A primavera começou há poucos dias e meu jardim já dá os primeiros sinais de renascimento após um período relativamente longo de montanha russa meteorológica: os dias ensolarados e algumas chuvas, que substituíram semanas ora geladas e secas ora quentes e áridas do inverno, reavivaram o verde das folhagens e contribuíram para que azaleias, jasmins e ipomeias nos dessem suas flores literalmente da noite para o dia.
No hemisfério Norte a primavera é vista com imensa euforia, visto que a chegada da nova estação, ensolarada e colorida, coloca um ponto final a uma longa sequência de dias frios e escuros, as plantas que perderam todas as suas folhas começam a apresentar novos brotos e os campos passam do marrom ao verde em questão de dias. Não vejo essa ideia de recomeço sendo encarada de maneira tão forte no Brasil porque aqui, pelo menos na região Sudeste, as estações não são tão bem definidas quanto lá e nossa terra e nosso clima fazem com que tenhamos flores praticamente o ano todo.
Na Europa, onde as quatro estações ainda são reconhecíveis, é de costume, assim que o sol começa a brilhar mais forte, fazer a chamada "limpeza de primavera": trocar o guarda-roupa de inverno pelo de verão, lavar e ensacar casacos, cobertores e edredons, lavar as cortinas, fazer uma faxina ampla e demorada na casa. E eu resolvi voltar às origens e abraçar a tradição e encarar essa tarefa. Ver esse florescer todo no meu jardim me faz pensar nessa ideia de um ciclo que se encerra e outro que começa. E não é à toa. Sementes que plantei estão começando a dar bons frutos e com eles novas perspectivas se abriram. Agora é o momento de aproveitar e destralhar a casa, tirar do caminho toda (ou quase toda) a tralha que juntei e que atrapalha o bom andamento das coisas e a boa ocupação dos espaços. Preciso repensar em tudo que acumulei e nas coisas que realmente são necessárias, naquilo que deve ser guardado, doado, vendido ou simplesmente jogado fora.
Como boa maníaca por listas e organização, já estou trabalhando nesse projeto e certamente muitas novidades virão, acompanhando os dias de sol e céu azul que a meteorologia e meu coração dizem que virão.
Na Europa, onde as quatro estações ainda são reconhecíveis, é de costume, assim que o sol começa a brilhar mais forte, fazer a chamada "limpeza de primavera": trocar o guarda-roupa de inverno pelo de verão, lavar e ensacar casacos, cobertores e edredons, lavar as cortinas, fazer uma faxina ampla e demorada na casa. E eu resolvi voltar às origens e abraçar a tradição e encarar essa tarefa. Ver esse florescer todo no meu jardim me faz pensar nessa ideia de um ciclo que se encerra e outro que começa. E não é à toa. Sementes que plantei estão começando a dar bons frutos e com eles novas perspectivas se abriram. Agora é o momento de aproveitar e destralhar a casa, tirar do caminho toda (ou quase toda) a tralha que juntei e que atrapalha o bom andamento das coisas e a boa ocupação dos espaços. Preciso repensar em tudo que acumulei e nas coisas que realmente são necessárias, naquilo que deve ser guardado, doado, vendido ou simplesmente jogado fora.
Como boa maníaca por listas e organização, já estou trabalhando nesse projeto e certamente muitas novidades virão, acompanhando os dias de sol e céu azul que a meteorologia e meu coração dizem que virão.