críticas mas que seria interessante que eu lesse os outros dois volumes. Ainda não sei se vou topar. Se isso acontecer, certamente não será logo, considerando a pilha de livros novos que ainda aguardam minha leitura, mas certamente a experiência será descrita aqui no blog, mesmo que mais uma vez negativa. Afinal, não é só de livros bons que a vida precisa!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Esmalte da Semana: Catavento - Impala

Confesso que comprei esse esmalte um pouco por acaso, porque a cor me chamou muito a atenção. Só depois fui olhar para o nome dele: Catavento. O nome Catavento me lembra a minha infância, as férias da escola e meu avô me ajudando a montar os cataventos com papel colorido. Já não lembro como se montam esses brinquedos fascinantes, mas as recordações daqueles momentos certamente continuarão aqui presentes. Essa estória nada tem a ver com esmaltes, mas o Dia das Crianças acabou de passar e justamente por causa dessa estória achei esse esmalte perfeito para essa data!
Ele faz parte da coleção Nuvens de Cor, da Impala, que acabou de ser lançada para a primavera.  E quando fui pesquisar descobri que a minha associação entre lembranças de infância e esse esmalte não é só coisa da minha cabeça. O release oficial da marca afirma: Catavento: um brinquedo clássico que expressa  liberdade e o prazer de ser criança." Viu?
É uma cor que tem tudo a ver com o ar livre, com o brilho do sol na primavera, um vermelho mais aberto, brilhante, com um toque levemente rosado, super feminino. O acabamento é cremoso, mas para conseguir todo seu efeito são necessárias duas demãos pois ele é levemente transparente. A aplicação é extremamente fácil e a limpeza também, características que fazem os esmaltes da Impala ganhar meus elogios.

Pelas bandas de cá os sopros de ventania que fazem os cataventos rodarem já chegaram. Agora só falta mesmo é o sol da primavera se firmar por aqui, para que possamos brincar ao ar livre sem medo do tempo virar!