sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Um Luxo por Semana: Holambra

Esse luxo é daqueles que vale por bastante tempo. Algumas semanas pelo menos. Por isso a demora para a sua publicação e o tamanho desmedido do post!
Tudo começou numa noite de terça-feira, na mesa do jantar. Do nada marido olha pra mim e diz: "Vamos fazer uma viagem?". A mim, que adoro viajar e sobretudo conhecer lugares novos, só restou responder "Sim!!". Só que a viagem não estava programada e, por mais que eu tenha liberdade no escritório onde trabalho e meu marido, que é autônomo, possa tirar alguns dias de folga quando bem entender, um mínimo de organização fazia-se necessária. 
A primeira questão era "para onde ir?". Com uma criança e com um orçamento limitado, não daria para fazer uma viagem intercontinental. Nem internacional. Nem interestadual. Fui então pesquisar algum lugar pertinho para passarmos um fim de semana tranquilo - e baratinho - em família. Qual não foi minha surpresa quando descobri que justo no fim de semana que havíamos escolhido para viajar seria aberta a Expoflora 2013 em Holambra. Não tive dúvidas: falei com marido e o local estava escolhido!
Como não conhecia ninguém que pudesse me dar referências sobre pousadas ou hotéis, tive que confiar nas informações da internet. Procurei em alguns sites confiáveis, escolhi o Parque Hotel Holambra e fiz a reserva via e-mail, não sem o receio que sempre acompanha esse tipo de operação, mesmo quando tomamos todas as precauções possíveis. A chegada foi tensa, porque o hotel fica numa rua de terra e seu luminoso não é visível do asfalto. Só o encontramos graças às indicações de um caminhoneiro gentil. Mas todas as preocupações se dissiparam quando entramos: o pessoal foi muito solícito, o lugar é bacana, simples e honesto, tranquilo e silencioso. Nos instalamos e fomos jantar no Casa Bela, um restaurante encantador com cardápio variado e atendimento nota dez! Eu adoro experimentar pratos típicos do lugar que estou visitando e escolhi um Stampott a la Klass, um filé acompanhado de molho agridoce, três tipos de purê e couve de Bruxelas. Já o marido, mais tradicional, foi se Salmão Grelhado ao molho de Maracujá, com arroz e brócolis gratinado. Delicioso!

No dia seguinte pudemos desfrutar de um singelo mas acolhedor café da manhã no hotel, com direito à companhia dos passarinhos! Depois do café fomos para a Expoflora - sobre a qual eu já havia reunido todas as informações necessárias através do site. No caminho pudemos admirar a cidade de Holambra, com seus vasos de flores no meio da rua, limpa e bem cuidada. Ao chegarmos na feira, compramos o tíquete para o passeio turístico, que nos levou através das ruas holambresas até uma fazenda produtora de flores e foi possível ver o que esse ouro representa para a cidade. Visitamos o moinho dos Povos, andamos pela alameda principal e nos encantamos com  a ausência de muros ao redor dos condomínios. (suspiros...)



 De volta à feira vimos danças e... flores, muitas flores! Ficamos impressionados com a organização do evento, que coloca a disposição até um espaço exclusivo para os bebês, com cadeirões, fraldários e uma salinha para descansar. Visitamos a exposição de paisagismo - momento viagem-a-trabalho - e, já no fim da tarde e ultra cansados - fomos ver a famosa Chuva de Pétalas. Dizem que se você conseguir pegar uma pétala no ar, pode exprimir um desejo que ele certamente será realizado e eu, incentivada pelo marido, encarei a multidão (não é exagero) e consegui agarrar minha pétala!

Felizes com o dia - e com a pétala devidamente guardada - voltamos para o hotel para descansar e encarar a viagem de volta no dia seguinte. Mas não deixamos Holambra sem antes tirar muitas fotos na Lagoa da Praça Vitória Régia, almoçar no restaurante do Clube Fazenda Ribeirão e comer uma perfeita sobremesa na confeitaria Zoet en Zout - ou Confeitaria do Lago. Impossível não se encantar comendo um doce de chantilly com essência de flor de laranja ou chocolate com laranja, ainda mais diante de uma paisagem como a proporcionada pela lagoa.
Para encerrar o passeio, uma parada na rua turística, onde está localizado o restaurante Casa Bela do qual falei antes. À noite o lugar já é lindo, mas durante o dia,com o sol fazendo suas cores brilhar, a rua ganha um charme todo especial.

A volta para casa sempre me dá uma sensação de conforto, de retorno ao lar, mas Holambra é uma cidade que deixou saudades e boas lembranças. Sobretudo me deixou aquele sentimento estranho de querer para a cidade onde moro todas as coisas boas que lá existem: a beleza, a limpeza, a organização, a segurança. Se um dia vamos conseguir, isso não sei. Por enquanto começo fazendo a minha parte: casa arrumada, calçada limpa e jardim florido. Dizem que o exemplo inspira!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Que venha a Primavera!

A primavera começou há poucos dias e meu jardim já dá os primeiros sinais de renascimento após um período relativamente longo de montanha russa meteorológica: os dias ensolarados e algumas chuvas, que substituíram semanas ora geladas e secas ora quentes e áridas do inverno, reavivaram o verde das folhagens e contribuíram para que azaleias, jasmins e ipomeias nos dessem suas flores literalmente da noite para o dia.
No hemisfério Norte a primavera é vista com imensa euforia, visto que a chegada da nova estação, ensolarada e colorida, coloca um ponto final a uma longa sequência de dias frios e escuros, as plantas que perderam todas as suas folhas começam a apresentar novos brotos e os campos passam do marrom ao verde em questão de dias. Não vejo essa ideia de recomeço sendo encarada de maneira tão forte no Brasil porque aqui, pelo menos na região Sudeste, as estações não são tão bem definidas quanto lá e nossa terra e nosso clima fazem com que tenhamos flores praticamente o ano todo.




Na Europa, onde as quatro estações ainda são reconhecíveis, é de costume, assim que o sol começa a brilhar mais forte, fazer a chamada "limpeza de primavera": trocar o guarda-roupa de inverno pelo de verão, lavar e ensacar casacos, cobertores e edredons, lavar as cortinas, fazer uma faxina ampla e demorada na casa. E eu resolvi voltar às origens e abraçar a tradição e encarar essa tarefa. Ver esse florescer todo no meu jardim me faz pensar nessa ideia de um ciclo que se encerra e outro que começa. E não é à toa. Sementes que plantei estão começando a dar bons frutos e com eles novas perspectivas se abriram. Agora é o momento de aproveitar e destralhar a casa, tirar do caminho toda (ou quase toda) a tralha que juntei e que atrapalha o bom andamento das coisas e a boa ocupação dos espaços. Preciso repensar em tudo que acumulei e nas coisas que realmente são necessárias, naquilo que deve ser guardado, doado, vendido ou simplesmente jogado fora.
Como boa maníaca por listas e organização, já estou trabalhando nesse projeto e certamente muitas novidades virão, acompanhando os dias de sol e céu azul que a meteorologia e meu coração dizem que virão.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Uma salada de orgulho!

Segunda-feira à noite fez um calor inimaginável, abafado, preanunciando chuvas que viriam fortes, mas não tanto quanto o vento que as trouxe. O calor impensável para o fim do inverno, associado a uma preguiça majestosa, reduzia drasticamente a minha capacidade de pensar no que preparar para o jantar. Não queria nada que desse muito trabalho nem que sujasse muita louça, muito menos algo quente. Para aumentar a dificuldade de escolha o marido voltaria tarde do trabalho e algo de mais difícil digestão estava completamente fora de cogitação. 
Lembrei então da minha horta, onde uma linda e verdinha rúcula aguardava o momento certo para ser saboreada. De tesoura em punho, lá fui eu escolher e cortar as folhas, cheia de orgulho da minha primeira colheita. Uma vez lavadas, as folhas se juntaram a um punhado de tomatinhos grape, cinco mini pepinos fatiados bem fininhos, dois ovos cozidos picadinhos, azeitonas fatiadas, algumas colheres de milho em lata. 


Não contente, ainda acrescentei duas sardinhas em lata. Temperei um um bom tanto de azeite, sal e suco de meio limão siciliano que andava de um lado para outro na minha geladeira.


Mas o melhor tempero foi poder saborear uma salada feita com a rúcula que cresceu na horta que eu e maridinho plantamos e cuidamos com tanto esmero, regando-a religiosamente a cada dois dias para não deixar que o tempo seco acabasse com o nosso trabalho, tirando as ervas daninhas que insistiam (e ainda insistem) em tentar tomar o espaço das nossas plantinhas. 
Estamos agora aguardando que as flores amarelinhas do tomateiro se transformem em lindos e vermelhos frutos, para poder colhê-los e transforma-los em grandes companheiros da rúcula na salada. Os morangos para a sobremesa já estão prontos!